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● "Le Papier Rivals Advent: Angel Of Death" - 3.ª Parte

28 janeiro, 2011 10 Comentários

Chega finalmente a tão aguardada conclusão desta aventura épica que encerra mais um ciclo das aventuras de "Le Papier".
A luta contra o terrível Phantom atinge o seu climax e um último e decivo ataque acontece. Qual será o seu desfecho?!

Se não leram as primeiras partes da história, podem fazê-lo AQUI e AQUI .

Já sabem que podem ler as aventuras anteriores de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns", "Le Papier Strikes Back", "Le Papier Raising Hell" e "Le Papier Raging Storm".

No Avalanche 21 a hora era de total concentração. Preparavam-se para enfrentar de caras todo o poderio de Phantom. Sabiam que este último ataque poderia ser decisivo para evitar um confronto de proporções dantescas, por isso não podiam, de forma alguma, falhar.
AK-07, Park, Val Hachi, Magnum e o General Osbourne partiram depois de um último brinde para junto da sua força que se dirigia rumo a um único objectivo: a vitória.

Sempre muito bem informado, havia um outro grupo que estava interessado neste embate. Creedence Blackmore sabia que o seu papel seria de forte importância para o desfecho do confronto, pelo que os seus NeroSlayers e os restantes SHADE estavam a postos para mostrar a sua força.
Agora que as cartas estavam lançadas, faltavam apenas duas peças fundamentais: Le Papier e Jimi Slash.


O Ford Mustang dirigia-se a toda a velocidade rumo a Coimbra. Com o seu treino concluído, esta era a última oportunidade para Papier derrotar o maior pesadelo que jamais enfrentara, mas sabia que chegar a Phantom não se revelaria uma tarefa fácil e os seus inimigos não lhe facilitariam a vida.
Porém, subitamente, algo chamou a sua atenção. Um carro em contramão vinha de encontro a si e, só com recurso a uma espantosa manobra, Papier conseguiu evitar o choque que se poderia revelar fatal. As modificações que a equipa de Lady tinha feito no seu equipamento afinal valeram bem a pena, mas o perigo não tinha ainda passado. Papier vinha a ser perseguido e teria de ser rápido a desembaraçar-se deles, sob pena de chegar demasiado tarde para a missão.
A toda a velocidade, Papier dirigiu pela estrada fora, na esperança de conseguir livrar-se dos perseguidores, mas estes não desistiam. Com tiros vindos de todas as direcções, o jovem não teve escolha senão parar de fugir e lutar.
Papier soltou pequenos explosivos que rebentaram a primeira linha de perseguidores, mas estes não foram suficientes para acabar com todos os perseguidores.
Papier mudou de estratégia e voltou-se de frente para os adversários. Depois de uma rápida inversão de marcha, o jovem atirou furiosamente sobre os condutores, acabando com a grande maioria deles porém, faltava ainda o pior deles, um potente camião que parecia mais resistente que um tanque de guerra!
Papier parou o Mustang e saiu calmamente. Apenas com a sua Gunblade em riste desferiu um golpe preciso no momento em que investiu contra o camião. O condutor perdeu o controlo do veículo, e por fim, o jovem apontou a Ultima para disparar um único tiro que devastou o veículo pesado. Sem parar um segundo voltou rapidamente para o carro, pois tinha que recuperar o tempo perdido.

Entretanto, os ARM estavam em movimento. Usavam a noite para avançarem sem serem detectados, mas não tiveram de ir muito longe.
Phantom estava bem consciente da ameaça que esta força representava e veio a Coimbra para acabar de vez com eles. Ao encontrar-se com os inimigos, reconheceu os quatro que o tentaram atacar e soube imediatamente que Papier estava vivo.
Agora, o confronto final iniciava-se e os tiros começaram a transformar a paisagem, mas o vencedor parecia já decidido. Mesmo com a sua força total, os ARM representavam apenas uma fracção do exército de Phantom e a sua derrota era quase certa.
AK e Park estavam lado a lado eliminando tantos quanto podiam, mas viam os companheiros a cair e não tardou, as forças a faltar. Val Hachi e Magnum lutavam com toda a força para destruir o máximo de inimigos que podiam mas a situação agravava-se a cada segundo. Enquanto todos lutavam pelas suas vidas, um dos inimigos quase conseguia atingir Val Hachi, mas este foi salvo no último instante.

Phoenix Harris estava de volta e com ele vinha toda a força dos SHADE, os seus companheiros Drake, Griffin e Charlotte, bem como o seu líder, de “shotgun” em punho, Creedence Blackmore. Val Hachi estava furioso, pois Harris afastou-o com um empurrão que quase o fez bater com a cabeça contra uma rocha, mas este desculpou-se dizendo que esta era a única forma de evitar que ele ficasse sem ela.
Creedence e Osbourne estavam agora frente a frente. Da última vez que tal acontecera Osbourne levou com um tiro na perna e ainda estava “ressentido” por isso. Apesar disso e colocando o seu orgulho de lado pediu a todos os seus agentes que fizessem o mesmo, pois a ameaça de Phantom era a prioridade neste momento. Tratariam dos SHADE mais tarde. Creedence sorriu e deu ordem aos seus para não pouparem ninguém, dos maus, ao que todos responderam ruidosamente.

O segundo assalto começava e este era bem mais promissor, pois apesar dos números dos Novos Aliados serem ainda inferiores aos do exército de Phantom, a união dos rivais estava a fazer a diferença e os inimigos estavam a cair mais rapidamente. Por incrível que pareça, a união de AK e Drake, Park e Griffin, estava revelar-se altamente frutífera, tal como Val Hachi e Harris e Magnum e Charlotte. O tempo que passaram a tentar matar-se fez com que conhecessem tão bem que sabiam tudo o que outro ia fazer, antes de o fazer.
Ao ver o que se passava no terreno, Phantom decidiu por fim intervir. Mal se aproximou, os aliados tremeram enquanto o seu grupo que estava a ser pressionado rejubilava de excitação. Phantom derrubava todos os que se lhe opunham e estava a apenas alguns metros de Osbourne, quando algo o travou.
Ouviu atentamente aquilo que primeiramente lhe pareceu ter sido um rugido, e ao olhar para a estrada viu um carro negro parado. Quando voltou a olhar em frente, tinha mais um obstáculo no caminho: Le Papier.

O confronto prosseguia em grande escala, com os agentes dos ARM e dos SHADE a atacarem os inimigos com tudo o que tinham, mas agora o inimigo tinha um adversário à altura.
Le Papier atacou Phantom com toda a força, algo que o fez recuar e que, segundo o próprio, já não acontecia há anos. As suas tropas ficaram em suspenso.
Decidido a não dar oportunidades, Phantom tentava perceber o que poderia ter mudado em tão pouco tempo. Papier estava certamente diferente. Calmo e confiante, atacava com golpes rápidos e precisos, que deram algum trabalho à soberba defesa de Phantom.
Depois de observar atentamente Papier, o Anjo da Morte percebeu que não poderia continuar a lutar daquela forma e mudou de estratégia. Usando da sua força sobre-humana atacou Papier a um ritmo frenético que se tornava muito difícil de acompanhar aos olhares mais desatentos. Papier estava agora a ter mais dificuldades em evitar os ataques do adversário, mas nem por isso perdera o controlo.
A luta estava incrivelmente equilibrada, de tal modo que era impossível dizer quem sairia vencedor, até que a superioridade de Phantom se começou a revelar, pois a resistência de Papier começava a esgotar-se.
Papier conseguia ainda evitar os seus golpes, mas começava a perder velocidade e com isso não podia atacar de forma competente, para evitar sofrer danos da enorme espada de Phantom. Era uma questão de tempo até que a luta chegasse ao fim.
Phantom conseguiu eventualmente quebrar as defesas do jovem, conseguindo desferir-lhe um enorme soco que quase o deixou fora de combate. Papier estava já caído quando aquele que ainda não tinha chegado, apareceu por fim.

Jimi Slash surgira finalmente e, mais uma vez, interpôs-se entre Papier e Phantom, que não pareceu surpreendido por vê-lo; onde estava um, o outro não andaria longe. Papier reclamou com ele por ter demorado tanto ao que Jimi se desculpou com problemas no GPS. Desembainhou a Battousai e atacou Phantom decidido a vingar todas as derrotas.
Jimi era mais um adversário formidável para o Anjo da Morte que começava a sentir os efeitos do cansaço. Depois da luta com Papier, Jimi era igualmente dotado e, tal como o detective, não possuía aparentes pontos fracos, mas mesmo assim Phantom conseguia ser superior. Jimi não se dava por vencido mas não conseguia fazer danos no oponente. Phantom mostrou-se muito agradado por ter finalmente adversários que o fizessem usar toda a sua força e foi isso mesmo que fez a seguir.
Atacou Jimi incessantemente, fazendo com que o jovem se desgastasse a desviar-se dos seus ataques, mas o Homem de Negro não se deixou iludir por essa estratégia. Usou as suas espadas para atacar e defender ao mesmo tempo e acabou por conseguir parar a fúria do inimigo.
Foi a vez de Slash tomar a iniciativa e usou toda a sua técnica de ataque. A sua velocidade era mais que o adversário conseguia combater, mas estava a abrandar com o tempo. Phantom aguentou todos os movimentos de Slash e contra-atacou violentamente. Usando toda a energia que dispunha, Slash conseguiu bloquear uma vez mais mas, da mesma forma que parou os movimentos de Phantom, também os seus ficaram presos, ficando vulnerável ao possante pontapé que o levou ao chão, deixando o Anjo da Morte mais uma vez como vencedor.

Os dois jovens estavam cansados e em dificuldades, mas não podiam ser derrotados daquela forma.
Olharam em volta e viram ARM e SHADE unidos à volta de um inimigo comum, esquecendo as rivalidades e fazendo tudo o que estava ao seu alcance para vencer.
Decidiram então que estava na hora de mostrar aquilo que os discípulos de David Storm podiam fazer quando trabalhavam em equipa.
Papier e Slash atacaram Phantom com uma sucessão de golpes em perfeita sincronia, de tal forma que ele não conseguia prever de onde surgiriam. Os rivais tinham técnicas diferentes mas que se complementavam formidavelmente, pelo que Phantom não tinha forma de se defender, pois quando se superiorizava a um deles, logo o outro aparecia para reclamar o comando do combate.
Com um último ataque em conjunto conseguiram por fim romper a defesa de Phantom e num golpe final cravaram-lhe as espadas no peito. Papier passou uma das suas pistolas Slash e a dupla descarregou todas as munições em Phantom que finalmente caía perante os dois miúdos que no passado não considerara dignos de morrer às suas mãos.
Os jovens exorcizavam assim o terrível fantasma do seu passado.

