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● "Le Papier Strikes Back: Rise Of The Shadow Ring" - 2.ª Parte

29 janeiro, 2010 6 Comentários
É o fim de um ciclo! Hoje fica concluída a épica aventura "Le Papier Strikes Back: Rise Of The Shadow Ring" que marca o final desta espectacular trilogia! Se não leram a primeira parte da história, podem fazê-lo AQUI.

Mas como pode dar-se o caso de não conhecerem as primeiras aventuras deste herói mítico, podem ler ainda as histórias "Le Papier - The Movie" e "Le Papier Returns: The Four Horsemen". Divirtam-se!

Passou uma semana desde os incidentes do teatro.
Le Papier ainda não recuperou completamente dos ferimentos que sofreu, mas já preparava o seu próximo passo e aproveitou estes dias para investigar profundamente.

Durante a última semana, a N.O.V.A. Corp. valorizara imenso em tão pouco tempo, como se um qualquer elemento externo estivesse a fortalecê-la e financiá-la, o que acabaria por permitir o retorno dos negócios obscuros da Organização. O plano de Orlov parecia estar a resultar.
Ninguém tinha conhecimento da sobrevivência de Papier, com excepção de Velvet e Diego que o auxiliaram durante a recuperação, e esse era um segredo que o jovem queria manter bem guardado pois podia ser determinante para a vitória.
Titan era um adversário poderoso, mas tê-lo-ia derrotado não fosse o seu ataque traiçoeiro. A sua ingenuidade quase lhe custou a vida, por isso no próximo confronto não seria surpreendido.

Na noite seguinte, decidido a colocar um ponto final neste terrível inimigo, Papier dirigiu-se a Lisboa no seu Ford Mustang ’65 Fastback, munido de todo o seu equipamento; provavelmente tinha um exército pela frente.
Levava também, na sua mala de guitarra, uma arma que não utilizava desde os seus treinos na adolescência, pois ainda não a dominava totalmente: a "Gunblade" Ultima. Uma híbrida entre espada e revólver, Ultima era destruidora nas duas funções, sendo complementada com uma segunda lâmina mais curta que se pode separar da principal, para usar como espada independente, ou recombinada para forma uma lança.


Tal como previsto, a entrada do Edifício NOVA estava fortemente vigiada.
Papier recuou e destruiu um poste de alta tensão que deixou toda aquela área às escuras. Ao abrigo da noite, aproximou-se furtivamente e abateu os seguranças um por um, sem provocar qualquer som. No Hall do prédio estavam mais seguranças que não vislumbraram o jovem e caíram inanimados à sua passagem. Papier pegou então num dos seus comunicadores e percebeu que reforços vinham a caminho.
Repensando o plano, Papier decidiu parar e atirar a mochila que carregava para o centro do Hall. Mal os soldados altamente equipados chegaram, a mochila abriu-se com um estalo e um gás começou a espalhar-se pelo Hall, deixando-os desorientados. Papier surgiu das sombras e uma chuva de balas teve início, com corpos a caírem a todo o momento. Papier dominou completamente os soldados, usando os vários pilares para se proteger enquanto recarregava as armas e nunca dando tréguas a nenhum dos oponentes.
Longos segundos depois, a dança de balas terminou, a electricidade voltou e o silêncio reinou, enquanto Papier avançava por entre os soldados caídos.
Papier chegou calmamente ao elevador e dirigiu-se desta forma para o andar mais elevado, onde ficava o escritório de Orlov.
A sua performance no Hall havia alertado o edifício, e os Guardas de Elite do Líder aguardavam-no prontos para o encher de balas, mal a porta do elevador se abrisse. Mas em vez disso, quando esta abriu, viram apenas uma mala abandonada. Dois dos Guardas aproximaram-se para ver do que se tratava, quando notaram um som que aumentava progressivamente. Afastaram-se rapidamente mas já era tarde. A mala abriu-se e revelou um potente dispositivo explosivo, e a explosão que seguiu engoliu-os.
Das chamas emergiu Papier, pronto para o confronto com Titan, o último obstáculo no caminho que tinha Orlov como destino.

Abriu calmamente a porta do escritório e encontrou Titan em frente à secretária de um Orlov Kalashnikov visivelmente nervoso.
O Estranho esboçou um leve sorriso e mostrou-se satisfeito por ver Papier em boa forma, pois assim tinha nova oportunidade de o esmagar, mas desta vez lenta e dolorosamente. Papier não se sente impressionado e, sem perder tempo, atira o casaco contra o adversário e investe contra ele. Mal Titan se desembaraçou da gabardina negra e já Papier estava a poucos centímetros de si, sem conseguir sequer vislumbrar o golpe por trás da dor de ser brutalmente atingido por um monumental soco no estômago.
Ainda a contorcer-se de dores e sem conseguir respirar devidamente, Titan praguejou contra Papier e recompôs-se com algumas dificuldades, mas a sua confiança foi quebrada. Para o Estranho, Papier assemelhava-se agora a um gigante e, por mais que tentasse, não encontrava aberturas para atacar. A expressão de Orlov, de tal modo perturbado que estava quase irreconhecível após esta sucessão de eventos, era esclarecedora.
Titan levantou-se e desafiou Papier a um segundo e decisivo assalto. Papier acedeu, desembainhando a Última. Não esqueceu o embate no teatro em que foi derrotado de forma traiçoeira, mas desta vez estava preparado para tudo.
Os dois duelavam ainda mais ferozmente que no seu primeiro encontro. As espadas colidiam agressivamente, mas já não havia dúvidas sobre que levaria de vencido o combate. A superioridade de Papier, bastante mais rápido e ágil que Titan, fazia uma diferença avassaladora.
Orlov aproveitou o confronto para abrir uma porta secreta e escapar dali o mais rapidamente possível e pedir auxílio a quem quer que restasse, abandonando Titan. Ao notar que o combate com o Estranho servia apenas para proporcionar ao seu grande inimigo uma janela de fuga, Papier sorri e decide terminar o duelo. Num último e preciso movimento ataca as costelas de Titan, que perde o equilíbrio ficando à sua mercê, e atira-o ao chão com violência extrema, deixando-o incapaz de se mover, mas com vida.
Papier queria dar-lhe uma nova oportunidade para que ele repensasse as suas escolhas e se decidisse por um caminho que não incluísse o mal. Virou as costas e encaminhava-se para a porta secreta para perseguir Orlov, quando ouviu um estalido.
Titan disparou sobre ele, novamente um ataque cobarde, mas Papier temia este desfecho e esquivou-se ao tiro. Não o eliminara da primeira vez, mas este novo acto de traição mostrou a Papier que não havia salvação para o Estranho e não mais lhe mostraria misericórdia. O seu disparo foi certeiro e Titan caiu.


