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● "Le Papier Raising Hell: 5WAT" - 3.ª Parte

14 maio, 2010 9 Comentários

Está concluída mais uma aventura fantástica em "Le Papier Raising Hell: 5WAT"!
Creedence Blackmore, o poderoso agente inimigo foi capturado e é necessário interrogá-lo para que os nossos heróis possam descotinar a localização da Sede dos SHADE e destruí-la. Será este o fim?!

Se não leram as primeiras partes da história, podem fazê-lo AQUI e AQUI respectivamente.

Já sabem que podem ler a primeira trilogia de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns" e "Le Papier Strikes Back".

Após a captura de Creedence, Le Papier reuniu-se com os restantes elementos do grupo na sua agência, a Grand Chaos, para decidir o que fazer a seguir.
Ao chegar ao escritório, Velvet estava à sua espera, visivelmente irritada por Papier ter partido para Lisboa em missão, sem a ter informado devidamente, tendo deixado apenas um bilhete escrito. Papier já se preparava para ser agredido quando Velvet se acalmou subitamente ao notar a presença do recluso Blackmore.

Agora que os cinco estavam por fim reunidos, Creedence não conseguia disfarçar uma certa surpresa por não ter eliminado nenhum deles, mas não se mostrou particularmente incomodado.
AK-07 decide comunicar ao General Osbourne o resultado da missão. James fica muito satisfeito por finalmente terem deitado a mão a um dos mais procurados agentes inimigos e poderem usá-lo para obter informações valiosas sobre os SHADE. O General já incumbira os seus agentes de maior confiança com a missão de viajarem até Coimbra para transportarem Osbourne para uma localização segura, a qual deverá permanecer secreta. Era o fim da missão para os jovens.

Blackmore tinha no entanto outros planos. Dizia ter conhecimento de uma célula da Aliança na cidade, aliás era esse o propósito da conferência que conduziu na Universidade: procurar novos talentos e introduzi-los na Sociedade, sendo que o Líder não faltava a essas reuniões de alto nível. Creedence poderia dar todas as informações referentes à célula, mas para isso queria imunidade e protecção. Papier advertiu-o que divulgar estas informações da forma como o fez não foi uma atitude inteligente, uma vez que Park, um exímio conhecedor de artes marciais orientais, conhecia formas muito eficientes de fazer as pessoas deitarem tudo cá para fora, por vezes literalmente.
O agente não se mostrou impressionado, mas observou Park algo ansioso e talvez ligeiramente alucinado, como se estivesse apenas à espera de um sinal de aprovação para “tratar” de Blackmore, e sentiu a pulsação subir. Ao notar a aparente indiferença dos restantes a uma aparente sessão de tortura ali mesmo e naquele momento, acabou por ceder mal viu Park dar um passo em frente, e acabou por dizer tudo o que sabia.

Após Creedence partilhar a informação que sabia, Papier e os restantes fecharam-no num armário e deliberaram as suas opções.
Esta era uma oportunidade única para destruir a Aliança, capturando o seu Líder. Seria provavelmente a única forma de saberem quem fazia parte das suas fileiras, muito embora houvesse uma grande possibilidade de caminharem para mais uma armadilha de Creedence, que já se havia revelado um engenhoso manipulador. A actuação de Papier e Park acerca da tortura foi brilhante, mas isso não queria dizer que o agente dissesse toda a verdade. Tendo em conta que elaborar três atentados apenas para os atrair e tentar destruir não pareceu dar-lhe problemas de consciência, o que poderia fazê-lo?
Por fim decidem investigar a localização que Creedence divulgou, mas enquanto Blackmore não fosse enviado para Lyon iriam apenas monitorizá-la.

