Rust In Peace é quarto álbum de estúdio dos Megadeth, lançado em 1990. É considerado o melhor álbum da carreira da banda de Dave Mustaine e um dos melhores álbuns da história do metal ao lado de outros como Master Of Puppets.
Os Megadeth já se caracterizavam pela velocidade e agressividade que mostraram nos três primeiros trabalhos, fruto da fúria que Mustaine sentia pela sua saída forçada dos Metallica, mas em Rust In Piece, com a adição do baterista Nick Menza e do guitarrista Marty Friedman, todas as qualidades do grupo até então presentes foram aprimoradas e o resultado é fenomenal!
A qualidade sonora é superior à dos seus antecessores, as letras são mais complexas,com temas que variam entre a guerra nuclear, religião, Área 51 e fantasia, e o estilo parcialmente progressivo, mas ao mesmo tempo mais melódico sem nunca perder o peso, fizeram de Rust In Peace a obra-prima da banda.
Os Megadeth receberam o disco de platina pelo álbum em 1994 e foram nomeados para os Grammy em 1991 por Melhor Performance de Metal e no ano seguinte, na mesma categoria com Hangar 18.
Com os singles Holy Wars... The Punishment Due e Hangar 18 o álbum foi um sucesso de vendas e crítica um pouco por todo o mundo, mas todas as faixas são dignas de registo e mercem ser ouvidas por qualquer apreciador de Rock.
A qualidade de Rust In Peace e o seu estatuto de clássico absoluto são inquestionáveis, um disco genial que cimentou o lugar dos Megadeth como uma das maiores bandas de Metal de sempre!
Highway To Hell é o sexto álbum da carreira dos australianos AC/DC e o último a contar com a participação do lendário vocalista Bon Scott que viria a falecer no ano seguinte.
Highway To Hell é uma "paródia" direta à música Stairway To Heaven dos Led Zeppelin. O que a banda não sabia à época é que esta se tornaria numa referência quase profética para o vocalista Bon que acabaria por morrer em 80 por consumo abusivo de álcool.
O álbum conta com sucessos instantâneos que são favoritas dos fãs até hoje. A faixa-título, Girls Got Rhythm, Shot Down In Flames, If You Want Blood (You've Got It) são músicas fantásticas e praticamente obrigatórias em qualquer concerto da banda.
O álbum foi ainda alvo de alguma controvérsia. Como se não bastassem as acusações de satanismo sofridas pelo grupo, houve ainda o caso do assassino Ricardo Ramirez, um fã assumido que usava uma t-shirt da banda ao praticar dos seus crimes e cuja música favorita era Night Prowler, a música que encerra o álbum e que aparentemente conta a história de um serial killer na primeira pessoa.
Este fato viria a ser desmentido pela banda que explicou que a letra fala na verdade de um jovem que se encontra com a namorada às escondidas, ou seja, um letra tipicamente AC/DC.
Um sucesso enorme na época para a banda, Highway To Hell, o último trabalho de Bon Scott, é um álbum obrigatório para qualquer fã de Rock, ou simplesmente para qualquer um que queira ouvir música de qualidade sem qualquer tipo de pretensão.
Deep Purple é uma banda mítica com quase tantas formações como sucessos. Mas houve uma formação que é simplesmente mais clássica que todas as outras e isso é devido em boa parte (mas não só) a Machine Head, o melhor álbum da carreira da banda, uma autêntica aula de Rock Setentista e uma das grandes influências do futuro género Heavy Metal.
Machine Head foi gravado no estúdio móvel dos Rolling Stones (o mesmo onde os Led Zeppelin gravaram o lendário IV), na Suíca em 15 dias, em Março de 1972, depois de terem assistido a um concerto de Frank Zappa que terminou com um incêndio que destruiu o local completamente e que deu origem à lendária Smoke On The Water. A formação da época era composta pelo líder e fundador John Lord (teclados), Ian Paice (bateria), Ian Gillan (vocais), Roger Glover (baixo) e pelo guitar hero Ritchie Blackmore.
O álbum tem algumas da maiores músicas da carreira da banda como a fantástica Highway Star com os seus solos impressionantes, Never Before, Lazy, Space Truckin e claro, Smoke On The Water, possuidora de um dos riffs mais famosos da história do Rock. Convém também ouvir Whem A Blind Man Cries, uma balada incrível que não foi incluída originalmente no disco, foi lançada junto com o single Never Before, mas cuja audição é mais que recomendada.
A tour que se seguiu e que passou pelo Japão também ficou registada na história com o lançamento daquele que para muitos é o melhor álbum ao vivo já lançado: Made In Japan.