Faltando apenas eliminar o Líder para pôr fim ao pesadelo, Papier perseguiu Orlov rapidamente através de uma escadaria em espiral que conduzia ao telhado do edifício, que possuía um heliporto e representava a última hipótese de fuga para o maquiavélico empresário.
Papier encontrou-o sozinho no telhado à espera do seu transporte, que ainda não chegara, petrificado. Quando este se virou e viu Papier tão próximo de si, depois de o ter visto desembaraçar-se de Titan sem dificuldades de maior, Orlov sentiu que não tinha saída. Voltou a disparar sobre o jovem, mas o seu terror era tal que a bala passou a metros do alvo, sem sequer assustar.
Papier pediu-lhe para se entregar, pois a Organização estava agora definitivamente exterminada e não havia por onde escapar. Mas Orlov soltou mais uma gargalhada sombria.
Pressentindo que o seu trajecto chegara ao fim, preparava-se para fazer uma revelação tão surpreendente como assustadora.

A Organização era apenas uma parte da “Aliança”, um antigo grupo de Conglomerados Empresariais extremamente poderosos e influentes, que têm vindo a actuar na sombra de vários governos ao redor do mundo, com o objectivo de controlar e dominar a economia dos países em que actuam. Actuavam em grupos independentes e ninguém sabia ao certo quem fazia parte das suas fileiras, esse anonimato era a sua essência.
Orlov era apenas uma célula deste sombrio grupo, que usava a posição privilegiada do país como porta de acesso à Europa. O empresário terminou dizendo que Papier nunca conseguirá travar um grupo tão antigo e imenso, pois os seus espiões foram recrutados entre os melhores do mundo e fazem parte de praticamente todas as estruturas governamentais para eliminar quem criar oposição.

Papier estava estupefacto com o que acabara de ouvir. Seria possível a existência de um poder tão imenso e secreto, ou estará Orlov apenas a tentar confundi-lo para conseguir escapar?
Decidido a tirar esta história a limpo, Papier prenderá Orlov e irá entregá-lo a AK-07, o único agente em quem pode confiar num momento delicado como este, para que a Interpol o interrogue e descubra a verdade. Nesse momento, Papier nota um silencioso helicóptero a sobrevoar o edifício. Não conseguia precisar há quanto tempo os observava. Chegaram por fim os reforços de Orlov?
Era tudo o que o empresário desejava, mas não podia estar mais errado. Usando uma poderosa e igualmente silenciosa metralhadora, rápidos disparos varreram o telhado ceifando a vida de Orlov. Papier conseguiu recuar a tempo de evitar os disparos, mas ao que parecia o alvo primário já fora abatido.
O helicóptero deu meia-volta para procurar Papier, mas o jovem antecipara-se a essa manobra. No momento em que a aeronave estava mais próximo do telhado, Papier saltou lá para dentro, eliminou os agentes sombrios e saltou novamente, antes que pudessem reagir ao intruso. O helicóptero acabou por se despenhar, no topo do edifício.
Orlov estava morto, mas a Aliança era uma ameaça bem real e tinha de ser enfrentada com urgência.


Le Papier conduziu para longe do Edifício NOVA, consciente que de mais uma batalha no horizonte.
A Organização fazia parte do passado, mas uma nova sombra abatia-se sobre ele. Iria reconstruir a sua agência e reunir os Four Horsemen para combater este novo adversário. 
A Aliança é um poder absurdo e secreto. Um exército voltado para o mal decidido a acabar com o mundo como o conhecemos. Este é um desafio extraordinário que Papier aceita de bom grado. Há que detê-los!

A Guerra vai começar...

● "Le Papier Strikes Back: Rise Of The Shadow Ring" - 1.ª Parte

15 janeiro, 2010 5 Comentários
"Le Papier" volta a atacar! Nesta aventura épica que encerra esta trilogia repleta de acção podem acompanhar este mito urbano na derradeira missão contra a obscura Organização (será mesmo o fim?!)!

Se quiserem saber mais, podem ler as histórias anteriores "Le Papier - The Movie" e "Le Papier Returns: The Four Horsemen". Divirtam-se!

"Le Papier".
Este é o nome do jovem que liderou o combate à terrível Organização. Esta rede de tráfico internacional havia sido combatida em tempos por Papier e Angus "AK-07" King, da PJ, que conseguiram reunir provas para capturar Orlov Kalashnikov, o seu líder, e assim desmantelá-la.
Quando os seus filhos Maria e Roger Kalashnikov, tentaram forçar a libertação do pai através de actos terroristas, foi necessário um novo confronto para impedir que os dois maníacos atacassem a Torre de Belém como forma de chantagem. Le Papier e os seus “Four Horsemen” AK-07, Jon Park, Ian Val Hachi e Lucy Magnum conseguiram impedi-los e o pesadelo parecia ter acabado...

Passaram dois anos desde essa fatídica noite em que o ataque dos Horsemen ocorreu. AK-07 e Jon foram convidados a trabalhar na Interpol e Val Hachi e Magnum partiram juntos para norte, enquanto Papier continuava o trabalho em Coimbra.
Agora, uma notícia abalou o mundo. A super-prisão de máxima segurança onde Orlov Kalashnikov se encontrava detido, ao lado de alguns dos mais terríveis criminosos de todo o mundo, foi completamente devastada durante um ataque misterioso e não houve registo de sobreviventes.
Este terrível incidente marcaria o início de mais uma batalha para Le Papier.