Com o aval do General e Creedence num avião a caminho da Interpol, os cinco podiam agora concluir um trabalho que tomou vários meses de intensas investigações. Nessa noite levavam a cabo nova missão e tudo culminou num armazém... vazio.
Durante o reconhecimento ao local, a dúvida surgiu, mas agora parecia confirmar-me: a localização que Creedence havia concedido era um beco sem saída! Levava os jovens até um complexo de armazéns abandonados e aquele que ele havia indicado como a entrada deste ponto de interesse estava abandonado. A única coisa que havia naquele imenso espaço era uma máquina de café encostada à parede.
AK-07 não queria acreditar ter sido gozado daquela forma por Creedence e garantiu que iria tratar dele pessoalmente. Enquanto os quatro rapazes discutiam sobre como foram enganados por Creedence, Magnum decidiu aproveitar que a máquina estava ali e serviu-se de um café curto.
Eventualmente os ânimos acalmaram e Papier decidiu também ele fazer uso da máquina, pedindo para si um “carioca de limão”. Mal o fez, a máquina e todo um pequeno perímetro à sua volta entraram em rápida rotação e Papier foi desta forma transportado para o lado oposto da parede.
Estupefactos com o que acabaram de ver, não foi difícil aos restantes concluírem que a passagem secreta que dava acesso à Célula era activada quando alguém pedia um carioca de limão... Afinal quais são as hipóteses de alguém realmente pensar num pedido desses?

Do outro lado da parede, reunidos novamente com Papier, o grupo entrou num pequeno elevador. Sem botão algum onde carregar, foram automaticamente conduzidos a um nível subterrâneo do armazém, onde esperariam um comité de boas vindas.
Vários guardas que estavam a proteger o elevador prepararam-se para disparar em quem viajasse nele, fosse inimigo ou não. No entanto quando o elevador abriu as portas, este vinha vazio. Os inimigos acharam estranho e três deles aproximaram-se para verificar, não encontrando ninguém. Concluindo que devia ser um qualquer erro do sistema e lançando pragas ao técnico que fez a última verificação, voltaram costas quando o pequeno tejadilho do elevador se abriu e, um a um, os cinco posicionaram-se para a destruição. Quando os agentes inimigos deram por si era já tarde, pois já a dança de balas os havia eliminado.

O caminho a seguir estava traçado, havia um único corredor mas poucos soldados, como se esta localização estivesse reservada apenas aos agentes de Rank mais elevado. Só de vez em quando apareciam seguranças, mas eram rapidamente despachado por alguém do grupo.
Chegados ao fim do corredor, onde, mais uma vez, apenas encontraram uma porta. Abrem-na silenciosa e cuidadosamente. Lá dentro havia quatro agentes inimigos bastante corpulentos, a guardar um homem mais velho que se encontrava na sua secretária em frente a um computador, onde parecia comunicar com alguém.
Haviam encontrado o Líder dos SHADE. O velho empresário estava possesso por tanta segurança profissional não conseguir parar um pequeno grupo de jovens de entrar na Célula. Papier ordenou-lhe que se afastasse do computador, mas o velhote ainda conseguiu premir uma pequena combinação de teclas que provocou o apagamento do disco rígido do portátil e desta forma neutralizar qualquer fonte adicional de informação que pudesse ser útil à Interpol. AK e Park não gostaram da atitude porém, mais importante que o computador era o Líder, e este já não lhes escaparia.

Os cinco reuniram-se durante uns segundos e tiraram à sorte. Sem compreender este comportamento, os inimigos foram surpreendidos quando o grupo se espalhou pela sala a uma velocidade estonteante.
Os seguranças eram extremamente fortes, mas a velocidade dos jovens era muito superior. Arremessado por Papier e AK-07, Park abateu o primeiro inimigo com uma sucessão de golpes precisos e quase indecifráveis em pleno vôo. Magnum disparou punhais tão velozes como balas, que atingiram vários pontos vitais no segundo, que tombou sem esboçar reacção. AK nem precisou disparar o seu revólver, pois um toque no ponto exacto do pescoço inimigo fez todo o serviço por ele. Val Hachi não iria perder numa demonstração de força e golpeou o seu alvo sem piedade, culminando num violento impacto digno de Wrestling.
Papier, desanimado, pois perdera no "Pedra, papel e tesoura", ficou de fora da luta. Deixou então que o terror se apoderasse do Líder, que pareceu aliviado ao ser algemado.

