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● Coimbra, 10 Anos Depois

11 setembro, 2011 2 Comentários
Hoje, no mesmo dia em que se "celebram" os 10 anos do acontecimento que mudou o mundo, coincidentemente eu celebro também o décimo aniversário do dia que mudou a minha vida: o dia em que me mudei para a belíssima Coimbra.

Há precisamente 10 anos, mais ou menos por esta hora, com os seus 14 anos de experiência acumulada (!) chegava um jovem Roberto à cidade, para se preparar para o novo ano lectivo que começava.
Era uma aventura totalmente nova para o miúdo que deixava a pequena aldeia de Porto de Vacas para estudar na cidade, e que iria viver sozinho num apartamento próximo da nova escola, a Eugénio de Castro. Naquele dia foram feitas as mudanças mais importantes para a casa recentemente adquirida e com uma urgente necessidade de remodelação (vulgo obras!). O mundo mudava lá fora, mudava também na cabeça do miúdo.

O último (e dramático parágrafo) reflete um pouco do que me passou pela cabeça na época, quando não estava assim tão entusiasmado com a nova vida que me esperava (o facto de ter passado a primeira semana sem televisão ou rádio e principalmente sem a PlayStation deixou-me algo deprimido... Já para não falar de não ter água quente... Por outro lado a minha habilidade a cozinhar massa com atum aumentava exponencialmente!).
No dia seguinte começaram as aulas na nova escola, mas aquele primeiro ano não foi de todo brilhante. A adaptação não foi fantástica, os colegas (com uma ou outra excepção) não ajudaram nada e as notas desceram bastante. Depois desse passo em falso, a coisa lá voltou aos eixos e pouco tempo depois percebi que aquele ano fora apenas uma noite, o amanhecer aconteceria rapidamente: o secundário.

Na escola Brotero, motivado pelas artes e pelos novos amigos, aqueles foram três dos melhores anos da minha vida e passaram num abrir e piscar de olhos, entre testes, maluquices e desilusões amorosas, aconteceu de tudo e nada faltou! Entetanto o meu irmão já se tinha mudado para Coimbra e as responsabilidades cresciam. Eventualmente chegou a universidade.
A vida na faculdade é sempre um capítulo importante na vida de qualquer pessoa e no meu caso não é excepção. Entrei no curso de Gestão na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e apesar de não ter sido a primeira escolha e de praticamente todos os meus amigos se terem separado e ido estudar fora de Coimbra, as coisas correram bastante bem.
No ano seguinte o meu pai mudou-se para cá e esta foi também a época em que a mítica banda de Rock, The Supernova 21, espalhavam magia pela cidade fora.

Nos últimos tempos a minha vida dividiu-se entre o Centro Comercial Dolce Vita, onde trabalho, a faculdade onde espero terminar brevemente o curso e o The Grand Chaos, onde passei a fazer patetices como este "textinho"!
10 anos passaram numa velocidade incrível e foram repletos de mudanças, muitos bons momentos que recordo sempre que posso, alguns outros pelos quais espero não passar novamente, mas acima de tudo por experiências através das quais fui crescendo.
A velha página foi virada e uma nova vai agora começar a ser escrita com as aventuras que se seguem com Coimbra (e Porto de Vacas!) como pano de fundo.


Deixo agora uma pequena nota sobre o que verdadeiramente marca este dia:
No dia 11 de Setembro de 2001, 19 terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais a jacto de passageiros.
Dois dos quatros aviões embateram intencionalmente contra as Torres Gêmeas (110 andares) do World Trade Center em Nova Iorque, o terceiro avião caiu no Pentágono, arredores de Washington e o quarto caiu num campo perto de Shanksville.
O total de mortos nos ataques foi de 2.996 pessoas e cerca de 6.291 feridos.


● P.S.: Apenas um pequeno aviso: no próximo mês, a Página do The Grand Chaos no Facebook vai comemorar o 1.º aniversário e eu estou a preparar algumas novidades para apresentar nessa altura. Não se esqueçam de dar "Gosto" para ficarem a par de tudo o que se passa no blog, novidades exclusivas e muito mais! Partilhem com os vossos amigos ok?! Muito obrigado!

● Porto de Vacas

03 janeiro, 2011 2 Comentários
Depois de longos meses de ausência, nada como terminar um ano e começar outro no local onde tudo começou. Hoje estou a escrever-vos do meu quarto, na minha casa, no computador do meu irmão, mas com uma pequena grande diferença, abandonei Coimbra por uns dias para voltar à terrinha: a mítica Porto de Vacas.

Devo dizer que desde o Verão que não punha cá os pés, o que é quase uma blasfémia, tendo em conta que há algum tempo atrás poucos eram os meses (ou mesmo fins-de-semana) em que não dava cá um salto, mas sabe bem voltar desta forma, com a família toda e com saudades para matar.