Era uma fria tarde em Coimbra.
Um vulto sombrio dobrava a esquina e entrava num pequeno prédio com vários anos que parecia teimar em não cair. O indivíduo entra num pequeno escritório bastante desarrumado, no qual se destacava uma secretária "vintage" no centro da sala, alguns instrumentos musicais bastante bem conservados do lado direito, um velho sofá do lado esquerdo e vários quadros de filmes e bandas rock clássicas pregados na parede. De uma pequena divisão do lado oposto à entrada surgiu por fim um jovem algo atarefado.
Ao ver o Estranho à porta, o jovem atrapalhadamente explicou que a agência não estava a funcionar, por isso não aceitava casos para investigação. O Estranho argumentou que o seu patrão mandou convidá-lo para uma conferência sobre Anarcocapitalismo. Deixou o seu cartão em cima da secretária e saiu do escritório deixando o rapaz confuso com o que se passara.

Ainda a tentar perceber o que se passou, o jovem ouve passos a aproximar-se da agência e intui imediatamente que algo se passa. O Estranho visitante não estava sozinho e aparentemente procurava problemas. Levantou-se rapidamente, vestiu o longo casaco negro e colocou os seus óculos escuros, completando os preparativos para os minutos seguintes.
Pontapeou a porta da entrada e distribuiu pancada nos vários indivíduos que haviam cercado o edifício e se sobressaltaram com o rápido ataque de Le Papier, sendo rapidamente derrotados! No final desta rápida investida do jovem e já com os vários meliantes a contorcer-se de dor, surgiu um luxuoso carro a alta velocidade, cujo tecto se abriu para revelar o Estranho a envergar um lança-rockets imediatamente disparado em direcção a Papier. Este consegue evitar o disparo no último segundo, mas a sua agência é atingida e dá-se um violento estrondo.
O velho edifício estava agora em chamas.
Papier levantou-se cego de raiva mas o carro desaparecera, recordou-se por fim do cartão que o Estranho lhe deixara e entra no edifício para tentar recuperá-lo. De um lado estava um endereço, no lado oposto estava apenas uma palavra escrita à mão: Organização.
Não havia muito que se pudesse salvar do escritório destruído e não tinha a certeza que o seguro cobrisse disparos de rockets, por isso decidiu passar num bar antes de pôr as mãos ao trabalho.


O pequeno estabelecimento, “Avalanche 21”, era altamente baseado nos clássicos “Salloons” do Velho Oeste, excepto obviamente pelo moderno equipamento de som que se encontrava num pequeno palco e que parecia ter sido destruído durante um qualquer concerto Rock na noite anterior.
O dono era um velho amigo de Papier, Diego Brando, um surfista que usou o dinheiro ganho em competições e apostas para restaurar este bar que herdara e desta forma tentar estabelecer-se na cidade. Diego não escondeu a surpresa ao ver Papier cheio de fuligem e cinzas mas, por outro lado, já o vira em situações mais estranhas... Ainda não tinha terminado de servir a bebida, quando uma jovem entrou de rompante, visivelmente abalada e Diego quase partiu o copo que limpava, visivelmente embaraçado.
Velvet Valentine era a manager da agência, e grande amiga de Papier. O jovem ajudou esta advogada, perseguida devido ao facto de se ter oposto à corrupção que alastrava na Câmara Municipal. Depois deste incidente, Velvet decidiu ajudar Papier a montar a sua agência, para ajudar as vítimas do aumento de criminalidade no país, a quem o sistema falhava.

Papier explicou aos amigos o que se passou e o que provocou o estado em que se encontrava e também que vai aceitar o “convite” que recebeu, mesmo sabendo que iria avançar para uma armadilha, era a sua forma de lidar com o problema. Diego não conseguia deixar de estar entusiasmado pelo regresso de Le Papier ao ataque, recebendo como resposta um olhar de repreensão de Velvet, que pediu ao jovem para não o fazer, mas Papier estava decidido.
Sabendo que esta era uma questão de vingança contra ele, Papier só tinha um suspeito: alguém ligado à praga em que se tornaram os Kalashnikov!


O endereço que vinha no bilhete correspondia a um teatro abandonado, nos arredores da cidade.
Nessa mesma noite nebulosa, Papier dirigiu-se a essa localização, disposto a fazer os seus inimigos pagar pelo estado em que deixaram a sua agência e o seu casaco. Ao aproximar-se do teatro, observou cinco corpulentos seguranças a rondar o edifício. Papier moveu-se na sombra e surgiu do nada na frente deles, desembaraçando-se dos indivíduos sem que estes se apercebessem do que lhes acontecera, entrando silenciosamente no teatro.

No interior do edifício degradado, Papier avançou até chegar ao palco principal, que se encontrava parcamente decorado e iluminado, lembrando um navio assombrado. Tornaram-se então visíveis dois vultos recortados na neblina que cobria todo o salão. Papier reconheceu imediatamente um deles.
Era o Estranho que o visitou naquela manhã e destruíra o seu escritório. O indivíduo alto e magro, totalmente vestido de negro, irradiava agora uma aura sombria de intimidação. Titan era o seu nome. Estava acompanhado por um homem de meia-idade, muito bem vestido, com um sorriso na cara. Este penteava o bigode e parecia aguardar ansiosamente por qualquer coisa.
Apresentou-se como Orlov Kalashnikov e declarou ter esperado cinco longos anos para finalmente ter a honra de conhecer Le Papier. Afirmou que iria desfrutar da sua vingança ao destruir totalmente a sua vida, tal como este tentou destruir a sua, e reergueria a Organização para prosseguir com o seu plano original.

Depois do fracasso dos seus filhos para forçar a sua libertação, Orlov decidiu não confiar em mais ninguém a não ser ele próprio.
A administração da N.O.V.A. Corp., a empresa que fora usava como fachada para os negócios obscuros da sua Organização, tinha um líder novo e íntegro, o que dificultou imenso os planos de Orlov mas, detentor de uma grande parte das acções da empresa através de fundos pouco transparentes, a sua influência continuava enorme. Com uma parte considerável dos sócios nas suas mãos, Orlov aguardou que a empresa se restabelecesse depois da crise e conseguiu assim os meios para concluir a sua fuga da super-prisão, antes de esta ser atacada pelos seus soldados pessoais.
Agora, livre mais uma vez, mal podia esperar para retomar os seus negócios obscuros, mas em primeiro lugar, Papier deverá sofrer.

