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● 21-12-12: O Fim Do Mundo?

21 dezembro, 2012 3 Comentários
Chegou finalmente o dia! Pois é, foi bom enquanto durou e vou sentir muito a vossa falta, mas espero que tenham aproveitado bem a vossa última noite na Terra caros leitores, porque é hoje que o acontecimento mais aguardado dos últimos tempos vai acontecer: o mundo vai acabar!

Este é um assunto que para muitos é ridículo, para outros é assustador (não pelo fato do mundo acabar, mas pelos impostos que vamos ter de pagar se ele NÃO acabar), outros já nem querem ouvir falar no assunto.
Aparentemente os Maias decidiram que a Terra tinha os dias contados e personalidades que conseguem prever tudo o que acontece (como Nostradamus) chegaram à conclusão que assim que Psy chegasse ao bilhão de visualizações no YouTube a coisa ia mesmo dar-se. O alinhamento dos planetas ou a colisão com asteróides não interessa nada, mas se um sul-coreano for altamente visualizado num site da Internet o mundo chateia-se e rebenta. A NASA já tentou acalmar os ânimos e negou o acontecimento mas não adianta!
O dia 12-12-12 marcou o início do processo e hoje dá-se o seu encerramento e pelos vistos até podem escolher a forma como preferem que tudo acabe:

Água: Um qualquer vulcão vai entrar em erupção numa ilha no meio de um qualquer oceano e vai provocar uma mega-tsunami que vai engolir cidades inteiras e provocar destruição numa escala nunca antes vista...
Fogo: A Terra vai chocar não com um mas com todo um grupo de asteróides que, numa chuva de meteoros que deve ser bem bonita de visualizar, cairão como bolas de fogo que deixarão um rasto de devastação e que acabará com o mundo como o conhecemos...
Escuridão: Vai dar-se um evento que ocorre a cada 11 mil anos, o mundo vai sofrer um apagão e passar por 3 dias de escuridão. Nenhum aparelho elétrico funcionará e o frio que se fará sentir vai acabar com a nossa raça (eu fico com a minha e acho que vai ser a falta do telemóvel e do PC que vai matar a maior parte da população terrestre...). Literalmente...

E há ainda O Problema Do Pinóquio...

Eu não sei quanto a vocês mas até agora o dia parece-me bastante normal, não há ondas gigantes, nem estrelas a cair e o sol já vai alto, não me cheira que se apague, por isso não me parece que o mundo esteja com muita vontade de rebentar...
Até porque com tanta violência, massacres, desastres naturais, ele tem acabado para tantas pessoas todos os dias, nada melhor que aproveitar cada dia como se fosse o último, quer o mundo realmente acabe ou não!

● Mangas vs. Comics!

10 fevereiro, 2012 3 Comentários
Não é propriamente um tema novo a "rivalidade" que existe entre os mangas orientais e os comics ocidentais (principalmente entre os americanos de super-heróis) e apesar de haver muita gente que é fã dos dois formatos (como este que vos escreve), a verdade é que, como em quase tudo, apesar de não haver nenhuma animosidade por parte dos autores de qualquer dos lados, os seus fãs nem sempre pensam assim e por essa Internet fora há acesas discussões sobre qual o formato de banda-desenhada que possui maior mérito (porque tem de haver sempre uma discussão).

O que muitos desses fãs parecem querer esquecer é que se não fossem os comics, se calhar não haveria manga da forma que existe hoje, e se não fossem os mangas a impulsionar os comics, talvez estes ainda estivessem presos ao passado.
Isso é notório principalmente se pensarmos que figuras tão influentes como Osamu Tezuka (autor de Astro Boy e Black Jack e considerado o Pai do manga) e Nobuhiro Watsuki (Rurouni Kenshin, vulgo Samurai X) já afirmaram terem sido influenciados pelas histórias saídas dos comics, da mesma forma que autores como Bryan Lee O’Malley (Scott Pilgrim) e Frank Miller (Batman The Dark Kinght, 300) indicaram mangas japoneses como influências diretas nos seus trabalhos.

Para enfatizar ainda mais como esta discussão é ridícula, o mestre Stan Lee, criador de uma infinidade de super-heróis da Marvel como os X-Men, Homem-Aranha, Hulk, Iron Man, Thor... publicou o manga Heroman, que até ganhou um anime de 26 episódios, atualmente está a escrever o argumento do manga Karakuri Douji Ultimo. Isto para não falar da recente colaboração entre a Marvel e os estúdios MadHouse deste último ano, que nos trouxeram quatro séries de anime: Iron Man, Wolverine, X-Men e Blade, baseadas nos seus contrapartes dos comics.

Independentemente da opinião de cada um, e cada pessoa tem a sua, ambos os trabalhos têm os seus pontos fortes e fracos que nem vale a pena enumerar, mas o simples facto de ambos coexistirem e se influenciarem mutuamente só dá garantias aos fãs de que vão continuar a evoluir para nos trazer o que de melhor existe nestes universos.
A mediocridade ou genialidade dos autores desta 9ª arte não deve nunca ser medida pela sua nacionalidade e isto pode aplicar-se a toda uma série de outras circunstâncias na nossa vida, que devemos sempre respeitar.

● 1a Guerra (Mundial) Virtual?!

23 janeiro, 2012 3 Comentários


Em primeiro lugar sejam muito bem-vindos à Primeira Guerra (Mundial) Virtual da nossa história (mais coisa menos coisa)!

Já devem saber que graças à triste criação das leis conhecidas por SOPA e PIPA, supostamente para acabar coma pirataria online, mas que na prática censuram e destroem a Internet como a conhecemos hoje, o site Megaupload foi fechado e provavelmente outros sites de partilha virão a seguir, mas isto não é tudo pois outro tipo de sites, como os não-tão-conhecidos Facebook, Twitter ou YouTube podem ter os dias contados... nada de grave portanto...

O que torna estas leis tão absurdas ao ponto de gigantes como o Google, a Wikipedia entre outros protestarem de forma tão veemente é a simples ideia de fechar um site apenas porque um arquivo de um utilizador é considerado pirata... acto que se compara a matar uma formiga com uma bomba atómica...

As leis ainda não foram aprovadas mas já geraram uma polémica impressionante que não desaperecerá tão depressa, até porque já despoletaram uma revolução online.
Em protesto contra o fecho do Megaupload, o grupo Anonymous fechou vários sites americanos como forma de protesto e este parece ser apenas a primeira forma de luta para impedir a aprovação das leis. Embora tenha sido por pouco tempo, deitar abaixo sites como o do FBI e da Warner, da Universal e ainda o site do Departamento de Justiça americano é algo que só grandes malucos conseguem.


A revolução chegou e em força. SOPA, PIPA e o governo dos Estados Unidos de um lado, Anonymous e a internet em geral do outro.
A luta pelo controlo da web vs. a liberdade da rede acontece agora e à frente dos nossos olhos.
Quem achar que este é um problema que vai passar longe de si está enganado, mas espero que esta primeira batalha não seja apenas o início do fim da internet como a conhecemos.