O homem que trouxera exaltação aos seus soldados estava agora sem vida e, com o seu líder derrotado, a moral dos soldados esvaía-se. Sem hipóteses de vencer contra esta nova união de forças, a rendição dos inimigos surgiu e o confronto terminou por fim.

Trish, Velvet e Diego, que estavam timidamente a assistir à batalha apressaram-se a congratular Papier, que reconheceu um outro rosto no meio da grande parte dos soldados desconhecidos: David Storm.
O Mestre tinha plena confiança que os seus jovens aprendizes iriam fazer a escolha certa e esquecer as rivalidades perante este desafio, que tinham que ultrapassar juntos. Como ver aqueles dois fazer alguma coisa em conjunto era algo extremamente raro por estes dias, ele tinha que ver com os seus próprios olhos a coisa a desenrolar-se, mesmo sem ter quaisquer dúvidas sobre o resultado final.

O inimigo estava agora derrotado, mas havia ainda pontas soltas que precisavam de atenção.
Os SHADE iriam certamente recuperar o trono e voltar a ser a terrível organização maquiavélica que tanto tinha já sido combatida, por isso teriam de ser imediatamente travados. Os ex-aliados estavam agora novamente frente a frente e prontos para recomeçar a guerra: ARM vs. SHADE.
Papier, no entanto, voltou as costas a tal embate e decidiu ir ter com os amigos. Osbourne sorriu e concluiu que os agentes que tomaram parte na batalha iriam cuidar dos caídos e dos feridos, tirar o dia seguinte para descansar... mas depois disso, os SHADE viriam abaixo!


Fruto desta união excepcional ou não, os SHADE deixaram de ser a organização tenebrosa do passado. Continuaram com negócios obscuros, é certo, mas estavam diferentes. Houve até quem jurasse que colaboravam ocasionalmente com a Interpol, mas nada que pudesse ser comprovado.

Le Papier continuava a resolver casos na sua agência, mas os clientes continuavam a ser poucos. Pelo menos tinha um bar à mão, para ouvir sempre boa música, acompanhado por bons amigos.
O seu trabalho estava terminado... por hoje, pois com novos desafios sempre à espreita, a lenda de Le Papier vai definitivamente continuar!

● "Le Papier Rivals Advent: Angel Of Death" - 2.ª Parte

14 janeiro, 2011 9 Comentários
Chegou finalmente a segunda parte de "Le Papier Rivals Advent: Angel Of Death"!
O que irá acontecer agora que Papier e os amigos foram derrotados por Phantom?! Haverá alguma hipótese de vitória?!

Se não leram a primeira parte da história, podem fazê-lo AQUI.

Já sabem que podem ler as aventuras anteriores de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns", "Le Papier Strikes Back", "Le Papier Raising Hell" e "Le Papier Raging Storm".

Le Papier encontrava-se há já 10 dias inconsciente, atormentado pelas lembranças de Phantom, quando este o atacou pela primeira vez, bem jovem, e pela nova derrota contra aquela muralha inexpugnável, que acabara de sofrer.
Os amigos revezavam-se nas visitas, fazendo os possíveis para não o deixarem sozinho, mas não havia grandes sinais de melhoras.
Entretanto, com o passar dos dias, a luta dos ARM contra Phantom tornava-se mais e mais violenta. Com total controlo sobre as forças criminosas que eram agora o seu exército, Phantom parecia interessado apenas e só em caos.


Velvet, Diego e Lady estavam no Avalanche 21, a procurar pistas nos ficheiros que a Presidente ainda possuía sobre o Projecto Phantom, à procura de pontos fracos ou de uma qualquer fraqueza que pudesse ser útil para o combater, quando a porta se abriu de repente. Papier estava finalmente acordado e apesar de as suas feridas não estarem completamente curadas, não conseguia ficar mais tempo no hospital depois de tanto tempo, acabando por fugir de lá.
Diego estava radiante por vê-lo aparentemente bem, enquanto Velvet já estava a dar-lhe na cabeça pela sua irresponsabilidade em ter fugido, mas também por ter escolhido acordar logo no momento em que eles não estavam presentes.
Lady mostrou-se mais prática e depois de felicitar Papier pela sua recuperação, quis saber se tinha pensado em alguma coisa para resolver o problema que tinham entre mãos.

Papier estava determinado a voltar a enfrentar Phantom e derrotá-lo de uma vez por todas, mas para isso, só via uma forma de o conseguir. Tinha de voltar a encontrar-se com David Storm e treinar com ele novamente, de forma a recuperar o instinto guerreiro, que enfraquecerá após tanto tempo sem um rival à altura. Papier sentiu-o regressar durante o combate com Slash, mas não fora suficiente. Precisava do Mestre.
Diego não se mostrou muito confiante no plano de Papier, primeiro porque este ainda estava muito fraco e depois porque não havia tempo para se por em aventuras quando a guerra com Phantom estava a tornar-se cada vez mais aberta.
Papier concordou com o amigo, mas afirmou que só após a queda de Phantom haveria hipóteses de vencer, pois os criminosos achavam-se invencíveis com ele por perto. É necessário quebrar a aura de invencibilidade de Phantom para destruir a moral do seu exército.

Os Horsemen chegaram entretanto ao Avalanche 21, para reunir com o General Osbourne, mas mal viram Papier todos saltaram de alegria por tê-lo de volta e pronto para a acção. O jovem junta-se a eles para a reunião.
A Máfia liderada por Phantom não parava de crescer e o seu grau de ameaça igualmente. Papier tentava explicar-lhes a sua decisão de partir para treinar e, embora os amigos se mostrassem relutantes com esta decisão, acabaram por compreender. Osbourne não se mostrou surpreendido com a decisão tendo em conta a carga de porrada que Papier levou, apenas lhe perguntou se era assim tão convencido que achava que os restantes não se desenrascariam enquanto ele estava fora.
Papier sorriu e agradeceu a compreensão.


Papier partiu então para as montanhas próximas da sua aldeia natal, onde David Storm vivia e trabalhava como vendedor de carros usados depois de ter regressado da Suíça onde viveu durante vários anos.
Chegou após algumas horas, com a esperança de que o Mestre pudesse ajudá-lo a acabar com este antigo pesadelo que ressurgiu mais forte que nunca.
O local não tinha mudado nada desde a sua última visita. Desde o seu 18.º aniversário, quando Papier recebeu de Storm o seu precioso Ford Mustang que o jovem não regressava, mas toda aquela zona se mantinha inalterada como se o tempo não tivesse avançado.
A única excepção eram alguns carros de colecção que Storm tinha à venda por preços absurdos, contando com que alguém fosse ingénuo o suficiente para pagar o preço oferecido por eles. A julgar pelos poucos que tinha em exposição, não tinha problemas quanto a isso.

O Mestre estava na sala de estar a ver desenhos animados e beber chá, aparentemente bastante divertido, não dando sequer conta da entrada de Papier. Quando o jovem o cumprimentou, Storm apanhou um susto tal que derramou a chávena sobre o seu colo, lançando um uivo de dor lancinante!
Depois de alguns minutos para que Storm se recompusesse da visita inesperada de Papier e depois de outros tantos para matar saudades do seu jovem pupilo, Papier explicou-lhe o porquê da sua visita e os motivos pelos quais precisa da sua ajuda.
Storm mostrou-se bastante conhecedor da situação e declarou que já o esperava (ninguém diria, tendo em conta a cena do chá), mas lamentou o pouco que podia fazer pelo discípulo, pois já lhe havia ensinado tudo o que sabia. A solução, agora, passava por arranjar um companheiro de treino e praticar o mais que pudesse, colocando-me em verdadeiras situações de perigo; só assim evoluiria com guerreiro. Papier não estava a perceber onde iria desencantar alguém assim, se o Mestre estava fora de cogitação, mas este mostrou-lhe que tinha recebido uma outra visita dias antes e nela podia estar a ajuda que Papier precisava. Conduziu o pupilo até às traseiras da casa, onde estava um jovem com o corpo coberto de ligaduras, mas nem por isso menos empenhado no seu treino: Jimi Slash.

Após o confronto com Dave Venom, a amizade de Papier e Slash quebrou-se. Jimi era o mais velho sempre teve um orgulho enorme em ser o melhor dos dois, apesar da rivalidade que o impulsionava a evoluir. Mas ao ser tão brutalmente derrotado por Phantom, ele percebeu o quão fraco era em relação ao seu adversário.
Durante a luta entre Storm e Venom, Slash estava traumatizado de tal forma que ficou paralisado ao ver o inimigo atacar o seu Mestre. Papier ainda tentou ajudar Storm, mas era demasiado fraco. Chamado à razão pelo amigo, Jimi acabou por conseguir reagir, a dupla uniu-se num último ataque coordenado de forma a atrair a atenção de Dave, que desta forma se distraiu durante um pequeno instante, o que permitiu a Storm conseguir derrotá-lo.
O Mestre mostrou-se extremamente orgulhoso dos alunos, que lhe salvaram a vida, mas Slash nunca se conseguiu perdoar pela forma como não reagiu e pela sua fraqueza.
Depois desse incidente a relação entre os dois nunca mais foi a mesma. Storm motivava-os, mantendo que enquanto estivessem juntos ninguém seria capaz de derrotá-los.
Jimi, no entanto, considerou aquelas palavras um insulto! Queria ficar mais forte que qualquer adversário para conseguir proteger quem era importante. Para ele a verdadeira vitória tinha de ser conseguida de igual para igual, os guerreiros tinham o seu orgulho!
Slash considerou-se fraco por ter sido derrotado de forma tão humilhante e partiu para trilhar o próprio caminho sozinho, para não mais voltar... até agora.


Storm anunciou que os dois jovens treinariam juntos, sob a sua vigilância. Assim poderiam ter uma noção muito mais apurada dos seus pontos fracos e fortes. Das suas forças e fraquezas. Poderiam então utilizá-las a seu favor muito mais eficazmente. Essa era a melhor forma de se tornarem mais fortes no menor tempo possível e por isso começariam o quanto antes.

Slash continuava a treinar isoladamente tentando ignorar Papier. Este por seu lado tentava quebrar o gelo, tentando reanimar alguma réstia de amizade que tenha resistido aos anos de afastamento e às agressões que sofreu.
Papier agradeceu a Slash ter-se interposto entre ele e Phantom, salvando-lhe a vida e provando que ele afinal não mudou assim tanto desde que eram jovens. Slash defendeu-se dizendo que apenas ajudou Papier para compensar a ajuda que receberá antes, durante o ataque da Interpol em Lisboa. Não queria ter dívidas a pesar-lhe na consciência. Concluiu dizendo que fará o impossível para, ele próprio, eliminar Phantom; incluindo engolir o orgulho e treinar com Storm. Creedence estava a tentar redimir-se de ter libertado o Phantom e ele não podia abandoná-lo.
Papier voltava a reconhecer o velho amigo nestas palavras, o que lhe deu mais força para continuar. Storm observava-os e sentia que os discípulos iriam acabar por descobrir a chave para a vitória, era apenas uma questão de tempo.