Ao saírem do armazém foram recebidos pelo General James Osbourne em pessoa e pelo seu Esquadrão de Elite que tinha acabado de fazer o reconhecimento do local. O Líder e os agentes capturados seguiram em silêncio, levados pelo Esquadrão, enquanto toda a área foi inspeccionada para terem a total certeza de que nada lhes escapava.
Havia uma razão, no entanto, para Osbourne estar ali - o avião onde Creedence seguia foi abatido de forma desconhecida e a Interpol ainda procurava os destroços, mas a probabilidade de haver sobreviventes era muito reduzida. Suspeitaram que tivesse sido o Líder a dar a ordem, ao saber que Creedence fora capturado. James confirmou que Creedence era o Número Dois da Aliança, pelo que com o seu Líder preso e o seu braço direito morto, os SHADE podiam ter os dias contados.


De regresso a Coimbra, o grupo decide sair para comemorar, pelo que Papier decide levá-los ao seu bar de eleição, o Avalanche 21 de Diego. Combinou com Velvet e também com Trish, pois prometeu contar-lhe todos os pormenores da operação assim que esta estivesse concluída.
Quando chegaram, Velvet já esperava o grupo. Antes de entrarem, lembrou-se da chegada de uma encomenda ao Grand Chaos. Papier achou estranho, pois não esperava nada, e decidiu ir ver do que se tratava. Ao abri-la, esta continha apenas um DVD sem capa. Um mau pressentimento invadiu-o ao colocá-lo no leitor e, sem grande surpresa, tratava-se de uma mensagem de Creedence Blackmore.
No vídeo, Creedence agradecia a Papier e ao grupo a competência do seu trabalho e congratulou-os pela captura do Líder. Papier percebeu então que Creedence esteve sempre no controlo dos acontecimentos desde o início; permitindo que AK e Park o descobrissem, na forma como os atraiu para os atentados e se deixou capturar, embora esperasse reduzir o tamanho do grupo no processo, para depois conduzir os restantes ao Líder, para que este fosse capturado.
Agora podia finalmente assumir o comando dos SHADE. Despediu-se pedindo a Papier para se afastar desta luta que considerava fútil, caso contrário não hesitaria em exterminá-lo.

Quando se pensava que tudo estava mais calmo, eis que surge uma tempestade no horizonte. Os SHADE não só não foram aniquilados, como se tornaram ainda mais perigosos, agora que Creedence Blackmore estava no comando.
Papier não estava nada satisfeito ao saber que foi apenas uma marioneta nas mãos de um megalomaníaco maquiavélico, mas sorri, pensando que teria sido fácil demais. Creedence revelara-se um verdadeiro antagonista, como nunca havia encontrado. Um mestre de marionetas que deve ser destruído a todo o custo.
Com uma celebração à sua espera, Papier regressa aos amigos para fazer um brinde a mais uma aventura pela frente... 

Para os 5 Wild Attack Troopers há sempre trabalho a fazer!...

● "Le Papier Raising Hell: 5WAT" - 2.ª Parte

30 abril, 2010 5 Comentários
Aí está a tão aguardada segunda parte de "Le Papier Raising Hell: 5WAT"!
Agora que a equipa está completa, eles vão fazer tudo o que for necessário para impedir que os SHADE levem os seus terríveis planos avante!
Serão capazes de travá-los?!

Se não leram a primeira parte da história, podem fazê-lo AQUI.

Já sabem que podem ler a primeira trilogia de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns" e "Le Papier Strikes Back".

A tarde avançava enquanto os jovens se dirigiam aos seus respectivos destinos.
Saíram de Coimbra rapidamente após comunicar os detalhes da missão ao General James Osbourne. James prometeu enviar reforços imediatos e deu carta verde aos jovens para usarem todos os meios necessários que impedissem o sucesso dos ataques aos festivais, onde estavam milhares de pessoas.