● That Kid Again

17 outubro, 2011 3 Comentários
Recentemente voltou-me à mente um dia muito específico do Verão de 94 (não me perguntem qual). Digamos que esse foi um daqueles dias felizes e importantes que ficam na cabeça de um puto de 8 anos.
Esse foi o dia em que eu e o meu irmão recebemos de presente aquele que era um dos maiores avanços da época: a Sega Mega Drive! A partir daquele momento nós estávamos entre os grandes, nós tínhamos uma consola de última geração novinha e pronta para destruir tudo!

Naquela época, a MD era o PS3 de hoje. Foi um daqueles marcos da nossa geração. Quando o “poder” foi removido da caixa eu podia jurar que ele brilhava, mas eu não me cansava de olhar para ele, nem para o jogo de Sonic que o acompanhava.
Lá estava ele, o Santo Graal dos videojogos (até ao ano seguinte quando surgiu a PlayStation...) e aqueles primeiros momentos em que peguei no comando e comecei a saltar em cima de robôs para os ver a partir-se todos e soltar pássaros e coelhos foram inesquecíveis!

Eu continuo a dizer que foi graças aos jogos de consola que eu já sabia falar inglês quando comecei a estudá-lo na escola e foi graças aos RPG’s em francês que eu recebia da minha madrinha que vive na Suíça que eu domino essa língua traiçoeira (ou dominava...), por isso os jogos além de diversão também garantem educação (embora para isso seja melhor esquecerem GTA’s e coisas do género!).

Este texto todo apenas para dizer que desde a passada semana que sou proprietário de uma possante PlayStation 3, vulgo PS3, e me voltei a sentir, como sinto sempre que adquiro um objecto tecnológico poderoso que me faz brilhar os olhos, outra vez como aquele puto que com um nervoso miudinho se diverte a destruir Badnicks e colecionar esmeraldas!
É algo porque todos devem passar, assim de vez em quando, para não esquecem a magia!

● 1 Ano no Facebook e... All Hell Breaks Loose: Zero!

10 outubro, 2011 4 Comentários
Boas pessoal!
Hoje The Grand Chaos comemora o primeiro aniversário da Página do Facebook (não se esqueçam de dar "Like" para todas as exclusividades que só encontram por lá :]) e para marcar esse momento eu decidi (entre outras novidades para os próximos dias :P) introduzir-vos aquele que é a partir deste momento a mascote oficial do blog.

I present you: Kaiser T. Daemon!

Alexandre Drago é um jovem completamente normal que vive uma vida completamente normal. Trabalha na loja de informática Jump, algo que lhe dá para pouco mais que as despesas e está quase sempre em desacordo com os colegas de casa, no que às tarefas domésticas diz respeito. É fanático por música Rock e tem um fascínio pela cultura japonesa, o que se traduz num enorme vício por animes.


Bastou apenas uma noite, que podia ser igual a tantas outras, para virar o mundo de Alex do avesso. Nesse fatídico momento, ao voltar do trabalho, o jovem notou que estava a ser seguido. Alex pensou por um instante aplicar uma técnica de imobilização e tortura que utilizava com frequência num conhecido jogo de porrada, mas desistiu da ideia ao reparar que a sua massa muscular não lhe dava nem a força nem a velocidade necessárias para o contra-ataque.
Tentava despistar o perseguidor, mas acabou por se afastar demais do seu caminho e foi ter a um beco, onde se viu encurralado. Ao virar-se para trás vislumbra vários seres algo desconjuntados e com movimentos irregulares que quase nem se pode dizer que fossem humanos. Os seus olhos reflectiam a luz de uma forma tão felina quanto assustadora e grunhiam entre si de forma bizarra.
Sentindo-se como num filme de zombies, Alex pegou num pedaço de madeira que estava no chão e tentou defender-se daquilo que parecia ser um bando de animais esfomeados a tentar alimentar-se dele, mas estes eram muito mais resistentes do que aparentavam e rapidamente o imobilizam.
Alex mentalizava-se já para conhecer o Criador, quando sentiu algo estranho no seu corpo. Este mexia-se sem lhe obedecer, e em poucos segundos todos os "zombies" estavam no chão a contorcer-se e a desfragmentar-se. Após a estranha visão, o jovem perdeu a consciência.

No dia seguinte, Alex acordou no quarto sem qualquer ferimento ou outro indício do que ocorrera na noite anterior. Concluindo que tudo não passou de um sonho maluco provocado por demasiados filmes e séries de zombies nos últimos dias, preparava-se para mais um dia normal, quando sentiu os seus movimentos presos. O medo não o deixava mover-se. À sua frente estava uma figura humanóide com a cabeça envolta em chamas, que no entanto não emanavam qualquer tipo de calor. A figura aproximou-se e as chamas envolveram-no. Sentiu as forças a faltarem-lhe e perdeu novamente a consciência.
Acordou agora num local estranho e que nunca tinha visto. Era um espaço disforme enorme, com uma esfera no centro onde, por qualquer razão, via o seu apartamento como que através de uma câmara, que se movia e observou umas mãos que pareciam ser às suas a preparar o pequeno-almoço. Ouviu uma gargalhada estridente e no momento seguinte uma nova figura aparecia à sua frente.
Alex não conseguia acreditar no que via. Este novo personagem era um autêntico clone seu excepto nalguns pormenores na face. Usava uma máscara partida que brilhava intensamente, ocupava-lhe metade do rosto e tinha um design que lembrava fogo. Alex notou que a máscara se assemelhava bastante à forma que havia visto antes. Os olhos da criatura fitavam-no e brilhavam num azul intenso. A expressão no rosto do ser tornou-se divertida, o que contrastou incrivelmente com a sua, confusa e assustada.

A criatura apresentou-se como Kaiser T. Daemon, Akuma, um Demónio do Submundo que, em termos de poder, estaria num dos lugares cimeiros dos rankings Demoníacos e que fez parte das Hordas do Rei Demónio, Red Roger. Kaiser explicou que o seu Rei desapareceu, e ele partiu para o mundo humano para procurar pistas sobre o seu paradeiro, mas não tivera sucesso até ao momento.
Os Demónios precisavam de possuir humanos para interagir com o mundo físico, mas todos os corpos que usou até agora acabaram por ficar inutilizáveis após apenas alguns dias por não aguentarem os seus poderes. Alex foi aquele que até agora melhor reagiu ao contacto e o seu corpo não apresentava sinais de stress causados pela possessão - algo com que Alex imediatamente discordou - por isso Kaiser declarou unilateralmente usar o corpo de Alex para continuar a sua missão, sorrindo de uma forma tão assustadora que o jovem nunca imaginou ver o próprio rosto tão bizarramente deformado.
Alex estava em estado de choque com as revelações do Demónio, mas tentou recompor-se e perguntou a Kaiser se fora ele quem o ajudara na noite anterior e se foi apenas por interesse que o salvou. Kaiser ignorou-o e respondeu que o novo Rei tem uma conduta diferente de Red Roger. Ele tem enviado um número cada vez maior de Demónios para a Terra, para roubar as almas humanas de forma a aumentar o seu poder, mas aqueles que ficam sem alma transformam-se naquela espécie de zombies que ataca qualquer coisa para se alimentar.
Kaiser quer encontrar Roger para repor a ordem e nada mais importa no cumprimento deste objectivo.