Machine Head foi o álbum mais bem sucedido dos Deep Purple, tendo atingido o n.º 1 do top britânico e o número 7 dos tops americanos, sendo atualmente considerado um dos melhores álbuns de sempre. Razões mais que suficientes para que quem não conhece não deixe fugir a oportunidade de ouvir este pedaço de cultura!
Led Zeppelin são um nome unânine quando se trata de bandas que revolucionaram o Rock e o magnífico Led Zeppelin IV, Four Symbols, The Fourth Album, Untitled, The Runes, The Hermit, ZoSo, ou qualquer que seja o nome que lhe queiram dar, visto a banda não lhe ter dado um, é indiscutivelmente o melhor álbum do lendário quarteto britânico.
Lançado em Novembro de 1971, nessa época os Zep já eram conhecidos e venerados um pouco por todo o mundo, mas foi com IV que entraram, e de que forma, para a história do Rock.
Com músicas como Black Dog, o hino Rock N' Roll, The Battle Of Evermore, a mãe de todas as baladas Stairway To Heaven, Misty Mountain Hop ou When The Levee Breaks, é impossível não ficar vidrado e reconhecer a magnificência deste clássico mítico.
Led Zeppelin IV foi um sucesso imediato. Tornou-se número 1 do top em Inglaterra e mantêve-se 62 semanas no top. O álbum vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo sendo que mais de 20 milhões foram nos EUA, onde é o terceiro álbum mais comercializado de sempre, sendo que está no topo quando se fala de álbuns de Rock.
Led Zeppelin IV. O álbum mítico sem nome e com um velhote na capa. O álbum com os 4 lendários símbolos, um para cada membro da banda. Responsável por escrever na história o nome da aquela que ainda é considerada por muitos a mais influente banda de Rock da história bem como a mãe do Rock pesado. E tudo isto está presente neste disco obrigatório.
Agora que foi oficialmente anunciada a tão aguardada e histórica reunião da formação original dos lendários Black Sabbath, eu tinha obrigatóriamente que falar de um disco que ainda hoje é um dos mais influentes de sempre e que foi considerado como o primeiro álbum verdadeiramente de Heavy Metal: Black Sabbath é a semente de tudo o que foi lançado nas décadas seguintes no reino do Metal.
Em Agosto de 1969 os Earth mudavam o nome da sua banda para Black Sabbath numa homenagem a um filme de terror. Essa era a ideia chave por trás do som que criaram para o seu primeiro álbum, eles queriam que ao ouvir o seu disco as pessoas se sentissem como se estivessem a ver um filme de terror!
Com essa ideia simples, os quatro miúdos Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward gravaram o álbum homónimo em 48 horas que seria lançado no início de 1970 numa obrigatória Sexta-feira 13. O resto é História, com algumas lendas à mistura!
Black Sabbath foi um enorme sucesso comercial, tendo chegado ao n.º 8 do Top britânico e ao n.º 23 da Billboard 200, onde se aguentou durante mais de um ano. Apesar disso os temas sombrios, as guitarras distorcidas, sons guturais e letras um tanto quanto macabras não foram bem recebidas pela "crítica especializada" que deu notas péssimas ao álbum. Actualmente são unânimes em considerar o disco um dos melhores de todos os tempos...
A criação de todo um género, a fundação de um estilo, a poderosa influência em TODAS as bandas que seurgiram depois deles, isto é Black Sabbath. Músicas perfeitas e clássicas, mesmo com a precariedade da gravação, que ressaltou ainda mais o clima sombrio e misterioso das canções. Em suma, um disco essencial para quem quer conhecer verdadeiramente o Heavy Metal.
The Colour And The Shape, lançado em 1997, é o segundo álbum dos Foo Fighters e ainda hoje é considerado pela maior parte dos fãs como o melhor disco da carreira da banda.
No primeiro disco, homónimo, de 1995, Dave Grohl, o líder da banda e ex-baterista dos Nirvana, compôs todas as músicas e numa semana gravou todos os instrumentos: bateria, baixo, guitarra e vocal. Nesta altura os Foo Fighters eram apenas um projecto, uma espécie de carreira solo e só depois montou a banda propriamente dita. The Colour And The Shape pode por isso ser considerado o primeiro álbum à seria da banda propriamente dita.
Durante as gravações do álbum, o baterista William Goldsmith abandonou a banda, visto não aguentar o ritmo de Dave Grohl, agora vocalista e guitarrista, e acabou por ser ele próprio a gravar novamente a bateria. Depois do lançamento do álbum Grohl foi buscar Taylor Hawkins, que se mantém nas baquetas até hoje e se tornaria num dos elementos mais mblemáticos da banda.