Le Papier ficara encarregado do concerto de Lisboa, mas não estava sozinho.
A meio da viagem surgiu Trish, que se tinha esgueirado para o banco traseiro do Mustang, depois de ter espiado o grupo enquanto organizava a operação, e quando se revelou por pouco não foi alvejada pelo surpreendido Papier. O jovem estava pronto para dar meia-volta e deixá-la em Coimbra mas Trish foi persuasiva, e convenceu-o que essa perda de tempo poderia ser decisiva para todas as pessoas presentes no evento.
Trish estava convencida que a cobertura desta notícia podia ser uma óptima forma de impressionar o seu chefe no jornal onde acabara de ser contratada, o “Update”. A presença da jornalista era sem dúvida um incómodo, mas a escolha estava feita e restava-lhe aguentar.

A hora do festival abrir ao público aproximava-se e, em constante comunicação, o grupo tinha que ser rápidos na forma de procurar potenciais ameaças à enorme massa de pessoas que os rodeava.
Os SHADE sempre foram demasiado cuidadosos nas suas abordagens, de forma a não serem associados aos incidentes e nada indicava que desta vez fosse diferente, por isso os jovens decidiram procurar em pontos em que apenas a organização dos espetáculos podia estar presente. Era um risco agir como se os três atentados realizassem da mesma forma, mas era a melhor forma de começar.


Val Hachi e Magnum foram os primeiros a chegar ao destino. Deixaram a Honda CBR 1100XX Super Blackbird ainda longe do local, para não comprometerem a sua segurança, e depois de observarem um adepto dos Super Dragões ser eletrocutado pelo sistema de protecção da mota, quando este tentava sentar-se nela para tirar uma foto para o Facebook, lá entraram à socapa no festival para rapidamente investigarem as várias ameaças possíveis.
Passado pouco tempo, também Papier chegou por fim ao seu destino e obrigou Trish a esperar no Mustang, prometendo dar-lhe em troca uma descrição detalhada dos acontecimentos assim que o trabalho fosse concluído, ao qual ela acedeu. Papier dirigiu-se ao concerto e, depois de se desembaraçar de alguns seguranças que guardavam a entrada, entrou na zona V.I.P. do complexo.
Esta era uma noite dedicada ao hip-hop, pelo que, de quando em vez, Papier viu-se obrigado a provocar o adormecimento de um ou outro “hip-hopper” mais irritante, era simplesmente mais forte que ele. Eventualmente a investigação rendeu frutos, pois reconheceu alguns elementos menos apropriados, presentes numa zona dedicada ao camarim dos artistas.
Papier esboçou um sorriso, pois só mesmo um "hip-hopper" se venderia por meia dúzia de “pedras castanhas” para permitir que tipos tão obscuros como os agentes inimigos dos SHADE pudessem alegremente provocar destruição.
Imediatamente comunicou ao grupo para se dirigirem primeiramente ao backstage dos palcos e partirem a partir daí.
AK-07 e Park estavam já a chegar à Albufeira, e à praia onde o festival já acontecia, pelo que estacionaram o Aston Martin Rapide e apressadamente se dirigiram para lá, mas viram-se várias vezes interrompidos, pois o sempre galã AK-07 era constantemente abordado por jovens, ou “camones” em bikini, que assistiam ao concerto da banda emo-cionada que se encontrava no palco. Park ainda pensou se James se importaria que ele desse um tirinho no vocalista que choramingava agarrado ao microfone, mas como o que mais queria era afastar-se dali rapidamente, abandonou a ideia.