Depois deste dia nada mais foi o mesmo na vida de Alex Drago. Quando sentia algo de estranho, Kaiser tomava o controlo do seu corpo, a sua máscara de chamas aparecia no rosto e partia para capturar Demónios, matar zombies ou pura e simplesmente divertir-se maniacamente.
Alex e as suas tendências bipolares com uso de "máscaras estranhas" já começavam a dar-lhe problemas e a história ainda nem tinha verdadeiramente começado!

● Coimbra, 10 Anos Depois

11 setembro, 2011 2 Comentários
Hoje, no mesmo dia em que se "celebram" os 10 anos do acontecimento que mudou o mundo, coincidentemente eu celebro também o décimo aniversário do dia que mudou a minha vida: o dia em que me mudei para a belíssima Coimbra.

Há precisamente 10 anos, mais ou menos por esta hora, com os seus 14 anos de experiência acumulada (!) chegava um jovem Roberto à cidade, para se preparar para o novo ano lectivo que começava.
Era uma aventura totalmente nova para o miúdo que deixava a pequena aldeia de Porto de Vacas para estudar na cidade, e que iria viver sozinho num apartamento próximo da nova escola, a Eugénio de Castro. Naquele dia foram feitas as mudanças mais importantes para a casa recentemente adquirida e com uma urgente necessidade de remodelação (vulgo obras!). O mundo mudava lá fora, mudava também na cabeça do miúdo.

O último (e dramático parágrafo) reflete um pouco do que me passou pela cabeça na época, quando não estava assim tão entusiasmado com a nova vida que me esperava (o facto de ter passado a primeira semana sem televisão ou rádio e principalmente sem a PlayStation deixou-me algo deprimido... Já para não falar de não ter água quente... Por outro lado a minha habilidade a cozinhar massa com atum aumentava exponencialmente!).
No dia seguinte começaram as aulas na nova escola, mas aquele primeiro ano não foi de todo brilhante. A adaptação não foi fantástica, os colegas (com uma ou outra excepção) não ajudaram nada e as notas desceram bastante. Depois desse passo em falso, a coisa lá voltou aos eixos e pouco tempo depois percebi que aquele ano fora apenas uma noite, o amanhecer aconteceria rapidamente: o secundário.

Na escola Brotero, motivado pelas artes e pelos novos amigos, aqueles foram três dos melhores anos da minha vida e passaram num abrir e piscar de olhos, entre testes, maluquices e desilusões amorosas, aconteceu de tudo e nada faltou! Entetanto o meu irmão já se tinha mudado para Coimbra e as responsabilidades cresciam. Eventualmente chegou a universidade.
A vida na faculdade é sempre um capítulo importante na vida de qualquer pessoa e no meu caso não é excepção. Entrei no curso de Gestão na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e apesar de não ter sido a primeira escolha e de praticamente todos os meus amigos se terem separado e ido estudar fora de Coimbra, as coisas correram bastante bem.
No ano seguinte o meu pai mudou-se para cá e esta foi também a época em que a mítica banda de Rock, The Supernova 21, espalhavam magia pela cidade fora.

Nos últimos tempos a minha vida dividiu-se entre o Centro Comercial Dolce Vita, onde trabalho, a faculdade onde espero terminar brevemente o curso e o The Grand Chaos, onde passei a fazer patetices como este "textinho"!
10 anos passaram numa velocidade incrível e foram repletos de mudanças, muitos bons momentos que recordo sempre que posso, alguns outros pelos quais espero não passar novamente, mas acima de tudo por experiências através das quais fui crescendo.
A velha página foi virada e uma nova vai agora começar a ser escrita com as aventuras que se seguem com Coimbra (e Porto de Vacas!) como pano de fundo.


Deixo agora uma pequena nota sobre o que verdadeiramente marca este dia:
No dia 11 de Setembro de 2001, 19 terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais a jacto de passageiros.
Dois dos quatros aviões embateram intencionalmente contra as Torres Gêmeas (110 andares) do World Trade Center em Nova Iorque, o terceiro avião caiu no Pentágono, arredores de Washington e o quarto caiu num campo perto de Shanksville.
O total de mortos nos ataques foi de 2.996 pessoas e cerca de 6.291 feridos.


● P.S.: Apenas um pequeno aviso: no próximo mês, a Página do The Grand Chaos no Facebook vai comemorar o 1.º aniversário e eu estou a preparar algumas novidades para apresentar nessa altura. Não se esqueçam de dar "Gosto" para ficarem a par de tudo o que se passa no blog, novidades exclusivas e muito mais! Partilhem com os vossos amigos ok?! Muito obrigado!

● Porto de Vacas

03 janeiro, 2011 2 Comentários
Depois de longos meses de ausência, nada como terminar um ano e começar outro no local onde tudo começou. Hoje estou a escrever-vos do meu quarto, na minha casa, no computador do meu irmão, mas com uma pequena grande diferença, abandonei Coimbra por uns dias para voltar à terrinha: a mítica Porto de Vacas.

Devo dizer que desde o Verão que não punha cá os pés, o que é quase uma blasfémia, tendo em conta que há algum tempo atrás poucos eram os meses (ou mesmo fins-de-semana) em que não dava cá um salto, mas sabe bem voltar desta forma, com a família toda e com saudades para matar.

É interessante como as pequenas coisas que primeiro se detestavam, agora ganharam toda uma nova importância. Já não me importo se está um frio que não se suporta, se a televisão do quarto não funciona, se a internet é... vamos chamar-lhe menos rápida (pelo menos agora temos internet wireless, o que é fantástico, Porto de Vacas rumo ao futuro!), se...
Enfim, tudo isso perde a importância quando se está finalmente com pessoas que não se viam há uma data de tempo (e com os amigos que sobreviveram ao teste do tempo), e se é verdade que o clima não está perfeito para uma boa futebolada das antigas, no lendário (e rachado) campo de cimento que tantos jogos viu, tantos joelhos queimou e tantas vezes nos viu correr para o meio de mato e silvas buscar a bola que fugia fruto da potência (ou falta de pontaria) dos nossos remates, também é verdade que nos nossos tempos áureos estas condições complicadas, meteorologicamente falando, pouco interessavam! Talvez faça um telefonema rápido depois de largar o teclado...

Enfim, foi bom estar de volta mesmo que tenha sido só por uns dias (pois hoje já regresso a Coimbra... o dever chama!) e embora as coisas vão ficando diferentes, aos poucos e sem se notar, dos velhos tempos, foi um recarregar de baterias que, na minha modesta opinião, não se consegue fazer noutro sítio.
Agora só espero não ficar novamente ausente durante tanto tempo, porque dias assim fazem muita falta!

● The Supernova 21

19 abril, 2010 6 Comentários

Por esta altura já todos vocês devem saber quem são os The Supernova 21. Para quem ainda não sabe, esta é uma banda rock da qual sou vocalista e que esteve activa entre 2006 e 2008. O que poucos de vocês devem ter conhecimento é que o grupo voltou recentemente ao activo para um concerto especial!
Pois é, depois de um hiato de quase dois anos, a banda, na sua formação original, recomeçou os ensaios há poucas semanas e está com tudo!

