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● "Le Papier Returns: The Four Horsemen" - 2.ª Parte

12 junho, 2009 4 Comentários
Hoje é um dia absolutamente histórico pois a aventura "Le Papier Returns: The Four Horsemen" fica concluída com esta segunda parte cheia de acção e suspense! Se ainda não conhecem a primeira parte da história podem lê-la AQUI!

Por outro lado se nunca ouviram sequer falar desta lenda urbana completamente fenomenal podem ler a sua primeira aventura "Le Papier - The Movie" AQUI!

A noite cobria-se de nuvens, enquanto os jovens se dirigiam ao seu destino. Eles sabiam que podiam não voltar desta aventura, mas directa ou indirectamente estavam todos metidos nela e agora não havia volta a dar.


Penetraram no sombrio edifício e para sua surpresa encontram apenas um inimigo, que os esperava no Hall. Ao remover o casaco branco que o ocultava, apresentou-se com o nome de Lucy Magnum. Sabendo de antemão que Juan havia sido capturado, decidiu esperar que os jovens agissem para acabar com eles pessoalmente, facto que os deixou perplexos.
O grupo preparava-se para tirar à sorte quem combateria Magnum quando Val Hachi pediu a Papier para ficar com a responsabilidade, ao que o trio acede relutantemente. Se os inimigos já os esperavam e haviam feito os preparativos para a sua chegada, então não podiam perder tempo. Felizmente, Val Hachi era um reforço inesperado com que os inimigos não contavam e tinham que aproveitar essa vantagem, a lógica ditava que deveriam seguir em frente.

Val Hachi fica então frente a frente com Magnum, que se revelou completamente inesperada para si. O facto de Lucy ser uma jovem e atraente rapariga não o deixou indiferente e assim que os seus olhares se cruzaram, uma química fora perceptível, pelo que antes de atacar, tentou inutilmente convencê-la da imbecilidade de uma luta sem sentido como aquela, algo que ela interpretou como uma violenta provocação.
Apesar do aspecto da cena, Val Hachi apenas estava a tentar, por todos os meios que conhecia, convencê-la a desistir do combate, para acabar com tudo da forma mais pacífica possível, evitando magoá-la, o que, para seu desespero, não estava a surtir qualquer efeito, muito pelo contrário...


Entretanto, o trio de Papier continuava a missão como o planeado, aniquilando os seus inimigos e subindo até ao piso superior onde se encontrava o que supunham ser o gabinete de Maria e Roger Kalashnikov. Assim que chegaram ao seu destino, destruíram a porta sem piedade.

Val Hachi, por seu lado, estava numa luta bem diferente, tentando demover Magnum das suas intenções de acabar com ele enquanto tenta evitar as suas investidas. Acaba por ver-se obrigado a atacá-la e ganhar alguma vantagem no combate, mas a mercenária preferia desta forma.
Depois de trocarem vários golpes e vendo que os seus esforços para acabar com a luta são inúteis, Val Hachi muda de estratégia, desistindo de lutar e deixando-se atingir pelos golpes de Magnum que fica confusa com o desenrolar dos acontecimentos, não compreendendo o porquê de Val Hachi agir daquela forma, apenas para não a magoar.
A atitude de Val Hachi resultou apenas pelo facto de a jovem não ser propriamente malévola. A verdade ela fora simplesmente contratada pelos irmãos Kalashnikov e esta atitude de Val Hachi estava a mexer com ela, pelo que, dividida entre o profissionalismo e o sentimento, golpeou uma última vez Val Hachi com extrema violência e retirou-se, desaparecendo na sombra e deixando Val Hachi caído. Ainda preocupado com Magnum, o jovem recordou-se dos amigos que poderão precisar da sua ajuda e, a custo, levantou-se o mais rapidamente possível, para se reunir com eles.

Papier, AK e Park chegaram finalmente ao gabinete dos Kalashnikov, onde encontraram os gémeos muito calmos, à sua espera. Felizes por conhecer os jovens causadores da ruína do pai, podiam por fim concluir a sua vingança.
Vão usar Portugal, país onde o pai foi detido, como exemplo para o resto do mundo e depois disso, se este não for libertado da prisão de alta segurança onde se encontra, executarão atentados em Paris e Londres. Os jovens ficaram perplexos com a simplicidade e loucura do plano, mas agora que os irmãos foram encontrados, os seus planos nunca terão sucesso. É neste momento que Val Hachi entra na sala, este instante em que o trio se distrai é o suficiente para os Kalashnikov virarem o jogo.

