● "Le Papier Raising Hell: 5WAT" - 2.ª Parte

30 abril, 2010

Aí está a tão aguardada segunda parte de "Le Papier Raising Hell: The 5WAT"!
Agora que a equipa está completa, eles vão fazer tudo o que for necessário para impedir que os SOMBRA levem os seus terríveis planos avante!
Serão capazes de travá-los?!

Se não leram a primeira parte da história, podem fazê-lo AQUI.

Já sabem que podem ler a primeira trilogia de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns" e "Le Papier Strikes Back".



A tarde avançava enquanto os jovens se dirigiam aos seus respectivos destinos. Saíram de Coimbra rapidamente após comunicar ao General Zed o perigo que enfrentavam. Zed prometeu enviar reforços imediatos e avisou-os para não confiarem em ninguém, uma vez que não sabem que pode estar aliado aos inimigos e deu carta verde aos jovens para usarem todos os meios necessários para impedirem o sucesso dos ataques aos festivais onde estavam milhares de pessoas.


Le Papier ficara encarregado do concerto de Lisboa, mas não estava sozinho. A meio da viagem é surpreendido por Sophia, que se tinha esgueirado para o banco traseiro do carro depois de ter ouvido os Cinco amigos combinarem os pormenores da operação que iriam levar a cabo, e quando se revelou por pouco não provocou o despiste do Mustang. Papier estava pronto para dar meia-volta e deixá-la em Coimbra mas Sophia foi muito persuasiva, e convenceu-o que essa perda de tempo poderia ser decisiva para todas as pessoas presentes no evento.
Sophia estava convencida que a cobertura desta notícia podia ser uma óptima forma de impressionar o seu chefe no jornal onde acabou de ser contratada, o “Update”. Papier ainda estava sem paciência para a tagarelice de Sophia, mas lá aguentou sôfregamente o resto da viagem.

A hora do festival abrir ao público aproximava-se e, em constante comunicação, tinham que ser rápidos na forma de procurar potenciais formas que pudessem ser utilizadas pelos adversários para atacar a enorme massa de pessoas que ali se encontravam.
Os SOMBRA sempre foram demasiado cuidadosos nas suas abordagens, de forma a não provocarem vítimas indiscriminadamente e sem qualquer tipo de preparação prévia, por isso os jovens decidiram procurar em pontos em que apenas a organização dos espectáculos podia estar presente. Era um risco pensar que os três atentados se iriam realizar da mesma forma mas era a melhor forma de começar.


Valliachi e Mallow foram os primeiros a chegar ao destino. Deixaram a Honda CBR 1100XX Super Blackbird ainda longe do local, para não comprometerem a sua segurança e depois de deixarem um adepto dos Super Dragões ser electrocutado pelo sistema de protecção da mota, quando este tentava sentar-se nela para tirar uma foto para colocar no hi5, lá entraram à socapa no festival para rapidamente investigarem as várias localizações possíveis.

Passado pouco tempo Papier chegou por fim ao seu destino e obrigou Sophia a esperar no Mustang, prometendo dar-lhe em troca uma descrição detalhada dos acontecimentos assim que o trabalho fosse concluído, ao qual ela acedeu. Papier dirigiu-se ao concerto e depois de se desembaraçar de alguns seguranças que guardavam a entrada entrou na zona V.I.P. do complexo.
Papier teve o azar de calhar numa noite dedicada ao hip-hop, pelo que teve de, de quando em vez, provocar o desmaio de um outro “hip-hopper”, que dele se aproximava com ar de superior. Eventualmente reconheceu alguns elementos mais obscuros, presentes numa zona dedicada ao camarim dos artistas. Papier esboçou um sorriso, pois só mesmo um "hip-hopper" se venderia por meia dúzia de “pedras castanhas” para permitir que tipos tão obscuros como os agentes inimigos SOMBRA pudessem alegremente provocar destruição.
Imediatamente comunicou aos restantes membros do grupo para se dirigirem primeiramente ao backstage dos palcos e partirem a partir daí.