Papier sorriu, não deixaria Orlov concretizar os seus planos, pois já destruiu a Organização uma vez e podia fazê-lo de novo. Orlov afagou a barba farfalhuda e respondeu com o melhor que o dinheiro podia comprar - Titan. Dito isto retirou-se para as bancadas do teatro para assistir ao espetáculo, deixando Papier e o Estranho frente a frente.
Titan, muito calmamente, diz querer testar se as lendas faziam jus a Papier, pois já há muito procurava um adversário ao seu nível, pegando em seguida numa espada e atirando-a ao jovem. Surpreendido, Papier aceita o desafio.

O Estranho desembainhou rapidamente a sua espada e atacou Papier no mesmo instante, que apenas teve tempo de se esquivar como pôde, sentindo o casaco rasgar. Papier confirmou o que soube no momento em que entrou no salão; Titan não era como os soldados comuns, estava muitos furos acima destes, o que tornava o duelo extremamente interessante.
Depois da falsa partida, o duelo parecia ser favorável a Papier, espadachim fenomenal, que impôs a sua técnica precisa e pesada; mas o facto de não conseguir ganhar vantagem forçou Titan a alterar a forma de combater, e o combate ganhou intensidade.
O Estranho pegou noutra espada e atacou incessantemente, enquanto Papier se via limitado a defender como podia as investidas do adversário. No ritmo frenético a que atacava, era uma questão de tempo até Titan perder o fôlego e essa janela de oportunidade tinha de ser aproveitada, por isso Papier adaptou-se e aguentou pacientemente todos os seus ataques. Eventualmente, Titan percebeu a estratégia e enfureceu-se. Papier, nitidamente cansado, mantinha uma defesa sólida e recusava-se a desistir, mostrando que não seria derrotado tão facilmente.
Decidido a não dar hipóteses, Titan fez sinal a Orlov que de imediato disparou sobre Papier, que ainda se conseguiu antecipar mas acabou atingido no ombro e tropeçou. O Estranho cortou então um dos suportes do cenário, que se abateu sobre o jovem, deixando-o caído e preso debaixo do pesado tronco.
Titan mostrou-se enfurecido por ter sido forçado a recorrer a tal artimanha, mas o importante era vencer. O empresário reapareceu e declarou ser altura de finalmente saborear a sua vingança.
Titan acendeu um cigarro e os dois indivíduos despediram-se de Papier. Ao retirarem-se da sala, Orlov queixou-se que o fumo o incomodava, pelo que Titan fez o favor de atirar o cigarro para bem perto de Papier, revelando que toda aquela área tinha sido armadilhada e preparada para destruir todas as provas dos acontecimentos que ali ocorreram.
Ouviu-se uma gargalhada sombria.

Papier permanecia preso, as chamas ameaçavam destruir toda aquela área e este parecia mesmo ser o fim da linha para o jovem. Concentrando a energia que lhe restava, Papier usou a espada como alavanca para o ajudar a levantar o suporte que o imobilizava e conseguiu soltar-se por fim.
Com o fogo a deflagrar sem obstáculos e as saídas bloqueadas pelas chamas, tinha de encontrar uma saída alternativa e escapar rapidamente antes que o fogo alastrasse demais.
Desgastado devido às feridas, ao calor e aos fumos que lhe turvavam a vista, Papier conseguiu trepar a uma janela e escapar. Minutos mais tarde, o antigo teatro ruía por completo.


Le Papier saiu derrotado desta batalha e a Organização parece mais forte que nunca.
O jovem arrastou-se para o seu velho apartamento, onde terá agora que renascer das cinzas para contra-atacar...

Continua na 2.ª parte...

● "Le Papier Returns: The Four Horsemen" - 2.ª Parte

12 junho, 2009 4 Comentários
Hoje é um dia absolutamente histórico pois a aventura "Le Papier Returns: The Four Horsemen" fica concluída com esta segunda parte cheia de acção e suspense! Se ainda não conhecem a primeira parte da história podem lê-la AQUI!

Por outro lado se nunca ouviram sequer falar desta lenda urbana completamente fenomenal podem ler a sua primeira aventura "Le Papier - The Movie" AQUI!

A noite cobria-se de nuvens, enquanto os jovens se dirigiam ao seu destino. Eles sabiam que podiam não voltar desta aventura, mas directa ou indirectamente estavam todos metidos nela e agora não havia volta a dar.


Penetraram no sombrio edifício e para sua surpresa encontram apenas um inimigo, que os esperava no Hall. Ao remover o casaco branco que o ocultava, apresentou-se com o nome de Lucy Magnum. Sabendo de antemão que Juan havia sido capturado, decidiu esperar que os jovens agissem para acabar com eles pessoalmente, facto que os deixou perplexos.
O grupo preparava-se para tirar à sorte quem combateria Magnum quando Val Hachi pediu a Papier para ficar com a responsabilidade, ao que o trio acede relutantemente. Se os inimigos já os esperavam e haviam feito os preparativos para a sua chegada, então não podiam perder tempo. Felizmente, Val Hachi era um reforço inesperado com que os inimigos não contavam e tinham que aproveitar essa vantagem, a lógica ditava que deveriam seguir em frente.

Val Hachi fica então frente a frente com Magnum, que se revelou completamente inesperada para si. O facto de Lucy ser uma jovem e atraente rapariga não o deixou indiferente e assim que os seus olhares se cruzaram, uma química fora perceptível, pelo que antes de atacar, tentou inutilmente convencê-la da imbecilidade de uma luta sem sentido como aquela, algo que ela interpretou como uma violenta provocação.
Apesar do aspecto da cena, Val Hachi apenas estava a tentar, por todos os meios que conhecia, convencê-la a desistir do combate, para acabar com tudo da forma mais pacífica possível, evitando magoá-la, o que, para seu desespero, não estava a surtir qualquer efeito, muito pelo contrário...


Entretanto, o trio de Papier continuava a missão como o planeado, aniquilando os seus inimigos e subindo até ao piso superior onde se encontrava o que supunham ser o gabinete de Maria e Roger Kalashnikov. Assim que chegaram ao seu destino, destruíram a porta sem piedade.