Entretanto os ARM liderados pelo General Osbourne multiplicavam-se em esforços para destruir as crescentes células criminosas que se espalhavam pelo país. Phantom nem precisava de fazer nada, a anarquia espalhava-se à sua volta sem que ele levantasse um dedo. A Máfia subornava tudo e todos e não havia ninguém que tivesse força para lhes resistir.
Agora, o Anjo Da Morte esperava apenas que alguém fosse suficientemente corajoso, ou estúpido, para o desafiar...
Decididos a responder ao desafio de Phantom e contra os conselhos do General Osbourne, a PJ montou uma operação para acabar com os seus planos, mas esta falhou completamente e os agentes que nela participaram foram eliminados sem excepção. James nem queria acreditar.
O cenário era negro, mas começou a acontecer algo que poucos previram. Falava-se que a Máfia estava sob forte ataque a partir do seu interior. A determinação de Creedence e os SHADE em voltar a reinar sobre as organizações criminosas parecia estar a ter utilidade neste momento.
As forças de Phantom estavam a ser destruídas por todas as frentes, e este era um sinal de que as coisas podiam estar a mudar... era também o momento certo para atacar!


Papier e Slash estavam a evoluir de uma forma quase inacreditável. Depois de vários dias em que não fizeram outra coisa que não fossem trabalhos agrícolas ou de construção civil para fortalecer o corpo, praticamente sem repouso, passavam ainda horas a combater furiosamente para fortalecer os instintos. Após todo esse esforço, a meditação que faziam em conjunto com o Mestre acalmava-lhes o espírito.
A pouco e pouco ficavam mais fortes e mais rápidos, mas mais importante que isso, o seu próprio conhecimento e a ligação que havia sido cortada, tornava-se mais forte.
Storm compreendeu isso, tal como percebeu que era o momento de parar os treinos.
Prontos ou não, era hora de descobrir!

Questionado por Papier se eles estariam suficientemente fortes para derrotar Phantom, Storm respondeu que dificilmente alguém poderia fazer-lhe frente, por isso a resposta era claramente negativa. Slash não conteve o riso ao ver a cara de espanto de Papier com a resposta do Mestre, algo que todos notaram ser a primeira vez desde que se reuniram que acontecera. O Homem de Negro corou.
Papier considerou que talvez estivesse a ser demasiado optimista, mas os seus amigos precisavam dele, por isso ia voltar a Coimbra e lutar, quaisquer que fossem as suas hipóteses.
Voltou-se para perguntar a Slash se este também queria regressar, mas ele já tinha desaparecido.


Depois de muito esperar, os ARM estavam finalmente com toda a sua força.
O General Osbourne reuniu todos os seus melhores soldados e Papier estava a caminho, por isso esta era a hora certa para atacar Phantom e o seu exército olhos nos olhos numa batalha que se esperava ser definitiva.

Com a inesperada ajuda dos SHADE, esta pode ser a única forma de parar este colosso antes que este espalhe ainda mais a sua onda de terror...

A resposta será dada na última parte...

● "Le Papier Rivals Advent: Angel Of Death" - 1.ª Parte

31 dezembro, 2010 8 Comentários
Le Papier está de volta para mais uma aventura épica! Os SHADE foram derrotados mas isso não quer dizer que os problemas estão totalmente resolvidos. Um novo fantasma paira no horizonte e Papier e os amigos vão ter de voltar a unir forças para o derrotar! Serão suficientes para o derrotar?!

Já sabem que podem ler as aventuras anteriores de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns", "Le Papier Strikes Back", "Le Papier Raising Hell" e "Le Papier Raging Storm".

Os primeiros raios de Sol surgiam na tentativa de dar vida a uma fria manhã na cidade de Coimbra. Graças a eles era agora possível vislumbrar um vulto recortado no horizonte.
Com os seus óculos escuros, casaco negro, botas All-Star e a Gunblade Ultima guardada na sua mala de guitarra, “Le Papier” chegava ao seu escritório Grand Chaos depois de uma noite atribulada na cidade.


Passou um ano desde que Papier e os seus companheiros puseram um fim nas operações dos S.H.A.D.E., uma poderosa Aliança de Conglomerados Empresariais, porém, quando se pensou que este seria um golpe decisivo em toda uma teia de crime e corrupção, os eventos que se seguiram vieram provar que esta guerra se encontrava longe de terminar.

Creedence Blackmore, o seu Líder, fora derrotado, mas agora, sem os SHADE para manter o equilíbrio entre a Máfia, esta viu-se desprovida de comando e nos meses que se seguiram assistiu-se a uma espécie de guerra civil no mundo criminoso. Uma luta pelo poder que aumentou de uma forma abrupta os níveis de criminalidade por todo o lado.
Decididos a tomar medidas drásticas contra este problema, a Interpol deu carta branca ao General James Osbourne para transformar a sua equipa de maior confiança num grupo secreto de Operações Especiais: a Advanced Ranger Militia, ou A.R.M. Division. Deste grupo faziam parte Angus 'AK-07' King e Jon Park, grandes amigos de Papier.
Quando não estava a trabalhar em casos da sua agência, Papier passava o restante tempo com AK-07 e Park, que continuavam a usar a Base Secreta do bar Avalanche 21 nas suas missões. Ian Val Hachi e Lucy Magnum, velhos amigos, também se deslocavam a Coimbra recorrentemente, para ajudar no que fosse necessário.


Papier ligou a sua aparelhagem e preparava-se para descansar um pouco quando o telefone tocou. Cristina 'Lady' Rose tinha informações importantes que precisava de partilhar com ele, AK e Park.

Os três amigos dirigiram-se à NOVA Corp. para falar com a Presidente, mas o motivo da reunião era algo pelo qual nenhum deles sequer imaginava.
A guerra civil Mafiosa estava próxima do fim, pois as várias facções que primeiramente se encontravam em guerra estavam a unir-se em torno de um novo líder. No entanto, um grupo relativamente recente não pretendia unir-se aos restantes e Lady dizia conhecer a sua identidade.
No dia anterior, quando uma quadrilha de criminosos tentou provocar um atentado num centro comercial, estes foram travados por alguém, que os eliminou deixando um símbolo numa parede desenhado com o sangue dos criminosos. Os jovens reconheceram-no imediatamente: era o logótipo dos SHADE.
Os três tiveram alguma dificuldade em acreditar que alguém pudesse ter sobrevivido ao ataque que sofreram por parte da Interpol, mas o que era certo é que os corpos nunca foram recuperados; mas Lady tinha mais provas. Aquele que se pensava ser o chefe do grupo criminoso foi deixado empalado numa espada, que era indiscutivelmente, uma Lâmina Verde, imagem de marca Jimi Slash, grande rival de Papier.

Esta revelação de que os seus grandes rivais estavam afinal vivos, à qual Papier não conseguiu esconder uma certa alegria pois continuava a considerar Slash um grande amigo, não deixou ninguém indiferente, nem mesmo o próprio James Osbourne, que ainda considerou a hipótese de ser algum fã a tentar manter a memória deles relevante, mas considerou que a mensagem era demasiado poderosa para isso. James teria agora que decidir como lidar com os SHADE.
A conversa foi então interrompida, quando o General recebeu a notícia que um Congresso sobre Anarcocapitalismo na Universidade do Porto estava sob ataque de grupos armados e as forças de segurança não estavam a conseguir travar os criminosos, que tentavam tomar o controlo do edifício.
Era uma coincidência demasiado grande. Papier decidiu ir imediatamente para lá, antes que a situação se agravasse ainda mais, e AK e Park decidiram acompanhá-lo.

Ao chegar ao destino em tempo recorde, os três jovens encontraram aquela zona da cidade Invicta num autêntico caos. Abriram caminho pelo Campus, até ao local do congresso, onde já estavam também Val Hachi e Magnum, com quem tinham combinado encontrar-se.
Havia dezenas de reféns no edifício e a Polícia tentava negociar com os terroristas sem sucesso. Sem margem de manobra, os 5WAT decidem invadir o edifício e resgatar os reféns enquanto as autoridades os mantinham ocupados. Uma equipa pequena como eles teria mais hipóteses de sucesso.
Já dentro do prédio e através de condutas de ar por onde se deslocavam, os jovens conseguiam ouvir alguns meliantes comentar sobre a localização dos reféns pelo que decidiram separar-se.
Val Hachi e Magnum infiltraram-se na sala onde as várias dezenas de reféns eram mantidos e depois de se desembaraçarem dos homens que os guardavam, encarregaram-se de os manter calmos, enquanto esperavam por novidades dos colegas.
Papier, AK e Park dirigiram-se até ao Auditório do edifício, até acabarem abordados por um grupo que os seguia. Ao voltarem-se para os confrontar, o seu choque foi notório ao verificarem que se tratava de Creedence Blackmore, Jimi Slash e os NeroSlayers Drake Cobain, Griffin Grohl, Phoenix Harris e Charlotte Tyler. Val Hachi e Magnum, que não podiam esperar mais pelos companheiros e decidiram procurá-los, chegavam naquele preciso momento, em que todos cruzaram olhares e teve início o previsível Impasse Mexicano.
Com os cinco elementos rivais de cada grupo a apontar armas aos respectivos antagonistas, esta reunião nostálgica tinha tudo para ser divertida noutras circunstâncias, mas Blackmore estava pouco interessado em perder mais tempo; a sua preocupação era evidente. Papier observou-o e pediu aos amigos que baixassem as armas, pois o seu objectivo de momento era outro. Desapontados, os amigos obedeceram. Creedence seguiu-lhe o exemplo e ao seu sinal os NeroSlayers também guardaram as armas.
Papier avisou Creedence que o grupo estava em missão, mas assim que esta terminasse, todas as atenções estariam novamente voltadas para ele. Slash, até então em silêncio, pediu a Papier que não seguisse em frente, pois nem ele nem os amigos estavam preparados para o que iriam encontrar: Phantom...
Nem Papier nem os Horsemen sabiam a que se referia Slash, mas o ar pesado que rodeava os SHADE estava claramente diferente da habitual confiança e algum desprezo com que sempre se apresentaram. A derrota que sofreram seria o suficiente para tal mudança?
Slash fez uma pausa para respirar fundo e confirmar a Papier que, de facto o nome por que era conhecido actualmente era diferente e também por isso lhe passara despercebido até recentemente, mas noutros tempos, conheceu os seus talentos em primeira mão...