Val Hachi e Magnum já se encontravam no backstage quando Papier ligou e também eles já tinham tido a sua quota-parte de divertimento, mas no caso foi a ouvir uma banda de Heavy Metal Clássico absolutamente fantástica, os “Evil Scream”, que proporcionavam um espetáculo verdadeiramente impressionante.
Encontraram vários agentes inimigos que passeavam pela Área V.I.P. e que Val Hachi se preparava para eliminar, mas quando este se posicionou para disparar, sentiu o vento cortante dos punhais que Magnum havia disparado com enorme precisão, e que havia liquidado os inimigos. Val Hachi não ficara satisfeito, mas como um outro grupo de inimigos ouviu o barulho e veio verificar o que se passava, contentou-se em eliminar esses. Agora que já se sentia mais leve, a missão podia continuar.
Papier já havia conseguido evitar confrontos com vários grupos, quando descobriu uma sala fortemente vigiada. Preparava-se para atacar furtivamente, quando verificou que havia passos a segui-lo.
Recuou e verificou ser Trish que não cumprira a promessa e usava o telemóvel para filmar à distância o percurso de Papier, que ficou furioso com a atitude da jovem que os podia colocar aos dois em perigo. Depois de um silencioso raspanete, conformou-se com a situação em que se encontrava e decidiu-se a não perder mais tempo, sob pena de falhar a infiltração. Como um predador, saltou sobre os seguranças e derrubou-os um a um.
Quando terminou, Papier voltou-se e deu com Trish a filmar tudo com enorme excitação. O desespero começava a tomar conta dele.
AK e Park tiveram um percurso relativamente calmo, com vários inimigos a tentar intrometer-se no seu caminho, mas a dupla eliminou-os facilmente. Chegavam por fim a uma porta que dava acesso ao topo da construção que compunha o palco, onde encontraram dois agentes inimigos a observar, e quando detectaram os intrusos prepararam-se instantaneamente para atirar. Os quatro apontaram as armas ao respectivo grupo oposto, encontrando-se num impasse.
Os agentes inimigos identificaram-se como Griffin Grohl e Drake Cobain e reconheceram AK-07 e Park como agentes da Interpol, clamando que as suas investigações começavam a tornar-se num incómodo e esta coincidência era perfeita para acabar com eles.
AK e Park não se mostraram surpreendidos pelo conhecimento dos inimigos, só mostrava como todo o sistema estava corrompido pelos SHADE.

Val Hachi e Magnum seguiram o caminho através de uma cave que dava acesso a uma zona sem iluminação. Val Hachi ouviu passos na sua direcção mas, quando apontou a lanterna, só viu Magnum ser projectada contra a parede e cair ruidosamente no chão. Val Hachi estava furioso e procurou o inimigo pela sala obscurecida. O oponente congratulou-os pela forma como passaram pelos restantes soldados e emergiu da escuridão. Phoenix Harris garantiu-lhes que o percurso deles chegara ao fim, pois os SHADE não mostravam misericórdia.
Val Hachi decidiu por fim desligar a lanterna e atacar o oponente utilizando o seu método, conseguindo desferir um potente soco que fez o adversário tombar com um estrondo. Magnum reergueu-se por fim e conseguiu então descortinar a localização de Harris, disparando em seguida um dos seus punhais que lhe acertou no ombro, provocando uma exaltação de dor e novo soco de Val Hachi. O agente bateu em retirada aos encontrões pela cave obscura, mas não sem antes activar um dispositivo.
Val Hachi temeu o pior, e tentou desarmar o que pensou ser uma bomba, mas sem sucesso. Não viram outra opção a não ser saírem dali o mais depressa possível, mas a cave fora trancada por Harris. O jovem perdeu a paciência e investiu com toda a força sobre a porta, uma e outra vez, até que esta não resistiu e escancarou-se. Os dois correram na direcção do palco para avisar as pessoas para se afastarem o mais rapidamente possível dali, antes que o curto tempo de que dispunham terminasse.
Desesperados, quando chegaram ao palco e o tempo terminava, apenas viram o fogo-de-artifício, que estava previsto para o fim do concerto, ser disparado.
Sem perceberem o que se passou voltaram à cave que encontram tal como deixaram, sem quaisquer pistas ou rasto do inimigo. Resta-lhes agora esperar pelos restantes grupos para tentar encontrar uma explicação para este bizarro incidente.