Val Hachi, por seu lado, estava numa luta bem diferente, tentando demover Magnum das suas intenções de acabar com ele enquanto tenta evitar as suas investidas. Acaba por ver-se obrigado a atacá-la e ganhar alguma vantagem no combate, mas a mercenária preferia desta forma.
Depois de trocarem vários golpes e vendo que os seus esforços para acabar com a luta são inúteis, Val Hachi muda de estratégia, desistindo de lutar e deixando-se atingir pelos golpes de Magnum que fica confusa com o desenrolar dos acontecimentos, não compreendendo o porquê de Val Hachi agir daquela forma, apenas para não a magoar.
A atitude de Val Hachi resultou apenas pelo facto de a jovem não ser propriamente malévola. A verdade ela fora simplesmente contratada pelos irmãos Kalashnikov e esta atitude de Val Hachi estava a mexer com ela, pelo que, dividida entre o profissionalismo e o sentimento, golpeou uma última vez Val Hachi com extrema violência e retirou-se, desaparecendo na sombra e deixando Val Hachi caído. Ainda preocupado com Magnum, o jovem recordou-se dos amigos que poderão precisar da sua ajuda e, a custo, levantou-se o mais rapidamente possível, para se reunir com eles.

Papier, AK e Park chegaram finalmente ao gabinete dos Kalashnikov, onde encontraram os gémeos muito calmos, à sua espera. Felizes por conhecer os jovens causadores da ruína do pai, podiam por fim concluir a sua vingança.
Vão usar Portugal, país onde o pai foi detido, como exemplo para o resto do mundo e depois disso, se este não for libertado da prisão de alta segurança onde se encontra, executarão atentados em Paris e Londres. Os jovens ficaram perplexos com a simplicidade e loucura do plano, mas agora que os irmãos foram encontrados, os seus planos nunca terão sucesso. É neste momento que Val Hachi entra na sala, este instante em que o trio se distrai é o suficiente para os Kalashnikov virarem o jogo.

Com o pressionar de um botão, dezenas de soldados armados surgiram das paredes do escritório, agora completamente atafulhado de pessoas. Seguiram-se disparos em todas direções que tornaram a cena num caos imensurável.
Roger, pensando ter perdido a sua chefe de segurança, soltou uma gargalhada louca enquanto praguejava que já se devia ter livrado dela há mais tempo, pois a sua consciência incomodava-o, logo depois, activou um dispositivo que iria provocar a destruição do edifício dentro de apenas alguns minutos. Os dois irmãos correram para a porta das traseiras situada atrás da sua secretária e escaparam em meio às confusão.
Para os jovens era tempo de sair dali a toda a velocidade, porém, bloqueados pelos soldados, tornara-se quase impossível sair rapidamente e a situação piorou ainda mais quando as portas se fecharam com um estrondo.

O quarteto tentava sobreviver ao tiroteio, e o cerco já apertava, quando os soldados junto ao buraco em que se tornará a porta principal começaram a cair um por um.
Era Magnum que, após ouvir a confissão do seu empregador, decidiu rescindir o contrato e ajudar o grupo a salvar-se. Segundo a ex-Segurança, o elevador onde os irmãos escaparam tinha uma única paragem, na cave do edifício (uma falha que ela já havia apontado, mas constantemente ignorada), pelo que o grupo apenas teria que descer ao rés-do-chão para desta forma os intersectar.


Com a família Kalashnikov prestes a deixar o edifício, uma bala disparada por Papier passa entre os dois, atingindo um dos seus soldados que os rodeava. Este acto deu origem a mais uma dança de balas entre os quatro jovens contra os soldados dos Kalashnikov que aproveitaram para escapar.
Quando chegaram à porta principal, a sua perplexidade ao ver Magnum, que julgavam morta por Val Hachi, era impossível de esconder. Esta confrontou-os com as afirmações feitas no escritório, que eles negaram terminantemente e apresentou oficialmente a sua demissão.
Maria, dissimuladamente, saca então de uma arma oculta para alvejar Magnum, quando é atingida por um tiro e desarmada. Papier e os companheiros já se haviam desembaraçado dos soldados e o disparo preciso de AK-07 deixou a terrorista fora de combate.

Roger, louco de raiva, mas com cinco armas apontadas a ele viu-se obrigado a recorrer a medidas drásticas. Mostrou então um transmissor que possuía na mão esquerda e que estava ligado a uma carga de explosivos acoplados a um colete escondido debaixo do casaco. Ameaçou fazer-se explodir se os jovens tentassem algo menos inteligente e, exibindo um olhar enlouquecido, dirigiu-se para o carro sem nunca deixar de fitar os cinco adversários.
Val Hachi e Magnum estavam resignados com o rumo que a história tomou, mas Papier esperava por uma última hipótese. Fez sinal a AK-07 com o olhar e esperaram alguns segundos, até que o carro de Roger estivesse no ângulo certo para o tiro perfeito. A dupla disparou várias vezes em direcção aos pneus da viatura, fazendo com que Roger perdesse o controlo do veículo que embateu violentamente nos muros que rodeavam o edifício. O choque provocou o capotamento do veículo, ditando a derrota de Roger.
Sem tempo a perder, os cinco tinham de se afastar o mais possível daquele local, antes que a bomba de Roger fosse activada. Apenas alguns segundos depois de conseguirem um local minimamente protegido, todo o prédio era destruído numa violenta explosão, simbolizando também a queda da família Kalashnikov.
Com o sentimento de missão cumprida, no final da noite, os jovens dirigiram-se para casa de Val Hachi para um merecido descanso.

Juan estava ainda amarrado à cadeira e caído no chão, mostrando que os seus esforços para se libertar tinham sido em vão. Mais tarde seria decidido, devido às suas tendências extremistas, colocá-lo num sanatório.
Mais uma vez, AK e Park trataram de tudo com a PJ, omitindo o relacionamento dos restantes com a operação que ocorreu naquela noite.
Val Hachi e Magnum, juntos, rumaram para o Porto e arriscaram uma vida mais pacífica, mas prometeram estar presentes sempre que fossem necessários.


Depois desta aventura rapidamente findaram os dias de férias em Lisboa e os heróis regressaram por fim a Coimbra.
Mas a paz não é eterna e eventualmente dar-se-á o regresso de Le Papier e... The Four Horsemen!