O Homem de Negro decidiu então partilhar o que sabia sobre o adversário. O seu verdadeiro nome é Dave Venom, nome que imediatamente provocou suores frios em Papier.
Venom era um jovem sanguinário que viajou em busca de oponentes poderosos para os assassinar e tornar-se no Número Um. O seu caminho levou-o até aos jovens Papier e Slash. Depois de derrotar com facilidade os dois jovens, de tal forma que nem os considerou dignos de morrer às suas mãos, virou-se para David Storm, o Mestre da dupla, que apenas conseguiu derrotá-lo com a preciosa ajuda dos pupilos, entregando-o à justiça para pagar pelos seus crimes. Está era a história que Papier conhecia.
Já na prisão, Venom foi descoberto por Orlov Kalashnikov que ajudou a libertar, alegando inimputabilidade por anomalias psíquicas, e levou-o para um dos seus laboratórios onde fez testes com ele na sua tentativa de criar o Super-Soldado perfeito: Venom ficou então conhecido como o Projecto Phantom.
Acontece que a força de Phantom, já de si tremenda, tornou-se demasiado assustadora e ele começava a escapar ao seu controlo, pelo que Orlov decidiu terminar o Projecto, deixando-o apodrecer nas suas masmorras durante anos, o que completou a sua queda até à insanidade. Eventualmente, Papier e AK-07 surgiram e desmantelaram a Organização, o que levou à prisão de Orlov, enquanto Phantom, imediatamente considerado uma ameaça extrema foi levado para uma prisão especial da Interpol onde permaneceria durante os anos seguintes.

O ambiente estava tenso, mas havia uma pergunta ainda não respondida: Como é que Phantom conseguiu escapar à Interpol?
Creedence tomou a liberdade de explicar que foi ele quem inadvertidamente o libertou, pois Phantom era um dos prisioneiros que se encontravam no avião que os SHADE interceptaram há um ano atrás e o único entre eles que não fora recapturado ou eliminado. A própria Interpol não tinha ideia do quão perigoso era Phantom, tratando-o como um foragido perigoso comum, mas este guerreiro geneticamente melhorado, que fazia parte de uma classe própria de perigo, tinha de ser tratado como se de uma calamidade se tratasse.

Papier estava estupefacto. Dave Venom, o grande fantasma do seu passado, havia regressado e estava apenas a um pequeno passo de distância. A necessidade de acabar com ele era de extrema urgência, por isso a história tinha de acabar ali e agora!
Voltou-se novamente em direcção ao Auditório e, ao notar a sua expressão resoluta, os amigos juntaram-se a ele sem proferir nem uma palavra, pois para além de enfrentar Phantom, era necessário proteger toda a gente dos terroristas que o acompanhavam.

Os jovens entraram furtivamente no Auditório, e fizeram um rápido reconhecimento. Dito isto e com os alvos na mira, começaram a disparar em todas as direcções.
Phantom estava particularmente sereno enquanto os seus homens caíam com o ataque furioso do grupo. Eventualmente a chuva de balas fez cair todos com excepção do perigoso Líder. Este observava a cena e acabou por reconhecer a arma de Papier, a Ultima, que o derrotara no passado e um sorriso macabro surgiu-lhe no rosto.
Phantom não podia estar mais satisfeito por poder acabar com um dos poucos que lhe escapou com vida. Pegou na enorme e desgastada espada que o tem acompanhado desde sempre e só ele conseguia usar devido ao tamanho e peso extremo, atravessou o Auditório qual relâmpago, passando pelos Horsemen que nem tiveram hipótese de reagir e o inevitável combate com Papier iniciou-se.

Phantom era possuidor de uma força bruta fenomenal, mas o que surpreendia era a sua enorme velocidade enquanto brandia uma espada do seu tamanho. Os seus amigos assistiam sem saber bem o que fazer para ajudar, pois à velocidade a que ambos se moviam era impossível disparar em segurança.
Os SHADE surgiram no Auditório após eliminarem os restantes criminosos que apareciam atraídos pelo barulho, os reféns começavam a fugir em pânico e a Polícia entrava finalmente no edifício para fechar o cerco.
Depois de uma intensa troca de violentos golpes que começava a deixar Papier sem fôlego, Phantom decide que a luta já durou tempo demais, muito embora constatasse que se divertira com este pequeno embate. Papier simplesmente não era um desafio.
O jovem percebe que Phantom estava apenas a brincar com ele, mas era demasiado tarde. Num movimento quase invisível de tão veloz, Phantom desfere um único golpe tão potente que atira o jovem para lado oposto do auditório, autenticamente K.O.

Slash tentou intervir, colocando-se entre o predador e a sua presa, o que deixou Phantom à beira de um ataque de nervos. Nisto, o adversário atirou-se ao jovem com violência extrema e embora o Mercenário ainda tenha conseguido empalá-lo com a sua espada, o ataque não surtiu qualquer tipo de efeito.
Os SHADE e os amigos de Papier descarregaram finalmente as armas em Phantom, mas este não sentia sequer as balas, continuando a atacar Slash sem piedade.
Papier ainda conseguiu levantar-se novamente e desferir a espada que se cravou nas costas do inimigo, numa tentativa desesperada de ajudar o rival, prestes a perder as forças. Phantom estava cravejado de balas e com duas espadas empaladas no corpo, mas nem isso parecia enfraquecê-lo. Numa impressionante demonstração de poder, pegou nos jovens e atirou-os aos dois contra a parede, deixando-os definitivamente inconscientes. AK e os restantes amigos de Papier tentavam detê-lo, mas Phantom desembaraçou-se deles sem problemas.

Decidiu então abandonar o edifício, pois já tinha perdido o interesse e, ao passar pelo perplexo Creedence Blackmore, deixou-lhe uma palavra de agradecimento pela sua libertação, saindo calmamente em seguida.
Poucos minutos depois, a polícia chega finalmente ao auditório, apenas para encontrar os 5WAT inconscientes. Os SHADE haviam desaparecido novamente sem deixar rasto.

Um novo e aparentemente invencível inimigo apareceu. Qual será o seu objectivo? Haverá forma de o deter?

Estas perguntas serão respondidas na segunda parte…

● "Le Papier Raging Storm: Doomsday" - 3.ª Parte

17 setembro, 2010 9 Comentários
Chega ao fim mais uma aventura em "Le Papier Raging Storm: Doomsday"!
Creedence parece vitorioso, depois do seu plano ter corrido na perfeição. Mas os 5WAT não se vão dar por vencidos e lutarão até ao fim! Conseguirão vencer finalmente os S.H.A.D.E.?!

Se não leram as primeiras partes da história, podem fazê-lo AQUI e AQUI.

Já sabem que podem ler as aventuras anteriores de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns", "Le Papier Strikes Back" e "Le Papier Raising Hell".

Os 5WAT regressaram a Coimbra rapidamente, ainda atordoados com o que se passou no aeródromo, mas era imperativo que se recompusessem e elaborassem um novo plano para destruir Blackmore, antes que este concluísse a formação do seu novo exército.

Quando chegaram ao Grand Chaos encontraram Velvet muito nervosa às voltas pelo escritório, com uma chávena de café na mão e ar de quem já estava completamente dominada pela cafeína. Trish estava ao seu lado e também bastante preocupada. Diego adormecera no sofá.
Ao ver que o grupo chegou, Velvet tentou questioná-los apressadamente para saber como correu. Contudo afastou-se rapidamente ao notar que eles traziam um convidado.

O prisioneiro que havia sido capturado, Matteo, em quem James tinha descarregado as suas frustrações, foi trazido para interrogatório.
Park possuía famosas técnicas de tortura orientais elogiadas por todos, que há algum tempo não utilizava e estava desejoso para isso. Matteo é que não estava de todo animado com tal acontecimento e tentou tudo para não ser a próxima cobaia do jovem. AK-07 e Park levaram-no para o Avalanche para o interrogarem à vontade, embora ele continuasse a choramingar que lhes contara tudo o que sabia.

Entretanto, Papier havia pedido a Velvet que procurasse informações sobre propriedades detidas por Creedence, Noronha ou ligações que pudessem estar a ser usadas, para manter todo o material que eles necessitavam. É certo que Creedence precisaria de algum tempo para reunir todos os fugitivos, fora aqueles que forem capturados nas próximas horas, pois o General Osbourne, apesar de ainda hospitalizado, estava mais furioso que nunca e exigiu a vinda de uma força complementar da sua equipa pessoal para os capturar rapidamente, o que daria ao grupo o tempo necessário para se organizarem e procurarem uma forma de resolver este grande problema.
Trish avisou que não ia ser possível manter uma fuga desta magnitude em segredo por muito tempo, e quando esta viesse a público iria gerar o pânico entre a população, pois entre estes homens constavam assassinos, por exemplo. AK-07 considerou que apesar de todos os contratempos, Osbourne saberia lidar com essa situação, antes de chegar a tal ponto.
A Interpol e as restantes autoridades estavam já em cima do acontecimento, com uma equipa escolhida a dedo, por isso tinham de descobrir onde os SHADE se escondiam e de momento focar-se apenas nisso.

Pouco depois AK e Park regressavam, este último algo cabisbaixo, pois apesar de conseguirem extrair toda a informação que queriam de Matteo, mais uma vez, Park assustou tanto o seu interrogado, que nem foi necessário fazer-lhe nada. Ainda não foi desta que se soube em que consistia essa tão falada técnica.
Matteo, bem com como os outros fugitivos, tinham sido induzidos a dirigir-se a uma zona específica em Lisboa, onde seriam depois escoltados para a Reunião com Creedence.
Velvet mostrou-lhes então a lista que Papier lhe havia pedido. Todas as propriedades de Creedence tinham sido apreendidas pelas autoridades, tal como as possuídas por Tomás Noronha, mas Velvet conseguiu encontrar nuns registos de propriedades extremamente antigos um edifício havia muito abandonado, situado nos arredores de Lisboa, muito próximo de uma central elétrica, que facilmente poderia fornecer toda a energia necessária à operação de Blackmore e que se situava a poucos quilómetros do local de recolha.
Só podia ser ali! Agora que o rumo da missão estava definido, era hora de atacar!