Com o pressionar de um botão, dezenas de soldados armados surgiram das paredes do escritório, agora completamente atafulhado de pessoas. Seguiram-se disparos em todas direções que tornaram a cena num caos imensurável.
Roger, pensando ter perdido a sua chefe de segurança, soltou uma gargalhada louca enquanto praguejava que já se devia ter livrado dela há mais tempo, pois a sua consciência incomodava-o, logo depois, activou um dispositivo que iria provocar a destruição do edifício dentro de apenas alguns minutos. Os dois irmãos correram para a porta das traseiras situada atrás da sua secretária e escaparam em meio às confusão.
Para os jovens era tempo de sair dali a toda a velocidade, porém, bloqueados pelos soldados, tornara-se quase impossível sair rapidamente e a situação piorou ainda mais quando as portas se fecharam com um estrondo.

O quarteto tentava sobreviver ao tiroteio, e o cerco já apertava, quando os soldados junto ao buraco em que se tornará a porta principal começaram a cair um por um.
Era Magnum que, após ouvir a confissão do seu empregador, decidiu rescindir o contrato e ajudar o grupo a salvar-se. Segundo a ex-Segurança, o elevador onde os irmãos escaparam tinha uma única paragem, na cave do edifício (uma falha que ela já havia apontado, mas constantemente ignorada), pelo que o grupo apenas teria que descer ao rés-do-chão para desta forma os intersectar.


Com a família Kalashnikov prestes a deixar o edifício, uma bala disparada por Papier passa entre os dois, atingindo um dos seus soldados que os rodeava. Este acto deu origem a mais uma dança de balas entre os quatro jovens contra os soldados dos Kalashnikov que aproveitaram para escapar.
Quando chegaram à porta principal, a sua perplexidade ao ver Magnum, que julgavam morta por Val Hachi, era impossível de esconder. Esta confrontou-os com as afirmações feitas no escritório, que eles negaram terminantemente e apresentou oficialmente a sua demissão.
Maria, dissimuladamente, saca então de uma arma oculta para alvejar Magnum, quando é atingida por um tiro e desarmada. Papier e os companheiros já se haviam desembaraçado dos soldados e o disparo preciso de AK-07 deixou a terrorista fora de combate.

Roger, louco de raiva, mas com cinco armas apontadas a ele viu-se obrigado a recorrer a medidas drásticas. Mostrou então um transmissor que possuía na mão esquerda e que estava ligado a uma carga de explosivos acoplados a um colete escondido debaixo do casaco. Ameaçou fazer-se explodir se os jovens tentassem algo menos inteligente e, exibindo um olhar enlouquecido, dirigiu-se para o carro sem nunca deixar de fitar os cinco adversários.
Val Hachi e Magnum estavam resignados com o rumo que a história tomou, mas Papier esperava por uma última hipótese. Fez sinal a AK-07 com o olhar e esperaram alguns segundos, até que o carro de Roger estivesse no ângulo certo para o tiro perfeito. A dupla disparou várias vezes em direcção aos pneus da viatura, fazendo com que Roger perdesse o controlo do veículo que embateu violentamente nos muros que rodeavam o edifício. O choque provocou o capotamento do veículo, ditando a derrota de Roger.
Sem tempo a perder, os cinco tinham de se afastar o mais possível daquele local, antes que a bomba de Roger fosse activada. Apenas alguns segundos depois de conseguirem um local minimamente protegido, todo o prédio era destruído numa violenta explosão, simbolizando também a queda da família Kalashnikov.
Com o sentimento de missão cumprida, no final da noite, os jovens dirigiram-se para casa de Val Hachi para um merecido descanso.

Juan estava ainda amarrado à cadeira e caído no chão, mostrando que os seus esforços para se libertar tinham sido em vão. Mais tarde seria decidido, devido às suas tendências extremistas, colocá-lo num sanatório.
Mais uma vez, AK e Park trataram de tudo com a PJ, omitindo o relacionamento dos restantes com a operação que ocorreu naquela noite.
Val Hachi e Magnum, juntos, rumaram para o Porto e arriscaram uma vida mais pacífica, mas prometeram estar presentes sempre que fossem necessários.