● "Le Papier Returns: The Four Horsemen" - 1.ª Parte

29 maio, 2009 4 Comentários
Hoje apresento-vos nada mais nada menos que a continuação das aventuras de "Le Papier", escrita após o enorme sucesso que foi o filme deste herói lendário (lol) e esta é a sua primeira parte que relata os acontecimentos que levaram Le Papier, AK-07 E Jon Park a conhecer Ian Val Hachi e Lucy Magnum e a sua luta contra os irmãos Kalashnikov.

Se quiserem ler o argumento da aventura anterior "Le Papier - The Movie" dirijam-se AQUI. Have fun!

"Le Papier".
A lenda nasceu quando este jovem misterioso, juntamente com o Agente Especial Angus 'AK-07' King, reuniu provas para tornar possível o desmantelamento da Organização, uma rede internacional de tráfico, que actuava através da conceituada multinacional N.O.V.A. Corp., que escapou por pouco à falência depois deste episódio. O seu líder, Orlov Kalashnikov foi detido e condenado pela Interpol a cumprir pena numa prisão de máxima segurança no Pacífico.
Três anos passaram...


Ao fundo da rua, ouve-se o som de passos apressados surge e um vulto ganha forma. Le Papier, atrasado, dirigia-se para a estação de comboios, onde combinou com Angus 'AK-07' King e o seu parceiro da PJ, Jon Park, apanhar o comboio com destino a Lisboa, onde vão passar uns curtos dias de férias.
Chegados ao seu destino e com as malas já no hotel onde pernoitarão, decidiram dar uma volta pela cidade. Entretanto, Papier recebia um telefonema.
Era Trish, a sua ex-namorada, que lhe ligava de Londres onde estava a terminar o curso de jornalismo. Trish ligou a Papier por ter novidades desconcertantes sobre o caso referente à Organização.

Aparentemente Orlov Kalashnikov tinha dois filhos, Maria e Roger, também eles investigados pela Interpol, por alegadas ligações a terroristas internacionais. Mas o que a preocupava era o facto de terem sido captadas conversas entre os dois irmãos a falar sobre algo relacionado a Portugal. Trish não teve acesso à gravação mas, segundo informações reveladas por uma fonte da Scotland Yard, havia uma forte hipótese dos irmãos Kalashnikov estarem a preparar um atentado em Portugal para se vingarem de Papier e AK, pelo que se passara três anos antes, e o alvo seria o monumento localizado bem à frente de Papier: a Torre de Belém.
AK-07, extremamente tenso, teorizou que, caso as informações fossem fidedignas, o trio poderia já estar sob vigilância e todos sabiam o que estes loucos eram capazes para atingir os seus objectivos.

Os três amigos dirigiram-se de imediato para o hotel, para pensar na melhor forma de lidar com este problema, mas durante a viagem aperceberam-se de estar a ser seguidos.
O suspeito estava bastante mal camuflado, coberto por um sobretudo negro, óculos escuros e uma barba obviamente postiça, pelo que não era necessário ser um espião para perceber algo estranho com ele. O grupo considerou imediatamente tratar-se de um terrorista, provavelmente com ligações aos Kalashnikov e cujo alvo eram eles próprios.
Os jovens apressaram o passo para tentar escapar da zona movimentada em que se encontravam, para depois tentar capturar o terrorista. O plano era arriscado pois escapar por entre tanta gente revelou-se um desafio, principalmente porque tentavam não dar a entender que sabiam dos objectivos do perseguidor. Não podiam correr riscos, pois estes bandidos não tinham propriamente amor à vida e ninguém queria pedaços seus espalhados pela rua, mas não podiam simplesmente disparar sobre ele; o pior podia acontecer.

Enquanto tentavam escapar ao perseguidor, Papier, ao dobrar apressadamente a esquina, embateu com tal violência num jovem que passava, que a guitarra acústica que este carregava caiu no chão com um estrondo e estalou. Papier pediu desculpas apressadamente e os três jovens, sem tempo para mais, continuaram concentrados no seu caminho.
O guitarrista, não contente com o sucedido, saiu no seu encalço para pedir explicações. Correu em direcção a Papier e agarrou-o pelo colarinho, porém, o jovem libertou-se rapidamente, dizendo apenas que não tinha tempo a perder e terminou pedindo para ele os deixar em paz, antes que fosse tarde.
No entanto, esta troca de palavras deu tempo suficiente à figura que os seguia para os alcançar. Este, ao chegar perto dos jovens, praguejou algo numa língua desconhecida e preparou-se para activar um qualquer dispositivo ligado ao seu peito. O trio recuou num salto, pegando nas armas para disparar e eliminar o terrorista, quando repararam num objecto arremessado com enorme violência em direcção à cara do alucinado desconhecido. O impacto deixou-o inconsciente.

O guitarrista acabara de salvar as vidas ao quarteto, ao atirar o seu precioso instrumento musical ao desconhecido, e este percebeu agora o porquê da pressa. Papier agradeceu ao jovem e pediu devidamente desculpas pela sua brutidão de há pouco. AK prometeu pagar uma nova guitarra, no entanto o tempo era escasso e não tinham tempo para lhe explicar tudo o que se passava. Jon intervém na conversa - não sabiam há quanto tempo eram seguidos, por isso o melhor era não pensarem sequer em voltar ao hotel pois podia estar já comprometido. Estavam cercados por problemas.
Os três preparavam-se para acordar o atacante quando o guitarrista ofereceu o seu apartamento, com a condição de conhecer a história toda. Surpreendidos pela proposta, os jovens agradeceram e transportaram consigo o terrorista inconsciente, para o interrogar assim que chegassem. Atraindo frequentemente olhares, aquela curta viagem teve de ser feita ao melhor estilo “Fim-de-semana com o morto”, o que deixou os jovens no humor perfeito para um interrogatório de qualidade.