Esta era a última hipótese de acabar com este terror. O grupo concordou em partir imediatamente, para apanharem Creedence de surpresa, mas quando decidem avisar Osbourne, este não concorda com a investida dos 5WAT. Osbourne iria bombardear o edifício de forma a enterrar definitivamente Creedence, os SHADE e todos os seus planos megalomaníacos.
Papier conseguia compreender a frustração de James que estava na base desta decisão extrema, no entanto pede-lhe que adie por algum tempo o ataque, para que eles possam tentar resolver o problema sem necessidade de usar tamanha força. Se eles não conseguirem vencê-los, o bombardeamento será feito de qualquer das formas. O grupo concorda. Querem impedir os planos de Creedence, mas também querem derrotar os rivais que os humilharam no aeródromo.
Osbourne relutantemente decide conceder-lhes até a nascer do dia, mas depois disso toda aquela área seria destruída e a sua equipa especial iria varrer a zona para procurar quem ousasse sobreviver.
O combate seria definitivamente de vida ou morte. Era hora de partir.


Durante a viagem, uma enorme tempestade abateu-se sobre eles. Com a noite como pano de fundo e uma tal violência meteorológica, ninguém diria que era Verão, mas Papier considerava estas tempestades aliadas; afinal, de todas as vezes em que estava em missão e uma delas ocorria, esta era concluída com sucesso. Restava saber se esta seria a excepção que confirma a regra...

O grupo chegou ao complexo de armazéns, onde se encontrava o edifício que procuravam com a única missão de abater todos aqueles que se opusessem a eles. Desta vez não cometeriam erros. Foram recebidos logo à entrada por agentes de patrulha.
AK e Park reconheceram imediatamente alguns dos guardas, pois estes eram seus colegas na Polícia Internacional e furiosamente investiram sobre eles. O grupo espalhou-se e abateram um a um todos os oponentes. A chuva de balas prosseguiu em todas as direcções mas os 5WAT saíram por fim vitoriosos.
Era apenas o início. O número de inimigos a ultrapassar mantinha-se desconhecido e por esta altura Creedence já estaria informado da sua chegada, mas não podiam deixar ninguém escapar ileso. O grupo separa-se para investigar o edifício principal.

Papier, AK e Park subiram os lances de escadas por um lado, Magnum e Val Hachi pelo outro, passando a pente fino todos os andares, e abatendo todos os soldados que encontraram.
Quando atingiram o terceiro andar as coisas mudaram. Os restantes andares estavam trancados e só seriam abertos com o código de activação. Val Hachi não se interessou com esses pormenores e já se preparava para rebentar com a dita sala, quando um cientista saiu pela porta. Magnum apressou-se a impedir que Val Hachi o abatesse e tapou-lhe a boca, abrindo espaço para que AK avançasse, apresentando-se como membro da Direcção de Segurança, anunciando estar a fazer um teste para impedir que intrusos penetrem no edifício.
O cientista mostrou-se satisfeito com o procedimento, mas notou que com os novos sistemas só o pessoal qualificado como ele próprio lhes podem aceder e, como os intrusos disparam primeiro e fazem as perguntas depois destruindo tudo à sua passagem, nunca conseguiriam atravessar a segurança. Nisto, começou a olhar em volta e não conseguiu evitar o terror ao ver que os dois seguranças que guardavam a porta estavam a um canto, adormecidos.
Val Hachi, por fim, pegou no pequeno cientista e levou-o debaixo do braço para que este lhes desse acesso aos andares superiores.

No quinto andar estavam os NeroSlayers.
Phoenix Harris, Charlotte Tyler, Drake Cobain e Griffin Grohl aguardavam os rivais para um último confronto. Val Hachi deixa o assustado cientista ir à sua vida e todos se prepararam para o combate. Papier desejou boa sorte aos amigos e prosseguiu o seu caminho. Os NeroSlayers não o impediram de passar, pois também ele tinha o Némesis à espera.
Uma luta violenta tem então início. AK e Cobain, Park e Grohl, Val Hachi e Harris, Magnum e Charlotte trocavam ataques entre si e procuravam vencer os oponentes sem piedade.
Papier continuou a sua ascensão ao sexto andar, continuando a eliminar os guardas que se opunham, mas a maior concentração de forças era na sala 66, onde, tudo indicava, estariam os seus oponentes. O jovem forçou entrada na sala e encontrou Jimi Slash, Creedence e Noronha. Em silêncio, Jimi deu um passo em frente e desembainhou as espadas. A hora do último confronto chegou.
Papier esperava que desta vez não houvesse interrupções pois o desfecho tinha sido adiado demasiadas vezes. Slash concorda e troca olhares com Creedence que apenas sorri, não se intrometendo na luta entre os dois.
O combate iniciou com ataques rápidos e sempre num ritmo crescente, mas sem pender para qualquer dos lados. Os dois anulavam-se completamente e só um erro de parte a parte poderia ditar o vencedor. Erro esse que nenhum dos dois estava disposto a cometer.
Os dois lutavam com toda a sua força, mas esta já não era uma questão de vingança por parte de Slash, eram dois rivais à procura de saber quem era o melhor e os dois pareciam estar a divertir-se com isso, tal como acontecera quando eram apenas miúdos e ainda unidos por uma forte amizade que os ajudava a ultrapassar todos os problemas.
Mas a verdade é que Papier ainda tinha uma missão e o tempo estava a acabar. Ele tinha que vencer Slash e capturar Creedence para sair dali antes que o bombardeamento começasse. Se tal não acontecesse poderia ficar preso no edifício e sofrer o mesmo destino que os seus oponentes.

Entretanto, os amigos pareciam estar finalmente a ganhar vantagem sobre os NeroSlayers que, incapazes de se superiorizar aos seus adversários, começavam a ter sérias dificuldades contra o complexo trabalho em equipa dos Horsemen.
No aeródromo os NeroSlayers tiveram a vantagem de os apanhar desprevenidos, mas agora era diferente. Os quatro estavam determinados a acabar com esta batalha e derrotá-los de uma vez por todas.
Os anos em que partilharam missões transformaram-nos numa equipa que não precisava de comunicar o que quer que fosse durante os combates, tal era a forma como se conheciam. Usaram todo o tipo de combinações entre eles, que os NeroSlayers simplesmente não conseguiam acompanhar.
Prestes a serem derrotados e feridos no orgulho, tentam recuar para recuperar, mas nesse momento que tem início o bombardeamento que Osbourne ordenara e o edifício começara a entrar em colapso. Phoenix ordenava aos NeroSlayers para se retirarem e salvaguardar Creedence, mas a queda de escombros e as chamas que começavam a surgir impediam-nos de prosseguir. O cerco apertava-se.
AK, Park, Val Hachi e Magnum não têm escolha a não ser sair dali o mais rapidamente possível, e esperar que Papier conseguisse fazer o mesmo.

Os aviões militares voltaram a disparar sobre o edifício, que deflagrava em chamas. Noronha, assustado com os disparos tenta escapar da sala mas, ao tentar chegar às escadas, parte do tecto desaba sobre ele. Ao mesmo tempo, um outro pedaço de tecto preparava-se para cair sobre Slash e Papier, pelo que este só tem tempo de empurrar o rival e desviá-lo do betão que caía. Escapavam por pouco ao esmagamento, mas as chamas ardiam furiosamente, diminuindo as sua hipóteses de sobreviverem ao colapso, a cada segundo que passava.
Slash tentou erguer Creedence, que ficou ferido com a queda do tecto, mas a sua saída parecia bloqueada pelos escombros e pelas chamas que enfraqueciam a integridade do edifício.
Papier estava separado deles pelos escombros que se abateram e nada mais podia fazer para tentar ajudar o rival, por isso tinha que tentar salvar-se a si próprio e descer o máximo de andares que podia e tentar sobreviver. Slash lançou-lhe um último olhar, para em seguida desaparecer nas chamas.
Ainda não foi desta vez que concluíram o combate.

Os aviões preparavam-se para nova ronda de disparos, pelo que o tempo de Papier já estava terminado. Sem grandes hipóteses de fuga atirou-se à janela mais próxima e conseguiu alcançar os fios elétricos que passavam por ali, usando-os para fazer “rappel” e afastar-se do edifício. Segundos depois este era completamente demolido pelos ataques.
A tempestade continuava muito forte e parecia não querer dar tréguas. Papier foi ter com os amigos para ver se estavam bem e ficou a saber que os NeroSlayers também ficaram encurralados pelas chamas e é pouco provável que tenham sobrevivido. Papier conta-lhes que Creedence e Slash sofreram aparentemente do mesmo destino. Esperavam que os SHADE se tivessem esfumado por fim.
Era um sentimento agridoce para Papier, que reencontrara um grande amigo, parecia estar a recuperá-la e acabou por perdê-lo de novo.
Não demorou muito até chegar a equipa da Interpol que procurava sobreviventes à explosão e fugitivos que se dirigiam para a Reunião.
Curiosamente os corpos dos principais membros dos SHADE não foram encontrados.

Com a sua missão concluída, os 5WAT decidiram deixar os agentes concluir a deles e voltaram a casa para festejar a fantástica vitória que tiveram sobre um dos mais temíveis grupos terroristas que o mundo já viu!
Foi a primeira vez em muito tempo que puderam realmente descansar e aproveitar totalmente em conjunto, mas o futuro traria novos desafios e tinham que estar preparados para eles!

A lenda de “Le Papier” vai continuar!

● "Le Papier Raging Storm: Doomsday" - 2.ª Parte

03 setembro, 2010 8 Comentários

A aguardada segunda parte de "Le Papier Raging Storm: Doomsday" chega por fim!
Le Papier partiu para enfrentar os seus inimigos, mas conseguirá travá-los e por fim aos planos de Creedence?!

Se não leram a primeira parte da história, podem fazê-lo AQUI.

Já sabem que podem ler as aventuras anteriores de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns", "Le Papier Strikes Back" e "Le Papier Raising Hell".

Le Papier chega ao seu destino e respira fundo antes de entrar no edifício da empresa dirigida por Tomás Noronha, em pleno centro da cidade do Porto.

Não se via ninguém.
Dirigiu-se ao andar onde se encontravam os escritórios da Administração. Ao chegar lá, os NeroSlayers encontravam-se no corredor, como que à sua espera, mas não levantaram problemas e Phoenix Harris convidou Papier a passar. O jovem entrou no escritório e lá estavam Creedence Blackmore e um Tomás Noronha algo assustado. Perto da janela e de costas para a porta estava também o Homem de Negro.