Decidi fazer agora este post não apenas para divulgar um pouco a nossa música, mas também porque nestes últimos dias tenho tido uma média de visitas mais alta que o normal (vá-se lá saber porquê?!) e por isso esta é uma óptima oportunidade para dar a conhecer a todos os novos leitores do blogue os The Supernova 21.

Os leitores mais antigos devem recordar-se de eu ter escrito a biografia do grupo nos primórdios deste espaço, pelo que podem lê-la ou relê-la AQUI e AQUI.


Os The Supernova 21 tocam num género voltado para o pop rock, com alguns traços mais alternativos, num formato habitualmente acústico. É por isso um som leve e descontraído, influenciado fortemente por bandas como Oasis, The Beatles, The Who, The Verve, Kings Of Leon, Snow Patrol, entre outros.

Eu sei que provavelmente, tendo em conta aquilo que conhecem do que habitualmente escrevo, este não seria o género em que esperavam que a banda estivesse enquadrada, mas de facto e independentemente disso, os The Supernova 21 possuem um reportório com um som calmo e agradável, que certamente agradará a muitos de vocês. Apesar de a banda em si não estar ainda completa, pois somos apenas três elementos e ainda procuramos baterista, o som em si já possui uma linha bem definida que não se deverá alterar.


Já sabem que fico à espera das vossas opiniões, críticas e sugestões, por isso façam bom uso da caixa de comentários ok?! xD
Fiquem bem!

● O Fim do Mundo e o Problema do Pinóquio

22 março, 2010 4 Comentários
Não é novidade nenhuma que têm acontecido várias tragédias naturais altamente mediatizados nos últimos tempos. Primeiro foi o sismo do Haiti, depois o do Chile, o desastre da Madeira, entre outros menos importantes.

Existem teorias que suportam a ideia de que a causa disto tudo é o aproximar do terrível ano 2012, a data que os Maias previram ditar o fim do mundo.
Há quem diga ainda que estes desastres são consequência directa da interferência do Homem no equilíbrio natural do planeta. Neste caso, as tragédias são causadas por fenómenos como o Aquecimento Global ou o Efeito de Estufa.
Não tenho nada contra estas teorias ou outras do tipo. Mas eu tenho uma diferente. Para mim existe apenas um culpado para todos os terríveis acontecimentos que têm preocupado toda uma população mundial em busca de respostas (sim, ele é o "Mastermind" por trás de acontecimentos tão terríveis como o "Batman e Robin", o "St. Anger", o "Dragon Ball Evolution" ou o PEC... Tenham MEDO).

Esse ser tão terrível é:

"Mas como raio é que o Pinóquio pode ser o causador de tamanhos tumultos e tão avassaladora destruição?!" perguntam vocês.
A resposta é simples, o boneco de madeira que tão bem conhecemos fez algo que nem Gepetto previra, e isso despoletou toda uma cadeia de acontecimentos que acabou por nos afectar de uma forma devastadora (operação designada também por Teoria do Caos!).
"Mas como é que ele conseguiu tamanho poder?!" interrogam-se os leitores. Bem, essa é a parte fácil! Para isso apenas teve de fazer a seguinte afirmação:

"O meu nariz vai crescer AGORA!"


Nesse momento o fabrico do nosso Universo rompeu-se, provocando o colapso da nossa existência e nada mais voltaria a ser como antes...
Este pequeno paradoxo, meus pequenos Padawans, acontece simplesmente porque o nariz apenas cresce se o Pinóquio mentir, mas caso cresça isso significa que ele disse a verdade, pelo que não pode estar a mentir e não saímos deste loop. Tal situação vai criar um buraco negro na ponta daquele apêndice de madeira que nos vai engolir a todos!
Agora, vamos todos agradecer que o Pinóquio seja apenas uma criatura do reino da ficção e rezar para que nunca se torne num menino de verdade!

● Mudam-se os tempos...

01 março, 2010 4 Comentários
Quantos de vocês não ouviram já aquela conversa dos vossos pais "No meu tempo as coisas eram diferentes...", ou "Quando eu tinha a tua idade era muito pior..."
De facto as coisas eram diferentes e actualmente temos muitas vantagens em relação ao "antigamente", mas nem tudo foram inovações positivas... Olhemos alguns casos:


Caso n.º 1: João e Pedro andam à porrada na escola.
1995 - A turma junta-se à volta deles, cada um a torcer pelo seu favorito. Pedro vence a luta. João e Pedro apertam as mãos e tornam-se grandes amigos.
2010 - O director da escola chama a polícia. João e Pedro são presos. Acusados de distúrbio e violência, são ambos expulsos da escola, mesmo que tenha sido o João a começar.

Caso n.º 2: David não consegue ficar quieto na aula e incomoda os colegas.
1995 - David é levado ao Conselho Executivo e tem uma boa conversa com o director da escola. Volta para a aula, senta-se e não incomoda mais ninguém.
2010 - David recebe doses cavalares de anti-depressivos. Eventualmente transforma-se num zombie. Faz testes médicos para verificar se não é hiperativo e/ou depressivo. A escola ganha um balúrdio do governo por causa da sua doença.

Caso n.º 3: José parte a janela do carro do vizinho e apanha do pai.
1995 - José aprende a ser mais cuidadoso, cresce normalmente, vai para faculdade e torna-se num bem sucedido empresário.
2010 - O pai do José é detido por violência doméstica. José é levado para um reformatório e junta-se a um gang. O psiquiatra do governo afirma que José sofreu abusos sexuais no passado, e o seu pai apanha 25 anos de prisão. A mãe de José tem um caso com o psiquiatra.

Caso n.º 4: Tiago tem uma dor de cabeça e leva uma aspirina para a escola.
1995 - Tiago divide a aspirina com a professora de Português ao ver que ela não se sente bem. Ela agradece.
2010 - A polícia é chamada, Tiago é expulso da escola por tráfico de drogas. A sua casa é revistada atrás de drogas e armas.

Caso n.º 5: Nuno cai enquanto brinca e fere-se no joelho. É encontrado com a professora Maria, que o abraça e conforta.
1995 - Em pouco tempo, Nuno sente-se melhor e volta a brincar.
2010 - A professora Maria é acusada de violação de menores e não só perde o emprego, como vai parar à prisão acusada de pedofilia. Nuno passa 5 anos em terapia para recuperar dos danos psicológicos sofridos.


Estes são exemplos ligeiramente extremos, mas o que eu acho assustador nisto tudo é estarmos a caminhar numa direcção em que estas coisas podem mesmo vir a acontecer!
É um retrato triste da nossa sociedade, mas ainda pode ser travado se as pessoas pensarem um bocadinho na vida... o problema é que... bem, são pessoas!
Acho que a lição a tirar daqui é: não sejam pessoas como as outras pessoas e a coisa é capaz de correr bem. Have fun!

● Nerds... O futuro?!