AK e Park continuavam num impasse com os SHADE, até que Grohl decidiu baixar a arma. Este acto distraiu a dupla por um mero instante, que Cobain aproveitou para disparar contra uma caixa que se encontrava por perto e que provocou uma pequena explosão de fogo-de-artifício que fez tremer o telhado. Quando AK e Park se voltaram os SHADE já tinham desaparecido mas, sem tempo para respirar, o chão debaixo dos pés dos agentes cedeu com os fogos e os dois caíram desamparados no palco.
O público vibrou com o acontecimento, pensando assistir à queda de roadies distraídos e apanhados desprevenidos pelos fogos-de-artifício. AK e Park cumprimentaram o público e ainda meio desorientados deixaram o palco.

Papier e Trish ainda investigavam o backstage até que chegaram a um camarim cuja porta estava entreaberta, permitindo-lhes ouvir duas pessoas a falar lá dentro. Papier reconheceu imediatamente uma delas como sendo Creedence Blackmore. Sentindo que poderia capturá-lo, pediu a Trish com toda a seriedade que não entrasse no camarim por razão nenhuma, esgueirando-se furtivamente para o seu interior.
Ao entrar, não ouvindo mais nenhum som, notou que apenas Blackmore estava presente. Adivinhando os acontecimentos, recuou imediatamente, mas Trish já tinha sido feita refém pelo segundo homem que lhe apontava uma arma à cabeça. Creedence surgiu, mostrando-se alegre com aquela pequena reunião, pedindo desculpa por partir de forma tão apressada.
Preparou-se para partir, mas acabou surpreendido. Papier fez um subtil gesto a Trish, que imediatamente o percebe, e se despacha a morder o braço do agente que a segurava. Papier disparou então, primeiro sobre pé do indivíduo e, depois de Trish se afastar, eliminou-o com um segundo disparo, mas sem nunca perder Creedence de vista, que ainda se mostrava incrédulo com a cena a que acabara de assistir.

Papier confronta Creedence com a informação relativa aos atentados, mas o prisioneiro, sorrindo calmamente, afirma que foi apenas uma forma de atrair Papier e os amigos.
Blackmore detectou as escutas, mas decidiu entrar no jogo e, sabendo que a Interpol não enviaria outros reforços por não confiar na própria equipa, planeou uma forma de os separar e eliminar durante aquilo que pareceria um trágico acidente sofrido por jovens que assistiam a um concerto.
Papier algema-o e transporta-o para o seu escritório em Coimbra, de onde seria transferido ao General Osbourne assim que possível, a fim de ser interrogado.


Esta missão foi concluída com enorme sucesso, agora que têm na sua posse uma peça tão importante como Creedence Blackmore sob custódia.
Esta é uma oportunidade única para obter informações de um importante membro dos SHADE, de forma a atacar a Aliança em força...

A aventura continua... na terceira parte...

● "Le Papier Raising Hell: 5WAT" - 1.ª Parte

16 abril, 2010 8 Comentários
"Le Papier" está de volta! Depois de esmagar a Organização para sempre, Papier descobre que esta era afinal apenas a ponta do icebergue. Um inimigo muito mais forte e sombrio revelou-se por fim e a verdadeira batalha começa agora!

Já sabem que podem ler a primeira trilogia de "Le Papier" em:
"Le Papier", "Le Papier Returns" e "Le Papier Strikes Back".