Creedence mostrou grande satisfação ao ver novamente Papier, afinal o seu último encontro tinha sido altamente produtivo para os dois: Papier capturara o Líder dos SHADE, gesto que colocou Creedence no topo da Aliança, pelo que este lhe mostrou mais uma vez o seu agradecimento pelo esplêndido trabalho. Blackmore questionou então Papier sobre o porquê da sua demora, pois havia fornecido a Velvet, ainda que esta não o soubesse, todas as informações necessárias à sua descoberta, mostrando mais uma vez o seu lado manipulador. Também sabia que devido à presença do seu Homem de Negro, Papier dirigir-se-ia sozinho até ele.
Papier não apreciou a ironia e garantiu que os SHADE não passariam de uma memória desagradável quando ele terminar o trabalho. Creedence sorriu e deixou claro que não deixaria o país num estado pior que aquele em que se encontrava, despedindo-se em seguida de Papier mostrando simpatia e aconselhando-o, pela última vez, a afastar-se enquanto pode fazê-lo, pois seria uma pena ver alguém com os seus talentos apanhado no fogo cruzado. Agora tinha um avião para apanhar e negócios para tratar, porém ia deixá-lo na companhia do seu protegido, Slash, e saiu acompanhado dos NeroSlayers.
Este nome confirmou as suspeitas de Papier e assim que o Homem de Negro emergiu da sombra, Papier reconheceu um rosto que não via há anos.

Jimi Slash fora um dos melhores amigos de Papier quando eram mais novos, partilhando também uma saudável rivalidade com ele.
Os dois viajaram e treinaram na Suíça com o Mestre de ambos, David Storm, até um acontecimento trágico os levar a seguir caminhos diferentes. De regresso a Portugal, Papier foi estudar para Coimbra e hoje continua a envergar o símbolo do seu Mestre, enquanto Jimi Slash voltou a Castelo Branco.
Eventualmente, conheceu aquele que ficaria conhecido como Titan, o Estranho, que o guiou no desenvolvimento de novas técnicas que o tornaram num guerreiro extremamente perigoso.
Titan já trabalhava como Mercenário para os SHADE nessa época e recrutou Slash para se juntar a eles. Quando foi contratado para proteger Orlov Kalashnikov e acabou eventualmente morto por Papier, Slash esperou pelo momento certo para desafiar o velho rival.
Agora essa oportunidade finalmente chegara, voltaria a defrontar Papier, e vingaria o companheiro caído.

Papier tentou argumentar com Slash, na esperança de lhe mostrar que Titan não era o homem respeitável que Slash tinha em conta, ele lutara sem honra, recorrendo a técnicas cobardes, tentando inclusivamente alvejá-lo quando Papier o deixara em paz, pelo que a sua morte foi um último recurso.
Slash sorria e respondeu que conhecia perfeitamente Titan e nunca aprovaria os seus métodos, mas independentemente das matérias em que colidiam, era uma questão de honra pessoal vingar a sua morte.
Slash desembainhou a sua inconfundível e mítica katana de lâmina verde "Battousai" e Papier fez o mesmo com a sua "Ultima". Depois de tantas lutas enquanto discípulos, os jovens voltaram a cruzar as espadas oferecidas pelo Mestre, desta vez não como velhos amigos e rivais, mas como oponentes num combate de vida ou morte.
O combate começou equilibrado em todos os sentidos, pois apesar de os dois se terem tornado o completo oposto um do outro, os tempos em que treinaram juntos e a amizade que os unia permitia-lhes conhecerem-se como ninguém; além disso a fundação das suas técnicas é a mesma. Mesmo com armas tão diferentes, a sua forma de combater não tem pontos fracos evidentes, o que fez com que os ataques se sucedessem de parte a parte e durante largos minutos sem que o equilíbrio se perdesse.
Slash sempre teve um enorme sentido de honra, nunca aprovando a utilização de armas de fogo numa luta, ponto em que divergia de Papier que as utilizava se a ocasião o exigisse.
A sua agilidade era tal que conseguia prever e evitar a maior parte dos disparos sobre ele sem problemas de maior. Para combater usava a sua Battousai, mas também, por sugestão de Titan e como forma de ataque a longo alcance, algumas lâminas mais curtas Wakizashis.

Papier voltava a tentar que Slash o ouvisse e pare o combate, contando-lhe que os SHADE atacaram o prédio e não hesitaram em matar Orlov, um deles. Papier eliminou Titan num primeiro, mas ele dificilmente teria sobrevivido à investida dos SHADE que não queriam deixar sobreviventes naquela fatídica noite. Slash respondeu apenas que Orlov, este já tinha falhado na sua missão demasiadas vezes e simplesmente sabia demais para ser mantido vivo. Esse era o preço a pagar e Kalashnikov sabia-o perfeitamente; quanto a Titan, caiu em combate e não havia mais nada a dizer.
As palavras já não serviam para os aproximar. Completamente fiel aos SHADE, o Homem de Negro teria que ser derrotado. Slash sorriu e afirmou que o aquecimento acabou, avançando em direcção a Papier. Porém, quando os dois se preparavam para recomeçar a luta, o telemóvel de Slash tocava e este via-se obrigado a parar.
Desculpando-se por ter de partir de forma tão imprevista, garantiu que a luta estava longe do fim e voltaria para terminá-la. Sorriu em desafio e, com um golpe da espada, destruiu o vidro da janela, que se abateu na direcção de Papier levado pelo vento e em seguida saltou do edifício.
Quando Papier se deslocou à janela, só teve tempo de ver a Harley Davidson Night Rod de Slash a afastar-se.


Papier voltava a Coimbra sem grandes novidades e ainda menos pistas, exceptuando a confirmação de todas as suas suspeitas; Blackmore tinha planos tenebrosos, mas o seu famigerado exército ainda consistia uma incógnita.
Por fim chegava ao Avalanche 21, onde os amigos o esperavam.

Papier decidiu contar-lhes toda a história sobre Slash e mostrar-lhes que era lidar com ele era algo bastante pessoal, mas a investigação deveria continuar normalmente, concluindo que o General Osbourne devia ser avisado de que as pistas seguidas foram parte da manipulação de Blackmore.
AK-07 fez notar que essa seria uma missão complicada, pois acabara de receber um relatório que indicava que Osbourne e a Interpol estavam a tratar secretamente de uma delicada operação de transferência de prisioneiros, transportados num avião militar que iria fazer escala em Portugal e aterraria brevemente, para em seguida se dirigir à nova Prisão de Máxima Segurança do Pacífico. AK ainda não tinha terminado de ler o e-mail e Papier finalmente percebia onde Creedence iria formar o seu exército.
Blackmore havia dito que tinha um avião para apanhar, se essa expressão fosse literal, esse excesso de confiança poderia ser o seu primeiro erro e, neste momento, só os SHADE teriam coragem para enfrentar a equipa de Osbourne.

O grupo decide então tentar avisar James da ameaça mas sem efeito. Terão de partir para impedir tal plano de se concretizar. O ideal seria travar Blackmore e os NeroSlayers antes de se aproximarem sequer do avião, pois a partir daí tudo se tornaria bastante imprevisível.
Creedence estará certamente a usar todos os contactos e recursos que os SHADE dispõem, por isso terão que ser rápidos. Era também necessário manter presente que a possibilidade de haver elementos do SHADE ainda de desconhecidos era bastante real e estes podiam estar infiltrados entre a Interpol.
Lady estava também disposta a ajudar.
A NOVA Corp. era uma empresa extremamente avançada e possuía diverso equipamento e protótipos que não estavam disponíveis para fornecimento em massa, e como este era um problema que envolvia directamente a companhia, Lady fazia questão de fornecer algum desse equipamento que certamente seria útil na missão. Toda a ajuda era bem-vinda.
Não podiam perder tempo. Era hora de partir para o aeródromo.


Os 5WAT partiram conscientes da importância desta missão.
Este poderia ser o dia em que finalmente colocariam um ponto final no caminho que os trouxe até aqui, mas para isso não podiam falhar novamente. AK e Park conseguiram finalmente falar com Osbourne e este ficou ao corrente do que se passava.
O avião chegou pouco depois.
O grupo não demorou muito mais a chegar ao destino, pois o caminho foi feito sem encontrar obstáculos. Tudo parecia estar normal.
O avião estava a ser reabastecido e partiria após pouco tempo, por mais que Osbourne tentasse apressar todo o processo havia trâmites que não podiam ser evitados.

Foi neste momento que o responsável pelo avião que se encontrava junto a Osbourne e o próprio foram alvejados por um agente da Interpol, pelo que estava traçado o pior cenário. Os SHADE estavam mesmo infiltrados na Polícia Internacional e iniciaram uma verdadeira batalha entre os agentes que ali se encontravam e que não sabiam em que confiar. Os 5WAT pouco podiam fazer a não ser escolher entre procurar abrigo ou tentar reagir a quem os atacava. Tomar iniciativa tornara-se impossível pois era impossível distinguir quem era amigo ou inimigo. Surgiram então os NeroSlayers, seguidos de perto por Slash e Creedence.
AK-07 e Park tentaram parar o Homem de Negro, mas este desapareceu por entre os agentes. Os dois tinham agora que lidar com os velhos conhecidos Drake Cobain e Griffin Grohl, enquanto Val Hachi e Magnum voltaram a enfrentar Phoenix Harris, o líder dos NeroSlayers e Charlotte Tyler, a sua protegida.
Papier também desaparecera de vista para perseguir Slash, poderiam por fim retomar o combate.

Enquanto os seus NeroSlayers estavam ocupados e com os agentes da Interpol a matarem-se uns aos outros, Creedence avançou calmamente e sem oposição, até Osbourne se reerguer, ainda em dificuldades, para tentar impedi-lo de chegar ao avião. Creedence enalteceu a sua resistência, mas afirmou que tudo se iria desenrolar como ele previra, faltava apenas deixar os pobres rapazes, fartos da clausura, apanharem um bocadinho de ar. James não desistia de o tentar impedir, por isso Creedence decidiu disparar na sua perna, deixando-o incapacitado de andar e entrou no avião mais à vontade.
O Líder da Aliança explicou aos reclusos que todos eles estavam livres, mas que a partir daquele momento podiam também considerar-se cadetes SHADE. Para passarem ao nível de Agentes terão que passar por uma série de testes até se tornarem nos soldados perfeitos. Menos que isso e serão descartados.
Um dos prisioneiros insurge-se então contra Creedence e tenta motivar outros a fazer o mesmo. Blackmore sorriu, aproximou-se, e tocou-lhe ao de leve no pescoço, fazendo notar ao prisioneiro que é normal ter dúvidas, mas um verdadeiro SHADE deve confiar totalmente no seu Líder. Enquanto Creedence voltava à posição inicial, o indivíduo caiu inanimado no chão, sem responder ao chamamento dos colegas. Os restantes aceitaram imediatamente as condições.
Blackmore estava satisfeito e passou-lhes o primeiro teste. Era bastante simples, tinham apenas que sobreviver ao que restava da Interpol e chegar à Reunião com os SHADE. Todos recebem as suas instruções e saíram rapidamente do avião, espalhando o caos no aeródromo. Alguns foram atingidos pelo fogo cerrado dos confrontos entre os agentes, que persistia.
Os 5WAT continuavam bastante ocupados com os seus Némesis que não davam tréguas, pelo que o plano da Aliança só podia ser um sucesso. Creedence ligou por fim a Tomás Noronha, que estava à espera numa limusina blindada e que chegou ao campo de batalha. O Líder dos SHADE chamou então os seus NeroSlayers e entrou no carro, estes responderam imediatamente, com o Líder a cobrir os seus passos, esquivando-se aos 5WAT e conseguindo escapar.