13 novembro, 2009 7 Comentários
Se alguém se virasse para mim e dissesse que os chamados "nerds" ou "geeks" estavam na moda... a minha primeira reacção seria rir-me um bocadinho, mas depois de reflectir um pouco... poderá ser mesmo verdade?!


Bem, para evitar confusões vou tentar fazer uma breve explicação: estes nerds de que falo não são aqueles cromos com cabelinho lambido, óculos maiores que a cara, camisa de xadrez, rato de biblioteca, sem vida social e a quem ninguém liga nenhuma sem ser os bullies para lhe dar porrada!
Os nerds de que falo não são tão "extremos"... são apenas pessoas normais possuidoras daquilo que se denominava de "cultura nerd" (categoria na qual eu me enquadro :P) e que hoje em dia já é conhecida como "cultura pop".
Como vocês já devem estar a perguntar-se onde é que eu quero chegar com isto, a verdade é que esta cultura nerd actualmente está por todo o lado, mesmo sem darmos por ela ou sequer fazermos ideia de que existe!

Para dar um pequeno exemplo, basta olhar para a indústria do cinema: nos últimos anos principalmente, têm saído várias películas com orçamentos impressionantes, directamente de histórias de banda-desenhada (Spider-man, X-Men, Batman, Superman), videojogos (Resident Evil, Tekken), livros (basta falar no Senhor dos Anéis, anteriormente considerado uma das grandes bíblias dos nerds, tornou-se num autêntico fenómeno da cultura pop depois do lançamento dos filmes, mas não, o Crepúsculo não conta...) e até mesmo de desenhos animados (há alguém que não tenha visto, ou pelo menos tenha tido um bocadinho de curiosidade em ver Transformers?!) e a grande maioria foram sucessos estrondosos e imediatos!
O mesmo acontece nas séries televisivas: CSI, Lost, Dr. House, Heroes, Smallville, Chuck, Fringe ou The Big Bang Theory são alguns exemplos que mostram como os nerds estão em alta! É a única forma de explicar o sucesso destas produções.

Outro exemplo prático são os jogos de vídeo.
Tudo bem, isto pode ser considerado um tema do qual toda a gente gosta e não propriamente um culto nerd, mas a verdade é que com o evoluir dos jogos na última década, as empresas produtoras são autênticas máquinas de fazer dinheiro, e géneros como os RPG’s, que são o género por excelência do nerd, com Final Fantasy como o principal ícone, são esperados com enorme ansiedade e não apenas pelos jogadores fanáticos que aprenderam a falar inglês enquanto jogavam (já tentaram passar um RPG sem perceber nada de inglês?! Não era nada fácil... e falo por experiência própria, na altura os jogos não vinham dobrados, nem sequer legendados...), mas por toda uma comunidade que apenas gosta de um bom jogo de vez em quando.
As mais recentes consolas de última geração, com os seus gráficos que quase tocam a realidade, já deixaram de ser vistas como brinquedos de miúdos, actualmente viciam pequenos e graúdos e são peças quase obrigatórias numa sala de estar devidamente equipada! Se recuarmos no tempo, os Game Boy's foram companheiros de muitas crianças, hoje em dia os seus equivalentes como as PSP's são gadgets que muitos adultos "têm" que obter... e isto são apenas alguns exemplos do que há por aí!

Parece que é mesmo verdade... há um nerd em cada um de nós e, por mais que se negue, ele aproxima-se cada vez mais da superfície... mas será uma tendência a manter?! Será isso algo negativo ou positivo?!

Bem, depois do "fenómeno" emo, que ainda me corrói de cada vez que penso nisso, acho positivo que finalmente se comece a dar valor ao conhecimento e à cultura dos mais variados temas, uns mais que outros obviamente, mas sempre com uma opinião devidamente fundamentada e com o desejo de saber mais.
Se há um tempo atrás, uma pessoa ser considerada nerd era uma das piores coisas que lhe podia acontecer, hoje para muitos é quase um elogio... ok, não vamos levar isto ao extremo, pois tudo o que é demais enjoa, mas acho bonito que finalmente as pessoas possam bater no peito e dizer: "Eu sou nerd, sempre fui nerd e continuarei a ser nerd!", sem ser apedrejado na rua (de qualquer forma convém ter um certo cuidado a escolher a localização adequada para o fazer...).
Acho que isto não será um problema enquanto as pessoas não se começarem a comportar como nerds... fazer o que está descrito no parágrafo acima pode ser um desses comportamentos... por isso cuidado...


Para concluir, sempre ouvi dizer que os nerds dominariam o mundo num futuro próximo... mas quando li que o Obama gostava de Star Trek, e reparei que ele entra numa BD do Homem Aranha, descobri que o futuro chegou mais depressa do que se pensava e afinal isso já acontece!
“Vida longa e próspera e que a força esteja convosco...”

● Há coisas parvas não há?!

10 outubro, 2009 5 Comentários


É verdade que não é meu hábito rejeitar comentários (até porque não tenho tantos leitores como isso e dos poucos que tenho, apenas uma meia dúzia se dá ao trabalho de deixar umas opiniões... apesar de normalmente serem bastante sábios nas palavras!), mas como também não aprecio insultos, sejam eles de que naturaza forem, há já algum tempo que tenho recusado comentários de um certo "anónimo", que aparentemente já se deu conta disto. Desculpa lá, meu.


Tomei esta atitude em primeiro lugar porque não simpatizo com pessoas que passam por aqui apenas para se armarem em parvas e em segundo lugar para não transformar as caixas de comentários em batalhas campais.
Além disso, há que ser minimamente selectivo e como eu disse logo no primeiro post, eu criei o blog apenas para me divertir e fazer palermices, logo não estou para me chatear com um indivíduo que só está interessado em ser viperino.

Eu apenas quero deixar claro que aceito e agradeço as sugestões e críticas que forem feitas, e acho isso bastante saudável, embora dê por mim às vezes a perguntar-me como é possível alguém levar a sério, ou mesmo interessar-se por aquilo que escrevo... mas essa não é a questão essencial... O problema é quando se atinge um nível em que "alguém" entra aqui apenas com o intuito de destruir, e é normal que eu não dê valor a essas mesquinhices.

Neste caso concreto este "anónimo" começou por fazer comentários com pequenas bocas que, não sendo muito graves e, na altura sem lhes ligar a devida importância, acabei por deixar ficar e estes ainda podem ser lidos aqui e ali. Os últimos é que foram bastante mais violentos e partiram para o insulto gratuito, do nada e sem razão aparente pelo que, se não fossem tão absurdos só podiam dar vontade de rir, de tão parvos que eram.


Para ver se coloco um fim a isto (ou talvez dar início a uma nova ronda de apedrejamento) decidi escrever este texto a ver se esclareço as dúvidas que o caro "anónimo" possa ter. Não que seja de extrema importância fazê-lo, mas acho que vale sempre a pena tentar... Queria também aproveitar para sublinhar que ninguém é obrigado a ler estes devaneios. Quem não gosta pode sempre sair e ir à sua vida... Agora isso não dá o direito a ninguém de insultar e provocar os outros só porque sim e é engraçado.