Depois desta aventura rapidamente findaram os dias de férias em Lisboa e os heróis regressaram por fim a Coimbra.
Mas a paz não é eterna e eventualmente dar-se-á o regresso de Le Papier e... The Four Horsemen!

● "Le Papier Returns: The Four Horsemen" - 1.ª Parte

29 maio, 2009 4 Comentários
Hoje apresento-vos nada mais nada menos que a continuação das aventuras de "Le Papier", escrita após o enorme sucesso que foi o filme deste herói lendário (lol) e esta é a sua primeira parte que relata os acontecimentos que levaram Le Papier, AK-07 E Jon Park a conhecer Ian Val Hachi e Lucy Magnum e a sua luta contra os irmãos Kalashnikov.

Se quiserem ler o argumento da aventura anterior "Le Papier - The Movie" dirijam-se AQUI. Have fun!

"Le Papier".
A lenda nasceu quando este jovem misterioso, juntamente com o Agente Especial Angus 'AK-07' King, reuniu provas para tornar possível o desmantelamento da Organização, uma rede internacional de tráfico, que actuava através da conceituada multinacional N.O.V.A. Corp., que escapou por pouco à falência depois deste episódio. O seu líder, Orlov Kalashnikov foi detido e condenado pela Interpol a cumprir pena numa prisão de máxima segurança no Pacífico.
Três anos passaram...


Ao fundo da rua, ouve-se o som de passos apressados surge e um vulto ganha forma. Le Papier, atrasado, dirigia-se para a estação de comboios, onde combinou com Angus 'AK-07' King e o seu parceiro da PJ, Jon Park, apanhar o comboio com destino a Lisboa, onde vão passar uns curtos dias de férias.
Chegados ao seu destino e com as malas já no hotel onde pernoitarão, decidiram dar uma volta pela cidade. Entretanto, Papier recebia um telefonema.
Era Trish, a sua ex-namorada, que lhe ligava de Londres onde estava a terminar o curso de jornalismo. Trish ligou a Papier por ter novidades desconcertantes sobre o caso referente à Organização.

Aparentemente Orlov Kalashnikov tinha dois filhos, Maria e Roger, também eles investigados pela Interpol, por alegadas ligações a terroristas internacionais. Mas o que a preocupava era o facto de terem sido captadas conversas entre os dois irmãos a falar sobre algo relacionado a Portugal. Trish não teve acesso à gravação mas, segundo informações reveladas por uma fonte da Scotland Yard, havia uma forte hipótese dos irmãos Kalashnikov estarem a preparar um atentado em Portugal para se vingarem de Papier e AK, pelo que se passara três anos antes, e o alvo seria o monumento localizado bem à frente de Papier: a Torre de Belém.
AK-07, extremamente tenso, teorizou que, caso as informações fossem fidedignas, o trio poderia já estar sob vigilância e todos sabiam o que estes loucos eram capazes para atingir os seus objectivos.

Os três amigos dirigiram-se de imediato para o hotel, para pensar na melhor forma de lidar com este problema, mas durante a viagem aperceberam-se de estar a ser seguidos.
O suspeito estava bastante mal camuflado, coberto por um sobretudo negro, óculos escuros e uma barba obviamente postiça, pelo que não era necessário ser um espião para perceber algo estranho com ele. O grupo considerou imediatamente tratar-se de um terrorista, provavelmente com ligações aos Kalashnikov e cujo alvo eram eles próprios.
Os jovens apressaram o passo para tentar escapar da zona movimentada em que se encontravam, para depois tentar capturar o terrorista. O plano era arriscado pois escapar por entre tanta gente revelou-se um desafio, principalmente porque tentavam não dar a entender que sabiam dos objectivos do perseguidor. Não podiam correr riscos, pois estes bandidos não tinham propriamente amor à vida e ninguém queria pedaços seus espalhados pela rua, mas não podiam simplesmente disparar sobre ele; o pior podia acontecer.