O silêncio pairava agora no aeródromo. Entre os corpos espalhados pelo chão, Osbourne tentava levantar-se. O General era um dos poucos ainda com vida, mas apesar dos ferimentos, estava furioso e descarregava a sua fúria num prisioneiro que ainda conseguiram travar. Pouco depois, foi levado para o hospital. Creedence mais uma vez levou a sua avante sem que ninguém o conseguisse parar.

Agora que os mais perigosos prisioneiros do mundo foram libertados, as regras do jogo voltaram a mudar.
Os SHADE venceram mais uma batalha, mas terão os 5WAT uma última e decisiva palavra a dizer?!

Não percam a terceira parte...

● "Le Papier Raging Storm: Doomsday" - 1.ª Parte

20 agosto, 2010 8 Comentários
Le Papier regressa para mais uma batalha! Os SHADE revelaram-se ao mundo e poucos possuem meios para os parar. Os 5WAT são a única força que ainda tem algo a dizer para impedir este grupo tenebroso de levar os seus planos avante! O combate vai recomeçar!

Já sabem que podem ler as aventuras anteriores de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns", "Le Papier Strikes Back" e "Le Papier Raising Hell".

“Le Papier”.
Decidido a terminar o reinado de terror dos S.H.A.D.E., formou os 5 Wild Attack Troopers com os seus amigos Angus 'AK-07' King, Jon Park, Ian Val Hachi e Lucy Magnum, e juntos conseguiram travar os planos deste terrível inimigo e capturar o seu Líder, mas o seu Número Dois, Creedence Blackmore, conseguiu escapar à Interpol e tomou o comando, tornando-se no novo Inimigo Público...

Passou um ano desde esse dia decisivo. Com o Líder capturado e após intensos interrogatórios, foi possível retirar-lhe informações preciosas, que permitiram à Interpol proceder à captura da maior parte dos elementos dos SHADE que ele controlava e eliminar estas Células, sendo que Creedence e o seu Departamento de Investigação Central, conhecido como os “NeroSlayers” e composto por Phoenix Harris, Drake Cobain, Griffin Grohl e Charlotte Tyler, continuavam indetectáveis. Não se sabia exactamente a extensão da influência de Blackmore, e corriam rumores de um elemento ainda desconhecido neste grupo...


Preparava-se mais um quente dia de Verão na cidade de Coimbra.
O calor já se fazia sentir com grande intensidade quando uma mulher muito elegante atravessou a rua e se dirigiu a um velho edifício que se encontrava fechado. Bateu várias vezes à porta mas ninguém respondeu. Decidiu então dirigir-se a um pequeno bar do lado oposto da rua, o Avalanche 21, para pedir informações.

A desconhecida foi rapidamente atendida por Diego Brando e procurava por Le Papier. Diego apontou o velho edifício, mas não sabia adiantar mais nada, ofereceu-se no entanto para falar com ele assim que o visse.
Apresentando-se por fim, Cristina Rose, mais conhecida por Lady, era a Presidente da N.O.V.A. Corp., a companhia que tinha sido em tempos liderada por Orlov Kalashnikov, usando-a para conduzir os seus negócios obscuros na Organização. Depois desta rede de tráfico ser desmantelada, Lady tornou-se Presidente e teve de travar uma complicada batalha para recuperar o bom nome da empresa e foi bastante complicado convencer os mercados da sua seriedade, mas a aposta teve sucesso e a companhia recuperou completamente.
Lady mostrava saber que Papier estava empenhado em destruir os SHADE, mas também que as investigações estavam estagnadas, e ela tinha informações importantes que podiam mudar isso. Ao ouvir a empresária, Diego muda rapidamente de atitude, fecha o bar e activa um interruptor atrás do balcão. Pouco depois Papier, AK-07 e Park surgem vindos aparentemente do nada, para saber o que se passa.

Após a fuga de Creedence Blackmore foi necessário que a Interpol se fixasse em Portugal, e Coimbra era a localização ideal. Papier sugeriu que montassem a base secreta no andar inferior do Avalanche, protegido por uma entrada secreta, onde não seriam incomodados durante o dia e teriam música de qualidade ao vivo durante a noite, tornando-se no local perfeito para trabalhar.
Foram feitas as remodelações necessárias e AK, Park e Papier passaram então a trabalhar juntos para encontrar Creedence e os NeroSlayers, mas as pistas eram escassas e pouco se havia avançado durante os últimos meses; a visita da empresária era mais que oportuna.

Segundo Lady, a NOVA sofreu um ataque na noite passada e os SHADE estavam por trás do assalto. Ela trazia consigo os vídeos das câmaras de segurança, onde era possível visualizar uma única figura negra a entrar calmamente no edifício e eliminar toda a forte segurança do edifício sem sequer utilizar armas de fogo, servindo-se apenas de espadas para o efeito. Depois da matança, dirigiu-se ao cofre da companhia e abriu-o sem quaisquer dificuldades, apesar das fortes medidas de segurança, levando apenas uma pasta e saindo tão calmamente como entrou.
AK e Park ficaram muito impressionados com o desempenho do adversário, mas notaram que se usava apenas espadas, não seria difícil encherem-no de balas. Papier havia ficado bastante mais abalado com as imagens, mas não quis que os restantes o notassem.
Lady prosseguiu mostrando que o conteúdo da pasta eram relatórios de experiencias laboratoriais feitos nos tempos de Kalashnikov, em que este procurou construir um soldado geneticamente superior, capaz de suportar enormes quantidades de danos e mais forte que qualquer humano comum, mas por qualquer razão, acabou por abandonar o projecto sem que este estivesse concluído.

Os jovens teorizaram que, uma vez que Creedence se viu desprovido de soldados, talvez quisesse recuperar o projecto dos super-soldados. Lady notou que para que isso fosse possível era necessário que Creedence tivesse acesso a laboratórios altamente avançados, e em Portugal estes não são encontrados com abundância.
AK e Park decidiram usar estas pistas para recomeçar a investigação nesse sentido, e em breve teriam uma lista daqueles que possuíssem tais características.


Havia quatro laboratórios espalhados pelo país e todos deviam ser investigados.
Um deles estava localizado no Porto, onde Val Hachi e Magnum viviam, pelo que estes foram contactados para ajudarem na investigação, enquanto os outros três ficaram por conta de Papier em Coimbra, Park na Covilhã, e AK-07 em Lisboa.

Papier fez-se passar por cientista para entrar no laboratório e tudo parecia correr bem, até dar de caras com Trish Simons, que estava a fazer uma reportagem para o seu jornal, sobre o facto de muitos estudantes que frequentavam o laboratório estarem a usá-lo para desenvolver um novo “produto” que proporcionava alucinações altamente excitantes...
Ao notar a presença de Papier e vê-lo disfarçado daquela forma, percebeu imediatamente que estava a perder algo importante e quis ajudar, obviamente com a contrapartida de detalhes para publicar no Update. Isto era exactamente aquilo que o jovem mais temia. Trish tinha o talento nato de atrair problemas e parecia que de cada vez que ela tentava ajudá-lo algo corria mal.
Papier forçou a entrada no Centro de Segurança do edifício e pediu a Trish para estar atento às câmaras e avisá-lo caso surgissem problemas, mas também a fez prometer que nunca, sob quaisquer circunstâncias, saísse da sala.
Dirigiu-se por fim à Administração para verificar se o equipamento científico utilizado naquelas instalações tinha alguma ligação com aquele que seria necessário ao projecto, mas a sua busca foi infrutífera. Nada de anormal se passava no laboratório, nem nada tinha desaparecido, a sua utilização resumia-se a experiências feitas por alunos e docentes da Universidade e pouco mais que isso.

Papier regressava ao encontro de Trish quando esta o avisa que vários seguranças se dirigiam na sua direcção. Papier balbuciou um inglês misturado com um acentuado sotaque russo para os tentar convencer que se havia perdido, mas os seguranças não caíram na sua conversa e tentaram levá-lo preso. Papier não teve escolha a não ser desembaraçar-se deles. Tentou não ser demasiado ríspido com quem apenas estava a fazer o seu trabalho, o que dificultou bastante a missão, mas eventualmente conseguiu escapar-se.
Rapidamente foi buscar Trish e aproveitou para apagar os vídeos de segurança, para que ninguém os reconhecesse. Preparavam-se para deixar o edifício quando mais um membro da segurança os avistou e tentou apanhá-los, mas os dois conseguiram antecipar-se a ele e escapulir-se do laboratório.

Quando os dois chegaram ao Grand Chaos, restou esperar por melhores notícias dos restantes 5WAT, mas estás não eram animadoras. Aparentemente nada de anormal se passava nos outros laboratórios que faziam parte da lista. Talvez estivessem simplesmente errados.
Papier estava já a pensar no que fazer a seguir quando Velvet Valentine entrou abruptamente no escritório.

Velvet tinha passado o dia a procurar no Ministério Público por material laboratorial que tivesse sido comprado em grandes quantidades nos últimos dias e descobriu que um empresário do Norte, Tomás Noronha, que por acaso fora um antigo secretário de Orlov Kalashnikov, com ligações a clubes desportivos e algumas suspeitas de corrupção nunca comprovadas sobre ele, havia feito uma compra astronómica de material na última semana, sendo que os seus negócios nada têm a ver com equipamento do género.
Papier concordou que esse era certamente um desenvolvimento importante, agradeceu à amiga pela ajuda e dirigiu-se imediatamente para averiguar. Trish ofereceu-se para o ajudar, pedido que fez tremer o jovem. Papier agradeceu o pedido, mas achou melhor dar-lhe apenas a entrevista no final a contar toda a história para que ela pudesse publicá-la, tal como acontecera das últimas vezes. Foi o suficiente para convencê-la.

Papier dirigiu-se para o Mustang e conduziu rapidamente em direcção ao Norte.
Estava absolutamente concentrado na sua missão e com uma preocupação que não era normal.
Esta preocupação terá algo a ver com o estranho Homem de Negro que forçou entrada na NOVA Corp.?!
E porque terá a sua presença abalado tanto Papier?!