AK-07 e Knox estavam já a chegar à Albufeira, e à praia onde o festival já acontecia, pelo que estacionaram o Aston Martin Rapide e apressadamente se dirigiram para lá, embora fossem por vezes interrompidos, pois AK sempre aproveitava para sacar um número de telefone de uma ou outra turista “camone” que assistia ao concerto da banda emo-cionada que se encontrava no palco. Knox ainda pensou se Zed se importaria que ele desse um tirinho no vocalista que choramingava agarrado ao microfone, mas o que ele mais queria era afastar-se dali, pelo que abandonou a ideia.

Valliachi e Mallow já se encontravam no backstage quando Papier ligou e também eles já tinham tido a sua quota-parte de divertimento, mas no caso foi a ouvir uma banda de Heavy Metal Clássico absolutamente fantástica, com o nome de “Evil Scream”, que proporcionava um espectáculo verdadeiramente impressionante.
Encontraram vários agentes inimigos que passeavam pela Área V.I.P. que Valliachi se preparava para eliminar, mas quando este se posicionou para disparar, já Mallow havia atirado com enorme precisão todo um conjunto de punhais que havia liquidado os inimigos. Valliachi ainda estava a praguejar quando um outro grupo de inimigos ouviu o barulho e veio verificar o que se passava e estes sentiram a sua ira. Agora que já se sentia mais leve, a missão podia continuar.

Papier já se havia desembaraçado de vários grupos, quando descobriu uma sala fortemente vigiada. Preparava-se para atacar quando verificou que havia passos a segui-lo. Voltou-se para trás e verificou ser Sophia que havia saído do carro e usava a câmara do telemóvel para filmar à distância o percurso de Papier, que ficou furioso com a atitude de Sophia que os podia colocar aos dois em perigo. Eventualmente conformou-se com a situação em que se encontrava e decidiu-se a não perder mais tempo com inutilidades. Sacou das suas armas e aniquilou todos os adversários que foram aparecendo e quando estes acabaram, Papier voltou-se apenas para ver Sophia a filmar tudo com enorme excitação. O desespero começava a tomar conta dele.



AK e Knox tiveram um percurso relativamente calmo, com vários agentes inimigos a tentar intrometer-se, mas a serem eliminados facilmente. Chegam por fim a uma porta que dava acesso ao topo da construção que compunha o palco, onde se encontravam dois agentes inimigos a observar, mas que imediatamente se prepararam para atirar. Os quatro apontaram as armas imediatamente ao respectivo grupo oposto, encontrando-se num impasse.
Os agentes inimigos identificaram-se como Griffin Grohl e Drake Cobain e reconheceram AK e Knox como agentes da Interpol, clamando que as suas investigações estavam a tornar-se num incómodo e esta coincidência era perfeita para acabar com eles. AK e Knox mostraram saber dos planos dos agentes inimigos para provocar um atentado durante o festival e prometeram levá-los presos.

Valliachi e Mallow seguiam o seu caminho e avançaram até uma cave que dava acesso a uma zona sem iluminação. Valliachi ouve passos na sua direcção mas quando aponta a lanterna a única coisa que vê é Mallow a ser projectada contra a parede e a cair ruidosamente no chão. Valliachi fica furioso e procura o inimigo pela sala obscurecida. O agente congratula-os pela forma como passaram pelos restantes soldados e apresenta-se como Phoenix Rose e enquanto continua às voltas pela divisão garante-lhes que o percurso deles conheceu o fim e que não sairão vivos da cave.
Valliachi decide por fim desligar a lanterna e recorrer aos seus outros sentidos para encontrar o oponente, pelo que desta forma, quando este passa perto de si, consegue desferir um potente soco que provoca um grito de dor no adversário. Mallow consegue então descortinar a localização deste e atira-lhe um dos seus punhais que lhe acerta no ombro, o que provoca nova exaltação de dor e novo soco de Valliachi. O agente em choque bate em retirada aos encontrões pela cave obscura, mas não sem antes activar um dispositivo.
Valliachi desconfia que seja uma bomba, e tenta desarmá-la, mas sem sucesso. Não vêm outra opção a não ser saírem dali o mais depressa possível, mas a porta da cave está trancada. O jovem destrói a fechadura com um tiro certeiro e os dois correm na direcção do palco para avisar as pessoas para se afastarem o mais rapidamente possível dali, antes que o curto tempo de que dispõem termine. Porém, quando chegam ao palco e o tempo termina, apenas vêm o fogo-de-artifício, que estava previsto para o fim do concerto, ser disparado.
Sem perceberem mais nada voltam à cave para confirmar o que se passou ali, mas encontram-na destruída pelos fogos, sem quaisquer pistas. Resta-lhes agora esperar pelos restantes grupos para tentar encontrar uma explicação para este bizarro incidente.