"Le Papier".
Principal responsável pela queda da Organização, uma rede de tráfico internacional que actuava em Portugal, descobriu que uma Aliança secreta actuava na sombra de vários governos ao redor do mundo e possuía planos de dominação global.
Decidido a acabar com o problema, Papier dirigiu-se aos seus amigos Angus "AK-07" King e Jon Park, Agentes Especiais da Interpol e companheiros na luta contra a Organização, para lhes falar do que descobrira. AK-07 mostrou-se impressionado com a história, e apressou-se a contar ao seu superior, o General James Osbourne.
O General conhecia o inimigo, mas apenas os seus mais experientes agentes e da sua inteira confiança partilhavam dessa informação. Osbourne pediu a presença dos jovens na Sede da Interpol em Lyon para conhecer os novos factos e definir um rumo a tomar.

A Aliança autodenominava-se S.H.A.D.E., a Sociedade da Heróica Aliança de Desenvolvimento Elevado, era formada por vários Conglomerados Empresariais extremamente poderosos e influentes, e vem sido combatida pela Interpol e por outras agências internacionais há décadas, mas as investigações nunca tiveram o sucesso desejado, estavam sempre um passo atrás dos inimigos e o máximo que conseguiram descobrir foi que a SHADE actua com base em células semi-independentes, os agentes de campo comunicam com o seu Presidente de forma muito indirecta e muito raramente partilham informações entre si. Começaram então a suspeitar que a Interpol estava corrompida e passaram a trabalhar com maior reserva, mas havia já muito tempo desde que conseguiram avançar nas investigações e as vozes que diziam tratar-se apenas de mais uma Teoria da Conspiração ganhavam força.
O ataque ao Edifício NOVA, no qual Orlov Kalashnikov foi morto e Papier escapou por pouco, foi a primeira vez que a SHADE se revelou e atacou abertamente, o que mostrava algum nervosismo por parte do seu Líder, justamente o que Osbourne queria ouvir.

Osbourne incumbiu a AK e Park a tarefa de liderarem o combate à SHADE e fazerem os impossíveis para desbloquear esta investigação. Papier regressou a Coimbra confiante que estas novas pistas poderiam ajudar a derrubar este adversário obscuro.
Vários meses passaram...


Estava um dia soalheiro em Coimbra, mas a calma primaveril foi perturbada por passos ruidosos.
Uma jovem dobrava a esquina apressadamente, mas abrandou para observar um pequeno prédio por alguns instantes, hesitante. Ao olhar em volta notou um carro clássico que lhe chamou imediatamente à atenção: um Ford Mustang ’65 Fastback negro. Sorriu ao notar uma pequena placa, aparentemente recente, onde se lia “Grand Chaos”, decidindo-se finalmente a entrar no prédio.
O pequeno edifício parecia ter estado em obras há pouco tempo, mas mantinha um aspecto antigo, como se quisesse reter a essência do passado. O rés-do-chão era composto por um escritório e no primeiro andar parecia haver apenas um pequeno quarto. Estava vazio.

Alguns minutos passaram e, por fim, Le Papier entrava no escritório com uma caixa de pizza na mão. Vinha do bar Avalanche 21, que frequentava assiduamente. Quando a antiga agência ficou em ruínas devido ao ataque de Titan, Papier decidiu mudar a localização; era muito mais conveniente ter o Avalanche do lado oposto da rua. Ao reparar na visita que o esperava mostrou-se agradavelmente surpreendido.
Era Trish Simons, que regressava a Portugal depois de vários anos em Inglaterra, a estudar jornalismo. Com saudades de Coimbra, aproveitou para visitar Papier que não contava com a surpresa. Os dois conversam durante alguns minutos mas Trish tinha de partir novamente, para uma entrevista. Ao sair, cruzou-se com Velvet Valentine, advogada e manager da agência de Papier se entusiasmou ao ver alguém a sair do edifício (Papier não tinha tantos clientes como gostaria).
Quando Velvet entrou, o jovem estava já numa das suas actividades habituais: ler tudo o que era jornal, para tentar descodificar pistas que podiam indicar a presença de uma célula dos SHADE, enquanto saboreava a sua pizza.
Velvet estava curiosa por saber se tinham conseguido uma nova cliente, mas não escondeu o desânimo quando Papier lhe contou que era apenas uma amiga de visita. Os clientes têm sido escassos e a situação financeira estava a tornar-se algo complicada. Papier, no entanto, mostrava-se optimista e acreditava que as coisas mudariam em breve.