O álbum foi um enorme sucesso (é até hoje o mais vendido da banda, com 2 milhões de cópias nos EUA), e algumas músicas viraram hits supremos com "Monkey Wrench", "Everlong", "My Hero" e "Walking After You", para citar apenas os singles.
Também criticamente foi muito bem recebido, tendo recebido uma nomeação para os Grammys como Melhor Álbum de Rock, além de outros prémios.
The Colour And The Shape provou ao mundo que os Foo Fighters não eram uma mera cópia dos lendários Nirvana e fez a banda descolar definitivamente para o patamar dos melhores do Rock e por lá se mantém há já 16 anos, sem intenção de largar o posto. E a história está longe de terminar!
Brave New World é o décimo-segundo álbum dos Iron Maiden, lançado em 2000. É um marco na carreira da banda pois foi o primeiro depois do regresso do vocalista Bruce Dickinson e do guitarrista Adrian Smith, tendo a abnda ficado com três guitarras na sua formação.
Marca também o regresso de Derek Riggs, criador da mascote Eddie The Head, que voltou a fazer a capa de um álbum do grupo.
Depois de Virtual XI, Steve Harris decidiu fazer uma verdadeira revolução na banda. Blaze Bayley deixou os Iron Maiden e Bruce Dickinson voltou a assumir o seu (eterno) lugar de vocalista, mas troue consigo Adrian Smith, completando aquela que se tornou na mais estável formação da história de mais de 35 anos do grupo.
À reunião seguiu-se o lançamento de Ed Hunter, o jogo de computador do grupo e uma Tour à volta do mundo.
Um ano depois era lançado Brave New World, que seria aclamado efusivamente pelos fãs e pela crítica, sendo comparado aos álbuns dos Anos Dourados como The Number Of The Beast ou Powerslave. Ao seu lançamento seguiu-se uma enorme Tour de divulgação que ficaria eternizada no CD Duplo/DVD Rock In Rio.
Brave New World foi mais um grande marco na história de uma banda que foi considerada acabada, mas que continua a fazer história, recusando-se a envelhecer. Este foi o ponto de partida para uma década que se revelou cheia de sucessos que prometem continuar!
Ten é o álbum com que se estreou a banda americana Pearl Jam, lançado em 1991. Teve um enorme sucesso e continua a ser o maior sucesso da banda com quase 10 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
Com o final dos anos 80 surgiu o grunge e com ele apareceram nomes como Nirvana e Pearl Jam. Se os Nirvana se tornaram mundialmente conhecidos com o incrível Nevermind, os Pearl Jam uebraram barreiras com o espetaculat Ten, que embora não tenha sido um êxito imediato, na segunda metade de 92 escalou os Tops de uma forma que até hoje nenhum outro álbum da banda conseguiu repetir.
Com nomes como Once, Even Flow, Alive, Black, Jeramy, etc., Ten tornou-se num clássico instantâneo e é um dos melhores exemplos da revolução que o grunge veio provocar no mundo da música, tornando os Pearl Jam num nome incontornável do Rock mundial.
Nevermind é o segundo álbum dos míticos Nirvana, lançado em 1991. Logo após o lançamento tornou-se num enorme sucesso, tornando os Nirvana numa banda de nível mundial.
Nevermind não era um álbum do qual à partida houvesse grande expectativa, nem mesmo por parte da própria banda, mas quando o álbum foi lançado, com "Smells Like Teen Spirit" como single de avanço, música que se tornou num hit quase instantâneo, o álbum descolou e só parou no primeiro lugar dos Tops ao redor do mundo.
Foi largamente graças a este álbum que trouxe o Rock Alternativo para o mainstream e pode-se dizer que foi uma das útimas vezes que um álbum de Rock teve um tão grande impacto. Com 26 milhões de cópias vendidas em todo o mundo e olhado pelos críticos como um dos melhores álbuns Rock de sempre, este é o álbum definitivo de uma banda que como se sabe, acabou em tragédia.
Appetite For Destruction é o aclamado álbum de estreia dos míticos Guns N' Roses, lançado no verão de 1987. O álbum de estreia daquela que viria a ser considerada "a banda mais perigosa do mundo" foi um sucesso estrondoso entre fãs e crítica e ainda hoje se mantém como um dos mais vendidos da história!