AK e Knox continuam num impasse com Griffin e Drake, até que um dos agentes inimigos decide baixar a arma. Este acto provoca o disparo imediato do outro contra uma caixa que se encontrava por perto e que provoca uma explosão que faz tremer o telhado e aproveitam para desaprecer. Quando AK e Knox se preparavam para ser consumidos pelas chamas daí resultantes, o telhado cede e os dois caem no palco. O público vibra com o acontecimento, pensando que os agentes sejam roadies distraídos apanhados desprevenidos pelos fogos-de-artifício. AK e Knox cumprimentam o público e ainda meio desorientados deixam o palco.

Papier e Sophia continuam a investigar o backstage até que chegam a um camarim cuja porta está entreaberta, permitindo-lhes ouvir duas pessoas a falar lá dentro. Papier reconhece uma delas como sendo Roland Black, o líder dos agentes agente que estavam em Coimbra nessa tarde. Sentindo que poderia capturá-lo pediu a Sophia que não entrasse no camarim por razão nenhuma e esgueira-se rapidamente para o seu interior.
Ao entrar nota que apenas um dos homens estava presente. Adivinhando os acontecimentos, vira-se para avisar Sophia mas esta estava já presa pelo segundo homem que lhe apontava uma arma à cabeça. Roland mostra-se alegre com aquela pequena reunião, mas por outro lado tem alguma pena por os amigos de Papier não estarem ali, embora mostrando-se confiante que Papier irá “juntar-se a eles” em breve.
Papier não acredita nem por um segundo nas palavras de Roland, seguro que não seriam meros agentes de segunda que travariam os seus determinados companheiros e tão pouco o travarão a ele! Faz um subtil gesto a Sophia que imediatamente percebe e se despacha a morder o braço do agente que a segurava. Papier elimina-o com um tiro certeiro, mas sem nunca perder Roland de vista, que não queria acreditar no que acabou de se passar.

Papier confronta Roland com a informação dos atentados que iriam ocorrer naquela noite, mas Roland afirma que foi apenas uma forma de atrair Papier e os amigos. Os SOMBRA propositadamente deixaram-se escutar por AK e Knox e sabendo que a Interpol não poderia mandar outros reforços, esta era uma forma de os separar e fragilizar, para os eliminar naquilo que pareceria um trágico acidente sofrido por jovens que assistiam a um concerto. Papier prende-o para o transportar para o seu escritório em Coimbra, para o entregar ao General Zed assim que possível, a fim de ser interrogado.


Esta missão foi concluída com enorme sucesso, mas agora que têm Roland sob custódia, esta é uma oportunidade única para extraírem informações de um importante membro dos SOMBRA, de forma a atacar o seu líder em força.
Papier e o restante grupo são agora alvos da Aliança, mas nem isso os impede de fazer o que tem de ser feito.

A aventura continua... na terceira parte...

Comentários
5 Comentários

5 Comentários :

  1. Room401 disse... :

    Finalmente escreveste a continuação, já não era sem tempo.
    Gostei do gajo dos super dragões ter sido eletrocutado pela mota, isso devia acontecer este fim de semana outra vez ahahah!

  1. Silva disse... :

    Isto é que foi!! Estavas inspirado a escrever isto lol pancada a super dragões hip-hoppers e por aí fora!! Isto deve ter sido das merdas mais engraçada que eu te vi fazer nos últimos tempos!!
    Vamos ver se a parte 3 consegue ser melhor.

  1. Denim disse... :

    Gostei de ver que voltaste à comédia. Ficou muito fixe. Ve se publicas o resto depressa ;)

  1. Anónimo disse... :

    lolol que loucura. Só tu para te lembrares de cenas de doidos como esta lol

    Sérgio

  1. David disse... :

    Isto dá um trabalhão para ler mas ficou bué fixe. Deves ter perdido um tempão a imaginar isto tudo.

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