Tenho a certeza de que a mensagem foi entregue ao destinatário e em breve serei injuriado novamente por este "desconhecido" que, vendo bem, até contribui com algumas visitas a este modesto espaço. Por isso aproveito para lhe dedicar este pequeno texto que recebi por email e cujo original pode ser encontrado no blog In-Provável. Agradeço novamente ao "anónimo" que terá enviado o link deste post ao autor do "In-Provável", pois graças a ele fiquei a conhecer o criador deste guia magnífico. Desta forma será possível a esse jovem apurar a sua forma de insultar as pessoas que o rodeiam para evitar desfechos desagradáveis como este. Espero no entanto que esta atitude não leve a que toda a gente a partir de agora lhe siga o exemplo apenas para ter um texto dedicado no blog... Vamos lá a ter juízo! :P


A Arte de "Bem Vituperar"


'Para que seja possível vituperar alguém com alguma dignidade e inteligência, não basta o palavrão batido, a expressão ordinária e repetida, a referência aos parentes próximos ou o achincalhamento próprio dos simplórios e dos parlapatões sem ideias. É necessária alguma arte e estilo; é necessário que se possuam recursos linguísticos e imaginação suficiente, para poder improvisar metáforas inteligentes.

São estas metáforas que muitas vezes constituem autênticos homicídios de personalidade para o vituperado mas que ele, apesar de tudo, pode tolerar sem a verdadeira e irreversível ofensa.

A arte de bem vituperar é sempre uma demonstração de agudeza de espírito por parte de quem em determinada altura sente necessidade de dizer a outrem o quão mau, baixo, ou estúpido é, ou está a ser momentaneamente.

O vitupério demonstra, quando inteligente, uma boa integração social, humor, capacidade de análise e de reacção a factos adversos. O insulto, se inteligente, é libertário, democrático, humanista e terapêutico.

O vitupério, não é desprezível nem deve ser desprezado. Não se deve jamais confundir o “bom vitupério” com ordinarice, demência, saloice ou vulgaridade. O “bom vitupério” é insolente, é malicioso, é diabolicamente perverso e ao mesmo tempo elegante e quase aristocrático.'

● Back to College

08 setembro, 2009 2 Comentários


Parece que sim, foi bom enquanto durou, mas agora as férias acabaram e é tempo de voltar ao trabalho!

Acho que não erro quando digo que toda a gente acha que as férias foram curtas e alguns de vocês provavelmente têm aquela ideia de que precisam de férias para descansar das férias (eu acho que dava jeito), mas quaisquer que sejam as condições em que nos encontremos, já sabíamos que este dia ia chegar e vimos a preparar-nos psicologicamente para ele há semanas enquanto queimámos os últimos cartuchos de descanso/loucura.

Agora, de baterias carregadas chega a hora de mostrar ao mundo que vamos recuperar o ritmo e voltar aos tempos de glória em que nos levantamos cedo, passamos horas enfiados num qualquer edifício a fazer coisas que provavelmente não nos vão servir de nada porque assim que acabarmos o curso, vamos parar ao desemprego...



É verdade que assusta um "bocadinho" saber que depois de tanto estudo (festas, convívios, etc.) vamos chegar ao fim e só uma pequena meia dúzia de licenciados vai encontrar o tal emprego que todos pretendiam.

Este é o espírito que toda uma nação vai tentar contrariar quando se voltar a enfiar nas salas dessas faculdades pelo país fora, que vai fazer de tudo em mais um ano lectivo para não se ficar para trás neste gigantesco jogo das cadeiras, porque afinal o que todos querem é completar o curso não é?! (Nem que seja apanas para que na eventualidade de serem presos terem o direito de ficar numa cela separada!) É uma grande conquista no final de contas pois haverá sempre uma caixa de supermercado à espera do mais recente licenciado (espero que exista pelo menos isso...)!!!


Bom vou tentar deixar de ser tão melodramático, e tentar pensar nisto apenas quando a hora chegar, afinal há que pensar numa coisa de cada vez e o que estou a pensar neste momento é que com o regresso da faculdade e das aulas, regressa também finalmente a vida a esta cidade de Coimbra, ainda adormecida pelo Verão e pela praia!

Feitas bem as contas, já tinha saudades disto!!!

● Foc(g)o de Problemas

08 agosto, 2009 3 Comentários


O episódio que vou passar a contar passou-se há alguns dias e é digno de uma autêntica overdose de alucinogénios!


Era um dia de férias normal na minha terrinha, a mítica aldeia de Porto de Vacas, até que a minha mãe se lembrou que umas certas propriedades rurais que possuímos estavam a precisar de ter a erva cortada!

Até aqui nada de novo, afinal quando eu vou passar por lá uns diazinhos acabo quase sempre por dedicar algum tempo à agricultura… embora jeitinho para a coisa seja algo que não faz parte do meu código genético! Mas desta vez, tudo parecia destinado a correr mal…


Durante a noite choveu bastante, o que por si só devia ter servido de aviso para não sairmos de casa, mas não! Às 8 e pouco da manhã, e com um pequeno-almoço reforçado, eu e o meu irmão, meio a dormir, com as “máquinas de cortar relva” às costas fizemos a pequena caminhada até ao dito terreno conhecido como “Nave Redonda” (não me perguntem porquê… já tentei descobrir a origem do nome mas o segredo foi perdido há já algumas gerações…), onde a minha mãe se juntaria pouco depois, para dar conta daquela “relvinha” que me dava pela cintura.

Começo a tratar do assunto e a assassinar as ervas daninhas quando as coisas começam a dar para o torto. Primeiro uma das máquinas arma-se em esquisita e não funciona por mais porrada que leve, pelo que tive que fazer o corte sozinho, depois começam a abater-se alguns (pequenos)aguaceiros sobre nós que, como não tínhamos guarda-chuvas, apanhámos uma molha daquelas!

Apesar destas contrariedades, continuámos por lá e a minha mãe teve a ideia (infeliz… e já vão perceber porquê) de fazer uma pequena fogueira para queimar algum do mato que estava a ser cortado. Algum tempo e muitas tentativas depois lá se conseguiu “acender o lume”. É sabido que nesta altura do ano não se podem fazer coisas destas, mas com o tempo horrível com chuva e frio era de pensar que uma pequena fogueira não causasse problemas, certo?!

Errado! Depois de ter ardido durante um bocadinho, eis quando pouco depois chega um carro dos bombeiros altamente equipado para atacar este “foco de incêndio dotado de labaredas enormes”! Aparentemente houve uma qualquer denúncia que alertou os bombeiros, de uma tal maneira que alguns minutos depois tínhamos um helicóptero a sobrevoar-nos de tal forma que eu já estava a pensar que ia tomar novo banho! Só faltou mesmo chamarem o exército!



Perante tal aparato e com a expressão “What the fuck?!” estampada no rosto, a minha mãe foi falar com os bombeiros que ainda sacaram da mangueira para porem termo à fogueirinha que nesta altura já só deitava um quê de fuminho… Os bombeiros acabariam por ir embora pouco depois de esclarecido o assunto, embora ainda pairasse sobre nós o fantasma da coima, no caso de a GNR ter conhecimento do sucedido, mas isso acabaria por não ser problema dados os contactos extremamente eficientes que a minha progenitora possui!