Ian Val Hachi era o nome do guitarrista que havia salvado a vida dos jovens. Este jovem com raízes inglesas era também oriundo de Coimbra, mas deslocou-se à capital armado com maquetas da banda que liderava para procurar uma editora que os representasse. Depois de conhecer a história da luta contra a Organização e os planos terroristas para a cidade, Val Hachi insistiu em ajudar os jovens, que não tiveram escolha a não ser aceitar, vendo com este novo talento do seu lado as suas hipóteses de sucesso subir exponencialmente.
Era tempo de planear como iriam parar os irmãos Kalashnikov e o primeiro passo a tomar seria forçosamente retirar todas as informações do terrorista que tinham na sua posse. Jon era exímio nessa arte e não demorou a quebrar Juan, o terrorista suicida. Descobriram a localização do Quartel-general dos irmãos, um edifício empresarial localizado na Baixa da cidade, cuja segurança era liderada por Lucy Magnum, uma mercenária que poderia causar-lhes muitos problemas. Juan revelou ainda que a destruição da Torre de Belém ia ser consolidada no dia seguinte, o que não lhes deixava margem de manobra... teriam que atacar nessa mesma noite e, para evitar surpresas, a missão iria ser completamente secreta.


O facto de terem que voltar à acção por razões tão terríveis era algo que poderia atemorizar qualquer pessoa, mas Papier e AK-07 não conseguissem esconder uma certa excitação por estarem presentes em mais uma operação de alto risco. A verdade é que os três anos que passaram foram fracos em termos de adrenalina, a escumalha de Coimbra não passava disso mesmo e nunca constituíram um desafio.
Tinham por fim uma nova aventura e desta vez com reforços de peso. Park, o jovem agente muito hábil e com um extenso conhecimento ao nível das artes marciais e Val Hachi, que havia provado merecer fazer parte deste grupo de elite, ao salvá-los de forma espetacular de Juan.

Agora, com o rumo da missão definido, a acção vai realmente começar!

Continua na 2.ª parte...

● "Le Papier - The Movie" - 2.ª Parte

15 maio, 2009 4 Comentários
Hoje fica completa esta grande aventura que já cativou o mundo (pronto, vá ainda não, mas está quase ok?!), por isso aqui fica a segunda parte da história de "Le Papier"...

Para os interessados em perceber minimamente a coisa dirijam-se até à primeira parte da história que se encontra AQUI!

Lá diz o ditado: “Em Abril águas mil!” e, como que pressagiando o que a noite reservaria ao duo, começa a chover abundantemente sobre a capital. O rio Tejo, apesar disso, manteve-se calmo como que se ignorasse a tempestade que se abatia sobre ele, tal como as mentes serenas de Le Papier e AK-07, que se preparavam para a operação que se iria iniciar dentro de instantes sem nada que os distraísse.


Sem plano definido a não ser o óbvio efeito-surpresa, os momentos que se seguiram à chegada de Papier e AK-07 ao imponente Edifício NOVA, a Sede da Organização, só podiam ser descritos de uma forma: carnificina total!
Papier e AK-07 penetram de forma violenta no edifício, eliminando todos aqueles que se lhes opõem! Separaram-se de seguida para procurarem aquilo que ficara conhecido como os "Calabouços da Morte" que, segundo constava em lendas urbanas, estavam escondidos na cave do edifício por trás de uma passagem secreta acessível apenas depois de activado um interruptor no primeiro andar. AK-07 trataria de activar o interruptor enquanto Papier despachava mais alguns guardas que apareciam de múltiplas direcções.

Os dois reencontraram-se novamente e começaram à procura da cave secreta.
Longos minutos se passaram, mas por fim encontraram Trish e resgataram-na para grande alívio de Papier. Alheio aos sentimentos do casal, AK-07 apenas queria saber se a jovem ainda tinha em seu poder o “colar” que representava o objectivo pelo qual se arriscaram tanto, a Pen Drive que podia conceder à PJ provas suficientes para desmantelar a Organização. Ao vê-lo brilhar ao pescoço da jovem, arrancou-o de forma brusca, acto que lhe custou um estalo instantâneo de Trish e um pedido de explicações.
Concordando em explicar tudo à jovem quando saíssem dali, Papier alerta AK-07, ainda aturdido pelo estalo, do som de passos vindos dos andares superiores.

O efeito-surpresa tinha passado. Era tempo de escapar dali o mais rapidamente possível!
Os três subiram as escadas rumo ao rés-do-chão de forma quase sobre-humana mas ao chegar ao Hall de entrada do edifício verificam estar cercados, pelo que teriam de ser tomadas medidas mais extremas. Papier deitou Trish no chão atrás de um pilar e preparou as armas para, em conjunto com AK-07, começar nova onda de destruição bélica!
Abrindo caminho por entre os inimigos, conseguiram chegar à porta de um modo quase milagroso e Papier, instintivamente, atirou Trish porta fora, enquanto lhe gritou que fugisse e pedisse ajuda. AK-07 debatia-se com vários inimigos, mas acabou alvejado no abdómen. Vendo o companheiro gritar de dor, Papier já não escondia a fúria e disparava agressivamente em todas as direcções, enquanto as munições não acabavam. Depois destes segundos loucos, conseguiu uma brecha que lhe permitiu pegar no amigo e os dois saltaram porta fora em direcção ao rio. Trish, que Papier pensou ter escapado, emergiu da sombra e foi preponderante a transportar AK na rápida fuga dos jovens.

Depois de uma corrida louca, os três chegaram ao Parque das Nações e à estação de comboios da Gare do Oriente onde AK-07 pediu a Papier e Trish que partissem para Coimbra sem ele. Papier recusou deixar Lisboa sem o debilitado amigo, pelo que pediu para que reconsiderasse, mas sem efeito.
AK-07 justificou a sua decisão pelo facto de não querer arranjar problemas ao jovem casal. Afinal de contas, a operação que levaram a cabo nem devia ter existido, por isso cabia-lhe assumir todas as responsabilidades e, como tal, todas as consequências (bem como as prováveis recompensas...) desta louca aventura por que tinham passado. Além disso, conhecia uma pessoa em Lisboa que iria ajudá-lo, o seu antigo e algo louco parceiro: Jon Park.

Não conseguindo dormir sem desmantelar a Organização definitivamente, AK-07 fica assim na capital, despedindo-se de Papier com um abraço e preparando-se psicologicamente para a longa noite que tinha pela frente, certamente plena de dor.
Motivado pela missão, Papier decidiu tomar uma atitude para proteger a sua cidade de situações semelhantes. Não iria permitir que voltassem a magoar os amigos!