Enquanto tentavam escapar ao perseguidor, Papier, ao dobrar apressadamente a esquina, embateu com tal violência num jovem que passava, que a guitarra acústica que este carregava caiu no chão com um estrondo e estalou. Papier pediu desculpas apressadamente e os três jovens, sem tempo para mais, continuaram concentrados no seu caminho.
O guitarrista, não contente com o sucedido, saiu no seu encalço para pedir explicações. Correu em direcção a Papier e agarrou-o pelo colarinho, porém, o jovem libertou-se rapidamente, dizendo apenas que não tinha tempo a perder e terminou pedindo para ele os deixar em paz, antes que fosse tarde.
No entanto, esta troca de palavras deu tempo suficiente à figura que os seguia para os alcançar. Este, ao chegar perto dos jovens, praguejou algo numa língua desconhecida e preparou-se para activar um qualquer dispositivo ligado ao seu peito. O trio recuou num salto, pegando nas armas para disparar e eliminar o terrorista, quando repararam num objecto arremessado com enorme violência em direcção à cara do alucinado desconhecido. O impacto deixou-o inconsciente.

O guitarrista acabara de salvar as vidas ao quarteto, ao atirar o seu precioso instrumento musical ao desconhecido, e este percebeu agora o porquê da pressa. Papier agradeceu ao jovem e pediu devidamente desculpas pela sua brutidão de há pouco. AK prometeu pagar uma nova guitarra, no entanto o tempo era escasso e não tinham tempo para lhe explicar tudo o que se passava. Jon intervém na conversa - não sabiam há quanto tempo eram seguidos, por isso o melhor era não pensarem sequer em voltar ao hotel pois podia estar já comprometido. Estavam cercados por problemas.
Os três preparavam-se para acordar o atacante quando o guitarrista ofereceu o seu apartamento, com a condição de conhecer a história toda. Surpreendidos pela proposta, os jovens agradeceram e transportaram consigo o terrorista inconsciente, para o interrogar assim que chegassem. Atraindo frequentemente olhares, aquela curta viagem teve de ser feita ao melhor estilo “Fim-de-semana com o morto”, o que deixou os jovens no humor perfeito para um interrogatório de qualidade.

Ian Val Hachi era o nome do guitarrista que havia salvado a vida dos jovens. Este jovem com raízes inglesas era também oriundo de Coimbra, mas deslocou-se à capital armado com maquetas da banda que liderava para procurar uma editora que os representasse. Depois de conhecer a história da luta contra a Organização e os planos terroristas para a cidade, Val Hachi insistiu em ajudar os jovens, que não tiveram escolha a não ser aceitar, vendo com este novo talento do seu lado as suas hipóteses de sucesso subir exponencialmente.
Era tempo de planear como iriam parar os irmãos Kalashnikov e o primeiro passo a tomar seria forçosamente retirar todas as informações do terrorista que tinham na sua posse. Jon era exímio nessa arte e não demorou a quebrar Juan, o terrorista suicida. Descobriram a localização do Quartel-general dos irmãos, um edifício empresarial localizado na Baixa da cidade, cuja segurança era liderada por Lucy Magnum, uma mercenária que poderia causar-lhes muitos problemas. Juan revelou ainda que a destruição da Torre de Belém ia ser consolidada no dia seguinte, o que não lhes deixava margem de manobra... teriam que atacar nessa mesma noite e, para evitar surpresas, a missão iria ser completamente secreta.


O facto de terem que voltar à acção por razões tão terríveis era algo que poderia atemorizar qualquer pessoa, mas Papier e AK-07 não conseguissem esconder uma certa excitação por estarem presentes em mais uma operação de alto risco. A verdade é que os três anos que passaram foram fracos em termos de adrenalina, a escumalha de Coimbra não passava disso mesmo e nunca constituíram um desafio.
Tinham por fim uma nova aventura e desta vez com reforços de peso. Park, o jovem agente muito hábil e com um extenso conhecimento ao nível das artes marciais e Val Hachi, que havia provado merecer fazer parte deste grupo de elite, ao salvá-los de forma espetacular de Juan.

Agora, com o rumo da missão definido, a acção vai realmente começar!

Continua na 2.ª parte...
 
The Grand Chaos © 2012 | Ready To Rock