Estas e mais perguntas serão respondidas na segunda parte…

● "Le Papier Raising Hell: 5WAT" - 3.ª Parte

14 maio, 2010 9 Comentários

Está concluída mais uma aventura fantástica em "Le Papier Raising Hell: 5WAT"!
Creedence Blackmore, o poderoso agente inimigo foi capturado e é necessário interrogá-lo para que os nossos heróis possam descotinar a localização da Sede dos SHADE e destruí-la. Será este o fim?!

Se não leram as primeiras partes da história, podem fazê-lo AQUI e AQUI respectivamente.

Já sabem que podem ler a primeira trilogia de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns" e "Le Papier Strikes Back".

Após a captura de Creedence, Le Papier reuniu-se com os restantes elementos do grupo na sua agência, a Grand Chaos, para decidir o que fazer a seguir.
Ao chegar ao escritório, Velvet estava à sua espera, visivelmente irritada por Papier ter partido para Lisboa em missão, sem a ter informado devidamente, tendo deixado apenas um bilhete escrito. Papier já se preparava para ser agredido quando Velvet se acalmou subitamente ao notar a presença do recluso Blackmore.

Agora que os cinco estavam por fim reunidos, Creedence não conseguia disfarçar uma certa surpresa por não ter eliminado nenhum deles, mas não se mostrou particularmente incomodado.
AK-07 decide comunicar ao General Osbourne o resultado da missão. James fica muito satisfeito por finalmente terem deitado a mão a um dos mais procurados agentes inimigos e poderem usá-lo para obter informações valiosas sobre os SHADE. O General já incumbira os seus agentes de maior confiança com a missão de viajarem até Coimbra para transportarem Osbourne para uma localização segura, a qual deverá permanecer secreta. Era o fim da missão para os jovens.

Blackmore tinha no entanto outros planos. Dizia ter conhecimento de uma célula da Aliança na cidade, aliás era esse o propósito da conferência que conduziu na Universidade: procurar novos talentos e introduzi-los na Sociedade, sendo que o Líder não faltava a essas reuniões de alto nível. Creedence poderia dar todas as informações referentes à célula, mas para isso queria imunidade e protecção. Papier advertiu-o que divulgar estas informações da forma como o fez não foi uma atitude inteligente, uma vez que Park, um exímio conhecedor de artes marciais orientais, conhecia formas muito eficientes de fazer as pessoas deitarem tudo cá para fora, por vezes literalmente.
O agente não se mostrou impressionado, mas observou Park algo ansioso e talvez ligeiramente alucinado, como se estivesse apenas à espera de um sinal de aprovação para “tratar” de Blackmore, e sentiu a pulsação subir. Ao notar a aparente indiferença dos restantes a uma aparente sessão de tortura ali mesmo e naquele momento, acabou por ceder mal viu Park dar um passo em frente, e acabou por dizer tudo o que sabia.

Após Creedence partilhar a informação que sabia, Papier e os restantes fecharam-no num armário e deliberaram as suas opções.
Esta era uma oportunidade única para destruir a Aliança, capturando o seu Líder. Seria provavelmente a única forma de saberem quem fazia parte das suas fileiras, muito embora houvesse uma grande possibilidade de caminharem para mais uma armadilha de Creedence, que já se havia revelado um engenhoso manipulador. A actuação de Papier e Park acerca da tortura foi brilhante, mas isso não queria dizer que o agente dissesse toda a verdade. Tendo em conta que elaborar três atentados apenas para os atrair e tentar destruir não pareceu dar-lhe problemas de consciência, o que poderia fazê-lo?
Por fim decidem investigar a localização que Creedence divulgou, mas enquanto Blackmore não fosse enviado para Lyon iriam apenas monitorizá-la.

Com o aval do General e Creedence num avião a caminho da Interpol, os cinco podiam agora concluir um trabalho que tomou vários meses de intensas investigações. Nessa noite levavam a cabo nova missão e tudo culminou num armazém... vazio.
Durante o reconhecimento ao local, a dúvida surgiu, mas agora parecia confirmar-me: a localização que Creedence havia concedido era um beco sem saída! Levava os jovens até um complexo de armazéns abandonados e aquele que ele havia indicado como a entrada deste ponto de interesse estava abandonado. A única coisa que havia naquele imenso espaço era uma máquina de café encostada à parede.
AK-07 não queria acreditar ter sido gozado daquela forma por Creedence e garantiu que iria tratar dele pessoalmente. Enquanto os quatro rapazes discutiam sobre como foram enganados por Creedence, Magnum decidiu aproveitar que a máquina estava ali e serviu-se de um café curto.
Eventualmente os ânimos acalmaram e Papier decidiu também ele fazer uso da máquina, pedindo para si um “carioca de limão”. Mal o fez, a máquina e todo um pequeno perímetro à sua volta entraram em rápida rotação e Papier foi desta forma transportado para o lado oposto da parede.
Estupefactos com o que acabaram de ver, não foi difícil aos restantes concluírem que a passagem secreta que dava acesso à Célula era activada quando alguém pedia um carioca de limão... Afinal quais são as hipóteses de alguém realmente pensar num pedido desses?

Do outro lado da parede, reunidos novamente com Papier, o grupo entrou num pequeno elevador. Sem botão algum onde carregar, foram automaticamente conduzidos a um nível subterrâneo do armazém, onde esperariam um comité de boas vindas.
Vários guardas que estavam a proteger o elevador prepararam-se para disparar em quem viajasse nele, fosse inimigo ou não. No entanto quando o elevador abriu as portas, este vinha vazio. Os inimigos acharam estranho e três deles aproximaram-se para verificar, não encontrando ninguém. Concluindo que devia ser um qualquer erro do sistema e lançando pragas ao técnico que fez a última verificação, voltaram costas quando o pequeno tejadilho do elevador se abriu e, um a um, os cinco posicionaram-se para a destruição. Quando os agentes inimigos deram por si era já tarde, pois já a dança de balas os havia eliminado.

O caminho a seguir estava traçado, havia um único corredor mas poucos soldados, como se esta localização estivesse reservada apenas aos agentes de Rank mais elevado. Só de vez em quando apareciam seguranças, mas eram rapidamente despachado por alguém do grupo.
Chegados ao fim do corredor, onde, mais uma vez, apenas encontraram uma porta. Abrem-na silenciosa e cuidadosamente. Lá dentro havia quatro agentes inimigos bastante corpulentos, a guardar um homem mais velho que se encontrava na sua secretária em frente a um computador, onde parecia comunicar com alguém.
Haviam encontrado o Líder dos SHADE. O velho empresário estava possesso por tanta segurança profissional não conseguir parar um pequeno grupo de jovens de entrar na Célula. Papier ordenou-lhe que se afastasse do computador, mas o velhote ainda conseguiu premir uma pequena combinação de teclas que provocou o apagamento do disco rígido do portátil e desta forma neutralizar qualquer fonte adicional de informação que pudesse ser útil à Interpol. AK e Park não gostaram da atitude porém, mais importante que o computador era o Líder, e este já não lhes escaparia.

Os cinco reuniram-se durante uns segundos e tiraram à sorte. Sem compreender este comportamento, os inimigos foram surpreendidos quando o grupo se espalhou pela sala a uma velocidade estonteante.
Os seguranças eram extremamente fortes, mas a velocidade dos jovens era muito superior. Arremessado por Papier e AK-07, Park abateu o primeiro inimigo com uma sucessão de golpes precisos e quase indecifráveis em pleno vôo. Magnum disparou punhais tão velozes como balas, que atingiram vários pontos vitais no segundo, que tombou sem esboçar reacção. AK nem precisou disparar o seu revólver, pois um toque no ponto exacto do pescoço inimigo fez todo o serviço por ele. Val Hachi não iria perder numa demonstração de força e golpeou o seu alvo sem piedade, culminando num violento impacto digno de Wrestling.
Papier, desanimado, pois perdera no "Pedra, papel e tesoura", ficou de fora da luta. Deixou então que o terror se apoderasse do Líder, que pareceu aliviado ao ser algemado.

Ao saírem do armazém foram recebidos pelo General James Osbourne em pessoa e pelo seu Esquadrão de Elite que tinha acabado de fazer o reconhecimento do local. O Líder e os agentes capturados seguiram em silêncio, levados pelo Esquadrão, enquanto toda a área foi inspeccionada para terem a total certeza de que nada lhes escapava.
Havia uma razão, no entanto, para Osbourne estar ali - o avião onde Creedence seguia foi abatido de forma desconhecida e a Interpol ainda procurava os destroços, mas a probabilidade de haver sobreviventes era muito reduzida. Suspeitaram que tivesse sido o Líder a dar a ordem, ao saber que Creedence fora capturado. James confirmou que Creedence era o Número Dois da Aliança, pelo que com o seu Líder preso e o seu braço direito morto, os SHADE podiam ter os dias contados.


De regresso a Coimbra, o grupo decide sair para comemorar, pelo que Papier decide levá-los ao seu bar de eleição, o Avalanche 21 de Diego. Combinou com Velvet e também com Trish, pois prometeu contar-lhe todos os pormenores da operação assim que esta estivesse concluída.
Quando chegaram, Velvet já esperava o grupo. Antes de entrarem, lembrou-se da chegada de uma encomenda ao Grand Chaos. Papier achou estranho, pois não esperava nada, e decidiu ir ver do que se tratava. Ao abri-la, esta continha apenas um DVD sem capa. Um mau pressentimento invadiu-o ao colocá-lo no leitor e, sem grande surpresa, tratava-se de uma mensagem de Creedence Blackmore.
No vídeo, Creedence agradecia a Papier e ao grupo a competência do seu trabalho e congratulou-os pela captura do Líder. Papier percebeu então que Creedence esteve sempre no controlo dos acontecimentos desde o início; permitindo que AK e Park o descobrissem, na forma como os atraiu para os atentados e se deixou capturar, embora esperasse reduzir o tamanho do grupo no processo, para depois conduzir os restantes ao Líder, para que este fosse capturado.
Agora podia finalmente assumir o comando dos SHADE. Despediu-se pedindo a Papier para se afastar desta luta que considerava fútil, caso contrário não hesitaria em exterminá-lo.

Quando se pensava que tudo estava mais calmo, eis que surge uma tempestade no horizonte. Os SHADE não só não foram aniquilados, como se tornaram ainda mais perigosos, agora que Creedence Blackmore estava no comando.
Papier não estava nada satisfeito ao saber que foi apenas uma marioneta nas mãos de um megalomaníaco maquiavélico, mas sorri, pensando que teria sido fácil demais. Creedence revelara-se um verdadeiro antagonista, como nunca havia encontrado. Um mestre de marionetas que deve ser destruído a todo o custo.
Com uma celebração à sua espera, Papier regressa aos amigos para fazer um brinde a mais uma aventura pela frente... 

Para os 5 Wild Attack Troopers há sempre trabalho a fazer!...

 
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