Os Guns N' Roses revolucionaram a música no momento em que Appetite foi lançado. O disco parecia à frente do seu tempo mas ao mesmo tempo já se sentia um clássico, juntanto a crueza do punk com a complexidade dos seus riffs e letras, foi a transição entre o Hard Rock comercial dos anos 80 e a música alternativa que surgiria nos anos seguintes. Os Guns reconquistaram o espírito rebelde típico do Rock que parecia ter-se perdido no meio da teatralidade e mquilhagens das mandas do chamado "hair-metal" que dominavam as rádios oitentistas.
Appetite é considerado bastante agressivo nos parâmetros do Hard Rock, aproximando-se mesmo do Heavy Metal tradicional, e contém algumas das melhores músicas da história do grupo como Welcome To The Jungle, Nightrain, Mr. Brownstone, Paradise City, mas ironicamente a sua música de maior sucesso é a semi-balada Sweet Child Of Mine, cujo riff principal já foi considerado o melhor da história.
O disco é o álbum de estreia de uma banda mais vendido de sempre, com quase 30 milhões de dicos vendidos em todo o mundo e é unimemente considerado melhor da carreira do grupo.
Appetite For Destruction foi um marco para toda uma geração e revolucionou a forma como se fazia música de uma forma que dificilmente se repetirá (depois dos Guns só Nirvana conseguiram uma relevância semelhante) e que já tem o seu lugar na história!
Master Of puppets é o terceiro álbum de estúdio lançado pelos Metallica, em 1986. Este foi o álbum que consolidou a sua consagração como uma das maiores bandas de metal de sempre.
Master Of Puppets é reconhecido por fãs, críticos e pelos próprios Metallica como o ápice da banda, e contava com a agressividade e velocidade de "Kill'em All" (83) e a técnica de "Ride The Lightning" (84) que culminou em composições altamente elaboradas, com riffs poderosos e solos magníficos.
O álbum é referido em inúmeras votações e listas sobre os maiores álbuns de sempre, as maiores músicas de sempre, os maiores solos de sempre, etc. e foi inclusivamente eleito o melhor álbum Heavy Metal de sempre, além de ser obviamente um dos álbuns mais influenciáveis de todos os tempos, tornando-se num clássico instantâneo e tendo vendido até hoje mais de 6 milhões de cópias (só nos EUA), isto sem qualquer tipo de promoção nas rádios ou televisão.
Foi também na tour de Master Of Puppets que durante um acidente na Suécia se deu o falecimento do baixista Cliff Burton. Para assinalar os 20 anos do lançamento do álbum e da sua morte, a banda tocou o álbum na integra na "Escape Form The Studio Tour".
Back In Black é o sétimo album de estúdio dos australianos AC/DC, lançado em 1980, o primeiro com o vocalista Brian Johnson e é o álbum de rock mais vendido de sempre!
Highway To Hell, lançado em 1979, foi um sucesso estrondoso e lançou os AC/DC para o sucesso internacional. Foi também o último álbum com o lendário vocalista Bon Scott, que faleceu em Fevereiro de 1980, vítima de “Intoxicação Alcoólica Aguda” (que é como quem diz, morreu afogado no próprio vómito…). A banda pensou em desistir após a tragédia, mas eventualmente decidiram continuar (e ainda bem!). Nessa altura já parte das músicas de Back In Black estavam compostas, mas a banda decidiu refazer o álbum, por respeito a Scott. Para o substituir, os irmãos Young e companhia escolheram o revolucionário Brian Johnson, que honra na perfeição o mítico lugar que passou a ocupar.
Back In Black contém alguns dos maiores sucessos da banda como Hells Bells, Shoot To Thrill, You Shook Me All Night Long e a faixa-título Back In Black. A sua icónica capa totalmente negra é um símbolo de luto por Bon Scott.
Foi um sucesso enorme em todo o mundo, tornando-se no segundo álbum mais vendido de sempre(mais de 49 000 000 não é qualquer coisinha!), apenas atrás de Thriller, de Michael Jackson, sendo o mais vendido de sempre lançado por uma banda (rock ou não, obviamente!). O álbum foi relançado na box Bonfire, em 1997, feita em homenagem a Scott e foi remasterizado em 2003, juntamente com a restante discografia da banda.
O sucesso que o álbum teve e continua a ter fala por si. Não apenas pelo sucesso de vendas, mas por conter algumas das músicas rock mais clássicas que existem, Back In Black foi múltiplas vezes apontado como um dos melhores álbuns de sempre, além de ser uma das maiores reviravoltas da música, de uma banda que perdeu um dos seus membros mais carismáticos e recuperou de forma estrondosa, sendo por isso absolutamente obrigatório para quem realmente gosta de música.