É interessante como as pequenas coisas que primeiro se detestavam, agora ganharam toda uma nova importância. Já não me importo se está um frio que não se suporta, se a televisão do quarto não funciona, se a internet é... vamos chamar-lhe menos rápida (pelo menos agora temos internet wireless, o que é fantástico, Porto de Vacas rumo ao futuro!), se...
Enfim, tudo isso perde a importância quando se está finalmente com pessoas que não se viam há uma data de tempo (e com os amigos que sobreviveram ao teste do tempo), e se é verdade que o clima não está perfeito para uma boa futebolada das antigas, no lendário (e rachado) campo de cimento que tantos jogos viu, tantos joelhos queimou e tantas vezes nos viu correr para o meio de mato e silvas buscar a bola que fugia fruto da potência (ou falta de pontaria) dos nossos remates, também é verdade que nos nossos tempos áureos estas condições complicadas, meteorologicamente falando, pouco interessavam! Talvez faça um telefonema rápido depois de largar o teclado...

Enfim, foi bom estar de volta mesmo que tenha sido só por uns dias (pois hoje já regresso a Coimbra... o dever chama!) e embora as coisas vão ficando diferentes, aos poucos e sem se notar, dos velhos tempos, foi um recarregar de baterias que, na minha modesta opinião, não se consegue fazer noutro sítio.
Agora só espero não ficar novamente ausente durante tanto tempo, porque dias assim fazem muita falta!

● Foc(g)o de Problemas

08 agosto, 2009 3 Comentários


O episódio que vou passar a contar passou-se há alguns dias e é digno de uma autêntica overdose de alucinogénios!


Era um dia de férias normal na minha terrinha, a mítica aldeia de Porto de Vacas, até que a minha mãe se lembrou que umas certas propriedades rurais que possuímos estavam a precisar de ter a erva cortada!

Até aqui nada de novo, afinal quando eu vou passar por lá uns diazinhos acabo quase sempre por dedicar algum tempo à agricultura… embora jeitinho para a coisa seja algo que não faz parte do meu código genético! Mas desta vez, tudo parecia destinado a correr mal…


Durante a noite choveu bastante, o que por si só devia ter servido de aviso para não sairmos de casa, mas não! Às 8 e pouco da manhã, e com um pequeno-almoço reforçado, eu e o meu irmão, meio a dormir, com as “máquinas de cortar relva” às costas fizemos a pequena caminhada até ao dito terreno conhecido como “Nave Redonda” (não me perguntem porquê… já tentei descobrir a origem do nome mas o segredo foi perdido há já algumas gerações…), onde a minha mãe se juntaria pouco depois, para dar conta daquela “relvinha” que me dava pela cintura.

Começo a tratar do assunto e a assassinar as ervas daninhas quando as coisas começam a dar para o torto. Primeiro uma das máquinas arma-se em esquisita e não funciona por mais porrada que leve, pelo que tive que fazer o corte sozinho, depois começam a abater-se alguns (pequenos)aguaceiros sobre nós que, como não tínhamos guarda-chuvas, apanhámos uma molha daquelas!

Apesar destas contrariedades, continuámos por lá e a minha mãe teve a ideia (infeliz… e já vão perceber porquê) de fazer uma pequena fogueira para queimar algum do mato que estava a ser cortado. Algum tempo e muitas tentativas depois lá se conseguiu “acender o lume”. É sabido que nesta altura do ano não se podem fazer coisas destas, mas com o tempo horrível com chuva e frio era de pensar que uma pequena fogueira não causasse problemas, certo?!

Errado! Depois de ter ardido durante um bocadinho, eis quando pouco depois chega um carro dos bombeiros altamente equipado para atacar este “foco de incêndio dotado de labaredas enormes”! Aparentemente houve uma qualquer denúncia que alertou os bombeiros, de uma tal maneira que alguns minutos depois tínhamos um helicóptero a sobrevoar-nos de tal forma que eu já estava a pensar que ia tomar novo banho! Só faltou mesmo chamarem o exército!



Perante tal aparato e com a expressão “What the fuck?!” estampada no rosto, a minha mãe foi falar com os bombeiros que ainda sacaram da mangueira para porem termo à fogueirinha que nesta altura já só deitava um quê de fuminho… Os bombeiros acabariam por ir embora pouco depois de esclarecido o assunto, embora ainda pairasse sobre nós o fantasma da coima, no caso de a GNR ter conhecimento do sucedido, mas isso acabaria por não ser problema dados os contactos extremamente eficientes que a minha progenitora possui!

Embora desse a sensação que os bombeiros não tivessem nada melhor para fazer naquele dia e estivessem apenas numa de quebrar a rotina, parece-me que provocar um tamanho escândalo com direito a força aérea e tudo por uma coisinha daquelas é um pequenino exagero! Mas vá lá, parece que este ano não vamos ter problemas com os incêndios, pelo menos com uma celeridade desta envergadura não devemos ter razão para preocupações!
 
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