Embora desse a sensação que os bombeiros não tivessem nada melhor para fazer naquele dia e estivessem apenas numa de quebrar a rotina, parece-me que provocar um tamanho escândalo com direito a força aérea e tudo por uma coisinha daquelas é um pequenino exagero! Mas vá lá, parece que este ano não vamos ter problemas com os incêndios, pelo menos com uma celeridade desta envergadura não devemos ter razão para preocupações!

● Finalmente de férias!

18 julho, 2009 3 Comentários

Férias, praia, Verão... Há palavras bonitas, mas estas (entre outras do mesmo campo lexical...) têm um significado especial por estes dias! Peço desculpa pelo meu entusiasmo, mas afinal este dia tão esperado e ao mesmo tempo tão adiado finalmente chegou!... ou vai chegar, pois tecnicamente só entro oficialmente de férias amanhã...


Sim eu sei, alguns de vocês já as estão a aproveitar enquanto eu perco o meu tempo a escrever estas linhitas, mas uma boa parte dos bacanos como eu só agora estão (e de que maneira!) a preparar-se para elas.
Para alguns de vocês estas férias têm um sabor exótico porque vão passá-las a trabalhar. Para outros é apenas aquele merecido descanso do trabalho ou da escola/faculdade. Para uns significa ver aqueles parentes chatos que não viam há séculos, ou então aqueles por quem se esperou o ano todo. E para outros, poucos casos, significa ver ou rever aquela pessoa por quem esperam há que tempos. Não posso dizer que me encaixe directamente em qualquer destas categorias, até porque para mim, férias é muitas vezes sinónimo de tédio. Só durmo, fico no computador, leio um livrito, jogo uma futebolada com o pessoal, dou uns mergulhos, saio de vez em quando, na eventualidade de uma qualquer festinha... mas a maior parte do tempo fico mesmo é sem fazer nada, até porque com a enormidade de calor que se faz sentir nestas tardes espectaculares, ou encontras um qualquer curso de água ou o melhor é ficar mesmo quietinho e esperar pela noitinha!

Então e vocês?! Como é que se estão a preparar?! Ou talvez já estejam de férias há uma data de tempo (bandidos!!!)?!
Eu, particularmente, estou num clima meio... frenético, como demonstrado na figura abaixo...)



Para aqueles que tiveram a paciência de passar por aqui mais uma vez e ler estes meus pequenos (depende do ponto de vista) devaneios, a esses fantásticos e respeitáveis leitores desejo umas óptimas semanas de férias, aproveitem o máximo que puderem da forma que mais vos der na telha.
Para aqueles que já estão de férias, a mensagem é a mesma (bandidos!!!).
Quanto àqueles que não passaram por aqui (que serão amaldiçoados com tempo encoberto e neblina matinal para este fim-de-semana...) não sabem o que perderam, pois não é todos os dias que encontram um conjunto de palavras agrupadas em prosa tão rico em vitaminas, minerais, óleos vegetais e ómegas 3 e 6, para ficarem com um bronzeado bem bonzinho e um corpinho Danone!

Saudinhas a todos vós e aos vossos familiares e amigos incluídos também.

Se coiso tá-se.

Bem-hajas!

● The Supernova 21: A Verdadeira História - 2.ª Parte

10 julho, 2009 6 Comentários

Deixo-vos agora a segunda parte da verdadeira história da fantástica (e quase desconhecida) banda coimbrã The Supernova 21. O que terá acontecido à banda agora que Roberto decidiu sair? Estas e outras perguntas são agora respondidas.

Pode também dar-se o caso em que o caro leitor deste blog se esteja a perguntar o que raio se está a passar aqui?! No caso de não estar familiarizado de todo com este mito da música que foram os The Supernova 21 e ter ficado colossalmente curioso para conhecer os acontecimentos que antecederam estes que vou passar a partilhar, os seus problemas estão solucionados, bastando para isso clicar AQUI para satisfazer a sua fome de informação! Agora que estamos todos finalmente na mesma página vamos a isto! Divirtam-se!


O Pós-Roberto e Alva Rock:
A saída do vocalista poderia provocar o descalabro numa banda comum, mas longe de ser considerada uma banda comum os The Supernova 21 não se deixariam abalar pela saída de Roberto, que continuaria a apoiar a banda mas desta feita nos bastidores, continuando a sua criação de diversas formas de promover a banda, como hi5, MySpace, logótipos, gravação de demos, enquanto Samuel e Rita continuariam a fazer música. Com Samuel a tomar as rédeas da voz depois de algumas audições sem sucesso, a banda iria dar mais um concerto, no Bar dos Camones em Coja, que teria um enorme sucesso e cuja performance seria aclamada pela crítica.

Com o sucesso da banda a aumentar os The Supernova 21 decidiram organizar um evento musical que teve lugar mais uma vez no Bar dos Camones, em Coja e que ocorreu nos dias 28 e 29 de Dezembro de 2007, contando com a presença de vários convidados que tocaram ao lado da banda, tais como Mauro (que teria sido pensado para vocalista) e em várias músicas contaram com Roberto (que desta forma reuniu a formação inicial da banda em palco, ainda que por apenas alguns minutos).
Depois de uma sexta-feira 28 explosiva, com a actuação dos Zag.A.Lot, uma banda de Metal de Arganil, que contava com a guitarra de Sérgio Alves (mais um talentoso amigo de liceu); os The Supernova 21 fecharam o festival no dia seguinte, trazendo a revolução a Coja num concerto fantástico que inclusivamente levou alguns dos presentes a um estado de loucura tal que os poderia ter destruído interiormente, tendo por isso de deixar o recinto. No entanto, estes fãs não precisam de ficar preocupados pois todo o festival foi gravado com qualidade digital, o que permitiria lançar o primeiro DVD oficial da banda, e como tal este fantástico concerto fica recordado para a posteridade (ficaria, mas a gravação foi perdida e nunca recuperada...)!
O sucesso do evento foi tal que foi inclusivamente alvo de reportagem no Jornal de Arganil, jornal de referência da região, num longo artigo que descreveu toda a história da banda, escrito pelo próprio Roberto (embora o seu nome não estivesse na reportagem).

A Última Reunião:
Depois do sucesso do Alva Rock, a banda empenhou-se muito na conclusão da sua formação, mas tal como qualquer guerreiro precisam de descanso! Num desses momentos conhecem Pedro Coelho, um amigo de Mauro, que por coincidência está a ter nesta altura aulas de... bateria! Pedro mistura influências de metal contemporâneo com as raízes clássicas do rock e um talento nato que por si só pode fazer a diferença num grupo como os The Supernova 21!
Com a entrada de um baterista a banda estava quase definitivamente pronta para novos voos, no entanto, ainda faltava algo para que o espírito revolucionário do grupo se reerguesse e ascendesse ao seu lugar entre os grandes da música. Esse momento acontece em Abril quando Roberto se reúne novamente com a banda, após 10 meses de afastamento (salvo a participação durante o Alva Rock) o que viria a iniciar um novo período para os The Supernova 21...
A banda, agora completa, preparava a sua grande apresentação ao mundo e o seu regresso não deixou os fãs desapontados! Com uma estrondosa actuação no Lagar do Alva em Coja, o grupo deixou os fãs em delírio e provou estar melhor que nunca, enfrentando tudo e todos pelo sucesso absoluto! Não há quem os pare agora!
Com mais um concerto a aproximar-se e com uma reputação a formar-se no underground do rock português, temos aqui um caso sério de sucesso, e esta é a altura certa para perguntar: Será que os The Supernova 21 se contentam ao ter apenas o céu como limite?!