The Number Of The Beast é o terceiro album de originais da banda britânica Iron Maiden. Lançado em 1982, marcou a entrada do mítico Bruce Dickinson, segundo vocalista da banda depois da saída de Paul Di’Anno e foi também o último de Clive Burr, baterista que viria a ser substituído pelo carismático Nicko McBrain.
Depois do êxito de Killers, o abuso de álcool e drogas por parte de Paul Di’Anno tornou-se insustentável (mesmo para os padrões do Metal!) e este acabou por ser despedido por Steve Harris, que o substituiu pelo magnífico Bruce Dickinson, que se revelou uma das maiores jogadas da música!
A forma de cantar de Bruce, capaz de atingir notas extremamente altas e dar gritos poderosos, era o total oposto de Di’Anno e este estilo operático conquistou os fãs que imediatamente se renderam ao Mr. “Air Raid Siren”.
O álbum marcou também as estreias de Adrian Smith e Clive Burr na composição de músicas para a banda. Em destaque está também Steve Harris, o baixista e líder, que criou as icónicas Run To The Hills, The Number Of The Beast e aquela que para muitos é a melhor música de metal de sempre: Hallowed Be Thy Name.
The Number Of The Beast ficou também marcado pela controvérsia que gerou devido ao seu nome. The Beast tornou-se numa espécie de alcunha para a banda e também para Eddie, a sua mascote, que na capa do álbum é representado a controlar o Diabo. A banda foi acusada de ser satanista, acusação que repudiaram imediatamente, mas que parece ter contribuído para o sucesso do álbum, uma vez que esta é uma imagem do grupo que perdura até à actualidade.
Considerado um dos melhores e que maior influência teve no mundo do metal, The Number Of The Beast cimentou definitivamente o estatuto da banda como uma das maiores do planeta. É o album mais vendido da banda, com mais de 10 milhões de unidades vendidas em todo o mundo e continua a ser um disco obrigatório a todos os fãs do género.
Este é um dos meus discos preferidos de sempre, além de ter sido um dos primeiros que ouvi da minha banda preferida e ter algumas das minhas músicas preferidas, faz também agora parte do vosso blog preferido. Estou a falar de: Metallica!
O álbum Metallica, (mais conhecido por The Black Album), é o quinto disco de originais da banda norte-americana Metallica, e foi lançado em 1991. Contém várias daquelas que se tornariam mais tarde algumas das mais conhecidas e carismáticas músicas da banda, como "Enter Sandman", "The Unforgiven" ou "Nothing Else Matters", e foi o álbum de maior sucesso comercial do grupo, tendo vendido cerca de 15 milhões de cópias só nos Estados Unidos, e mais de 22 milhões no resto do mundo.
O álbum fez também grande sucesso junta da crítica e ganhou um Grammy, que seria o terceiro da banda. Em 2003, figurou no 252º na lista dos 500 melhores álbuns de sempre da Revista Rolling Stone (uma posição absolutamente ridícula, mas isso é apenas a minha opinião, que vale o que vale!).
Metallica ficou reconhecido também pela sua capa (que lhe valeu a "alcunha" de The Black Album). É totalmente negra e para além do logótipo da banda tem apenas o desenho de uma cobra enrolada, derivada da bandeira de Gadsden. O lema da bandeira, "Don't Tread on Me", é usado no título de uma das músicas do álbum.
Embora este trabalho e a banda tenham sido bastante aclamados pela crítica e pelo público em geral, alguns fãs mais radicais ficaram algo desapontados com o novo rumo que o grupo vinha a tomar. Na sua maioria, os riffs rápidos durante os versos e os vocais guturais presentes nos primeiros quatro álbuns da banda quase desapareceram, e a velocidade e complexidade das músicas diminuiu consideravelmente, algo que não deixou esses fãs mais antigos indiferentes. As letras escritas por James Hetfield são também muito mais pessoais e introspectivas do que as encontradas nos álbuns anteriores.
O The Black Album apresenta um Metallica bastante mais comercial e acessível, facto notado principalmente na conhecida balada "Nothing Else Matters".
Foi também o primeiro álbum da banda a ser produzido por Bob Rock, colaboração que terminaria apenas com St. Anger, em 2003.
A tour que seguiu o lançamento do álbum prolongou-se por 3 anos começando como "Wherever We May Roam Tour" e terminando como "Nowhere Else To Roam Tour", que ficaria registada no lançamento da box de 3 CD e 2 DVD: "Live Shit: Binge & Purge" (um dos melhores álbuns ao vivo que já ouvi!) e que documenta aquele que seria um dos melhores momentos da história da banda.