No dia seguinte, AK-07 telefonou a Papier com novidades sobre a SHADE. Depois de terem tido acesso a escutas gravadas numa célula da Aliança que investigaram, AK descobriu que um dos seus responsáveis estava em Coimbra para dar uma conferência na Universidade e recrutar talentos para o grupo. AK precisava que Papier se infiltrasse no hotel onde ele estava alojado, para colocar uma nova escuta e terem acesso a novas informações, enquanto ele e Park chegavam à cidade para apoiar na missão.
Esta era a notícia por que Papier esperava! Finalmente, trabalho a sério!

Nessa tarde, Papier contou o sucedido ao velho amigo Diego Brando, dono do Avalanche 21, que se ofereceu para se disfarçar de empregado de hotel e assim ter acesso ao quarto onde Creedence Blackmore, o alvo em questão, ia estar hospedado. Papier relutantemente concordou, mas apenas porque ia estar a controlar toda a situação, para impedir que Diego corresse perigo.
À noite, os dois entraram sem serem vistos no hotel e Papier neutralizou um dos colaboradores do hotel, para que Diego o substituísse. De seguida acedeu à sala da Central de Vigilância para ter os olhos postos em tudo o que se passava. Não havia ninguém no quarto, pelo que o surfista não passou por qualquer apuro para colocar a escuta.
Papier destruiu a gravação das câmaras de vigilância e esta pequena operação ficou concluída, para orgulho e, ao mesmo tempo alguma desilusão, de Diego que esperava um pouco mais de acção.


AK e Park chegaram ainda nessa noite de Lyon, e juntaram-se a Papier que devorava uma pizza, enquanto analisava as escutas desde que Blackmore chegara ao quarto. Não demorou muito até ouvirem algo que lhes chamou à atenção.
A conferência era apenas um "álibi" para a SHADE levar a cabo uma operação que consistia em lançar um ataque num grande festival de música que se iria realizar no dia seguinte em três pontos distintos do país: no Porto, em Lisboa e no Algarve. Este seria apenas o primeiro de vários ataques planeados para os próximos dias, com o objectivo de espalhar uma onda de insegurança, que lhes permitiria lançar um verdadeiro golpe de estado para destronar o actual governo e colocar alguém mais conveniente.
AK pensava em pedir ajuda às autoridades nacionais, mas Papier discordou. Esta gravação era uma prova concreta que a Aliança já controlava vários recursos no país, caso contrário está operação não seria possível. Não havia qualquer tipo de certeza sobre quem era confiável. Park concordou com o detective e os jovens decidem entrar em contacto com o General Osbourne para que envie reforços, mas estes dificilmente chegarão a tempo do dia seguinte.

Entretanto, notaram a aproximação de um veículo. Uma mota parou em frente ao escritório de Papier e dois vultos aproximaram-se, sendo imediatamente reconhecidos pelos restantes como Ian Val Hachi e Lucy Magnum, que o grupo já não via desde que juntos combateram a Organização.
Os dois estavam a morar no Porto, depois de terem estado em viagem pela Europa durante dois anos. Quando souberam da morte de Kalashnikov decidiram voltar a Portugal, convencidos de que algo maior se passava.
Os dois juntavam-se agora à equipa que estava finalmente completa.


Depois de uma noite em que mataram saudades, celebraram e fizeram planos de ataque, o grupo define a missão de cada um para o dia seguinte. Papier rumará a Lisboa, AK-07 e Park dirigem-se ao Algarve e os motards regressam ao Porto.

Os 5 Wild Attack Troopers estão por sua conta nesta arriscada demanda. Sem saberem que adversários que encontrarão no seu destino, a equipa divide-se com a certeza de que o destino de muitas vidas vai depender do seu sucesso.

A batalha vai ter início... Na segunda parte...

 
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