Bem, a verdade é que... não foi possível passar sequer dos 500 m. A última apresentação da banda seria de facto no dia 23 de Julho no Lagar do Alva e, devido a causas ainda não totalmente explicadas, mas devidas provavelmente a uma indecisão quanto ao rumo que seria tomado, a desintegração da banda foi o passo que se seguiu, fazendo com que Roberto se afastasse primeiro, seguindo-se pouco depois Pedro e a banda acabaria por nunca recuperar destas perdas, eventualmente desvanecer-se-ia, chegando assim ao fim de uma forma que fez jus ao seu nome...

Esta é a verdade por trás da lenda que foram os The Supernova 21 e estes são os factos que todos ansiavam por ouvir. Depois de revelar toda a história, sem esperar qualquer retorno financeiro, espero ter satisfeito todos os fãs que há muito esperavam uma divulgação oficial, para que o mito nunca seja esquecido!


Agora, para relembrarem (ou ouvirem pela primeira vez) o maior "hit" do grupo, aqui fica um video com a primeira demo da música The Supernova na sua versão acústica!

● The Supernova 21: A Verdadeira História - 1.ª Parte

26 junho, 2009 4 Comentários
The SUPERNOVA 21 foi uma banda de Rock de Coimbra, fundada em 2006 por Samuel Vale e por mim, da qual fui vocalista e que eventualmente se desintegraria em 2008 e esta é a verdade por trás da lenda em que a banda se tornou. Afinal quem nunca ouviu falar dela?!...
Nos sucessos da banda figuram nomes como The Supernova, My Generation, Better Man e Show Me The Way.

Antecedentes:
A experiência de Samuel Vale como guitarrista não se resume apenas ao tempo que passou com os The Supernova 21. A verdade é que este guitarrista cheio de potencial e com um futuro promissor tem já uma longa história musical a contar. Conta com vários projectos que eventualmente chegaram ao fim como os Almost Legal ou os Hot Pipes.
A verdade, no entanto é que Samuel nunca desistiu e, como líder natural que é, sempre seguiu em frente sem olhar para trás.

A formação:
A história desta fantástica banda de rock começa no final de 2006 com o desfragmentar da banda Hot Pipes.
Samuel, decidido a esquecer o fracasso da antiga banda e apostar forte numa carreira musical sólida, decide formar uma banda completamente nova e com um estilo musical bem definido, o seu "ROCK puro", partindo de princípios que gosta de apelidar de "Old School" e com uma forte crítica à nova cultura musical, tendo como influências principais bandas como The Who ou Oasis.
Com o rumo pretendido definido, decide então procurar membros com potencial interessados em fazer parte deste projecto, e não tem dúvidas em convidar o seu amigo de liceu Roberto Gaspar para vocalista, lembrando-se de um comentário feito pela professora de História de Arte de ambos, no 10.º ano, ao ver uma gravação em vídeo de uma música escrita por Samuel e cantada por Roberto, dizendo que este tinha uma boa voz mas que devia treinar mais... vários anos passaram e a voz de Roberto estava no auge, tornando-se numa aposta válida para Samuel, e assim, aceitando imediatamente fundar o projecto, Roberto parte com Samuel à procura de mais alguém que preencha os vários requisitos necessários para fazer parte desta banda de topo.

Poucos dias depois, Samuel lembra-se de uma amiga sua chamada Rita Pedro, que tinha os mesmos gostos musicais e possuía um raro talento, pois além de tocar órgão há já vários anos também sabia tocar guitarra e baixo, o que após a sua entrada a viria a tornar num elemento essencial e preponderante para o sucesso da banda.
A banda eventualmente continuaria à procura de um baterista, o que os conduziria a nomes como João Figueiredo, amigo de longa data de Samuel e Roberto (ainda que tenha sido convidado apenas para tocar como "special guest" em concertos), mas que por um motivo ou outro não se juntaria à banda como membro efectivo.

O início:
Com o trio decidido a levar a banda para a frente era tempo de decidir o nome do grupo, sem esquecer o espírito que os unia, por isso a procura foi longa e, em momentos de semi-loucura imagine-se que até o nome "Evil Scream" surgiu, mas sem surtir efeito. Alguns dias depois, Roberto que, secretamente criara uma lista complexa de nomes em que havia pensado, decide mostrá-la a Samuel. Na famigerada lista constavam nomes como "Old School S.W.A.T." ou "The Supernova 21", e este teve um efeito especial em Samuel, que se recordou da conhecida música dos Oasis - Champagne Supernova - e decidiu de imediato: Este vai ser definitivo! A verdade é que Roberto nem conhecia o nome da música e, quando pensou no nome apenas se baseou no conceito científico do fenómeno da explosão de grandes estrelas; a esse processo explosivo dá-se o nome de Supernova e era isso que Roberto via na música da banda: uma explosão de poder, uma revolução de mentalidades que podia mudar o mundo tal como o conhecemos e esse seria o espírito incutido pela banda (tal ideia foi também representada no logótipo da banda projectado por Roberto logo após a escolha do nome).
Pouco tempo depois, esta junção de talentos dava os seus frutos, através do surgimento de várias musicas, algumas delas tão carismáticas como The Supernova (a primeira música feita pelos três elementos em conjunto e que exprime de forma bem definida o espírito revolucionário da banda), Young People (a primeira crítica social evidente), ou My Generation (esta música com um tom bastante diferente das demais, talvez pelas influências mais pesadas que Roberto trouxe à banda e sugeriu a Samuel durante a composição da musica).

As coisas corriam de feição para o trio porém, Roberto, que pouco a pouco ia tendo cada vez menos tempo para a banda, viria a tomar uma decisão que marcaria o futuro do grupo, ao decidir deixar os The Supernova 21, por "não conseguir conciliar a sua vida pessoal com a música, de tal forma que estava a tornar-se um empecilho quando comparado com o trabalho que os restantes membros estavam a realizar (...) bem como o caminho que a banda estava a seguir se afastava cada vez mais daquilo que ele pretendia tomar musicalmente, tendo cada vez menos a ver com ele. Pensando no melhor para a banda, a saída era a decisão mais racional a tomar..." sendo que a sua decisão se consumaria no dia 30 de Junho de 2006, após um concerto dado pela banda no Ghost Bar, em Penela, na última vez que o trio subiu ao palco em conjunto...


O que vai ser da banda agora?! Conseguirá ultrapassar a saída de Roberto?! Será esta definitiva?! Voltarão os The Supernova 21 aos tempos de glória?! Estas e outras perguntas serão respondidas na segunda parte de The Supernova 21: A Verdadeira História!

 
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