A vida em Coimbra retomou a normalidade, com ecos vindos de Lisboa a aparecerem em todos os noticiários, dando conta de uma extraordinária operação de desmantelamento de uma Organização internacional de tráfico por um grupo armado da PJ, a Brotero a reabrir portas e consequentemente as férias temporárias dos alunos a chegarem ao fim...
Esta parece ser apenas uma nota de rodapé na Historia, no entanto foi a origem de uma lenda, o vulto negro que se move nas sombras continuava vigilante, a punir toda a escumalha que assombrava as ruas da sua cidade... com Le Papier na vizinhança, passarão a temer o escuro!

● "Le Papier - The Movie" - 1.ª Parte

01 maio, 2009 3 Comentários
Este texto que agora vos apresento é nada mais que o argumento remasterizado do filme "Le Papier", escrito por mim há já vários anos mas que acabou por se perder por razões ainda desconhecidas (o disco rígido do meu PC faleceu). Foi agora recuperado e aqui fica para encanto (ou desespero) dos leitores!

Esta é a primeira parte do enredo e relata os acontecimentos que estão na origem da luta contra a Organização e da aliança entre Papier e AK-07. Para compreensão absoluta do enredo devem ler a segunda e última parte do argumento, que brevemente postarei aqui...

Era apenas mais uma tarde primaveril na cidade de Coimbra.
Porém, esta aparente calma é incomodada pelo aparecimento ao longe de um vulto. Por trás da gabardina negra, dos óculos escuros e dos míticos All Star igualmente negros, Rob "Le Papier" Page emerge. Vindo da escola e a caminho de casa, ao subir a longa escadaria que dá acesso ao seu bairro, Le Papier vê-se atacado por um grupo de assaltantes! Mas se um acontecimento deste tipo perturbaria o comum mortal, o jovem mantém a cabeça fria e livra-se dos cinco atacantes sem quaisquer dificuldades, seguindo o seu rumo depois de tamanha demonstração de poder...
A verdade é que este acontecimento foi apenas o prólogo da epopeia que esperava por Papier e que iria mudar a sua vida para sempre!


No dia seguinte, Le Papier, sem se mostrar preocupado com os acontecimentos do dia anterior, adormece e dá por si bastante atrasado para as aulas.
Quando chega por fim aos portões da Escola Secundária de Avelar Brotero, descobre que esta foi assaltada na noite de sábado passado. A tratar do caso está o jovem Agente Especial Angus 'AK-07' King que, ao ver Papier, intima-o a apresentar-se na esquadra da Polícia Judiciária nessa mesma tarde para prestar declarações, ao que Papier, apesar de desconhecer as razões de tal pedido, acede.

A tarde de segunda-feira em Coimbra estava tudo menos aborrecida. A verdade é que o início de semana é sempre mal recebido pelos estudantes e este assalto dava assunto aos jovens que, subitamente ficaram com a escola encerrada e um mistério por resolver.
Os assaltantes roubaram apenas a secretaria da escola, de onde levaram a maior parte dos documentos presentes relacionados com alunos do 10.º Ano de escolaridade, em especial os de uma turma: a 2C.
Papier não percebia o porquê de a sua turma estar relacionada de forma tão directa com o assalto e o porquê de ter sido intimado daquela forma, querendo respostas.

AK-07 era tudo menos um polícia comum, pelo menos no que respeitava ao seu aspecto físico. O seu rosto magro ladeado por um cabelo negro desalinhado e com um comprimento considerável, rematado por uma barba bastante espessa, dava-lhe um ar de rock star. No entanto, o seu interesse neste caso era total, como se o afectasse directamente. Até agora, mantivera-se calado a observar as reacções de Papier às informações que estava a receber nos relatórios do caso. No entanto, o seu rosto até agora alegre e luminoso apaga-se imediatamente, quando acede a contar o que sabe sobre os bandidos causadores do furto.

Segundo o agente, o assalto estava relacionado com uma visita de estudo que a turma realizou a Lisboa. Um espião da PJ conseguira roubar informações preciosas sobre uma Organização de tráfico muito influente a nível internacional, que operava no nosso país através de uma conhecida empresa multinacional no ramo tecnológico, a conceituada N.O.V.A. Corp. (Núcleo Operativo de Vanguarda Aplicada). Guardou essa informação numa pequena Pen Drive, com um design que facilmente se confundiria com um colar azul; porém foi descoberto e teve de se livrar dele durante a sua fuga, para evitar que o seu esforço fosse em vão, antes de ser finalmente baleado.
Papier confirmou ter encontrado a Pen na sua mochila, mas sem perceber do que se tratava e devido ao seu aspecto atraente acabaria por oferecê-la à sua namorada Trish Simons.
Esta Organização estava há vários meses sob investigação mas, por falta de provas, nunca fora possível tomar medidas contra eles. As informações contidas na Pen Drive são a peça que falta nas investigações para a desmantelar e colocar atrás das grades o seu líder. A sua recuperação era, por isso, essencial e urgente.

Estupefacto com a história contada por AK-07, Papier só consegue pensar no perigo em que Trish se encontra. AK conclui que essa foi a razão do ataque que Papier sofrera no dia anterior e, como chegaram a si, não tardariam a atacar a namorada. Alarmado, Papier pede ajuda ao agente para impedir que lhe façam mal.
É urgente serem rápidos para impedir que Trish seja levada pelos traficantes e os dois saem disparados para o seu apartamento.

Demasiado tarde! Com o pequeno estúdio vazio e sinais de luta bastante evidentes, Papier percebe que foi demasiado lento a agir e não cometerá o mesmo erro novamente, por isso decide ir a Lisboa nessa mesma noite e resgatar Trish com as próprias mãos.
AK-07, surpreendido com a atitude lutadora de Papier, fica relutante de início mas, depois de pensar um pouco, percebe que esta atitude é tudo o que a Organização menos espera. Era o tipo de atitude que há muito não encontrava num parceiro, daí preferir trabalhar a solo.
Concordando em aliar-se a Papier na missão, define a condição de secretismo total, ou seja, farão todo o trabalho de forma secreta e sem a colaboração da PJ, pois este tipo de operação é algo que eles nunca aprovariam.


Começam os preparativos para a missão.
Estão por sua conta e risco...
Conseguirão resgatar Trish? Será a Organização finalmente desmantelada? Estas são perguntas que não ficarão sem resposta muito mais tempo, pois esta história continua...
 
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