● Le Papier Shine On: Order XIII - 3.ª Parte

29 abril, 2016 2 Comentários
Echoes passava da marca dos 20 minutos quando o Mustang entrou em Adelaide. Papier decidira investigar a misteriosa arma demoníaca com que Craft alterara as memórias de MoonShine e dos agentes ARM e ninguém mais qualificado para lhe fornecer informações que um demónio veterano como era Kaiser T Daemon - contra quem lutara no passado... para depois se aliarem contra um inimigo comum...
MoonShine fizera boa parte da viagem em silêncio, sentindo-se ainda culpada pelo desaparecimento de Zack, muito embora Papier a tenha tentado animar como podia, cantando de forma atrapalhada e contando piadas idiotas, o que acabou por fazer com que ela se abrisse um pouco e por fim sorrisse, o que deixou Papier bastante feliz, mas a verdade é que a jovem ainda era atormentada por pesadelos, pese o seu esforço para os ocultar... e havia uma imagem que era recorrente em todos eles... o momento em que saiu de casa, e Zack lhe ofereceu a Eclipse, a sua foice de lâminas azuis. A última memória que tem do pai.


Moon sempre adorou o pai, e este passava sempre todo o tempo que podia com ela, mas como Mestre que era, viajava muito pelo mundo, viagens através das quais conheceu e acolheu Papier e Shade como aprendizes e nas quais enfrentaram personagens impressionantes, mas não havia nada que gostasse mais que voltar para a sua filha e divertir-se com ela, ficando sempre orgulhoso de todos os seus progressos e do seu crescimento como mulher.
Foi com esse orgulho, mas também com o coração apertado que Zack viu partir a jovem para a cidade aos 17 anos, para concluir os seus estudos e, quem sabe, uma vida feliz e sem preocupações de maior. Quando se despediram, a Eclipse, artefacto que Zack descobrira nas suas viagens e com o qual Moon cresceu foi-lhe oferecida, embora esta há muito já lhe pertencesse, e assim pai e filha partiram por caminhos diferentes, sem imaginar que estes se cruzariam no futuro de forma tão trágica.
Pouco tempo depois de entrar na universidade, e devido às suas qualidades e inteligência muito acima da média, Moon foi recrutada pelos SOMBRA depois de visitar uma conferência de Anarcocapitalismo no Porto, onde encontrou Craft pela primeira vez.
Desejosa de deixar a sua marca no mundo e de contribuir para o tornar melhor, Moon não hesitou e juntou-se à Organização onde passaria a década seguinte.
Nos meses e anos que se seguiram e inconsciente dos verdadeiros interesses dos SOMBRA, Moon foi decisiva em múltiplas investigações, ajudando a Organização a reerguer-se mesmo depois de esta ser ferida com gravidade após múltiplos ataques por parte de Papier e da Divisão ARM, até descobrir a teia de máfia e corrupção na qual se encontrava presa.

Nesse tempo, Craft tornara-se extremamente perigoso e poderoso, mas também algo louco. Estava rodeado de personagens obscuros e estranhos, e forjavam planos cada vez mais anormais, até ao momento em que este descobriu aquele artefacto. Aparentava ser uma espécie de ceptro, totalmente feito de metal verde, de aspecto frágil, com uma pequena pedra negra no seu topo, coberto de inscrições numa linguagem antiga e desconhecida. Vinha acompanhado de uma pedra negra lodosa coberta das mesmas inscrições estranhas. Depois disso tudo mudou.
MoonShine reuniu com Craft para pedir transferência. O seu espanto foi notório quando encontrou o seu chefe com uma aparência completamente diferente daquela que conhecia. Craft era agora um homem extremamente pálido e magro, com olhos pequenos e encovados, rodeados por olheiras negras, dando-lhe um ar cansado que contrastava com o seu olhar penetrante e atento. A Ordem 13 e Craft em particular não podiam deixar escapar alguém tão valioso como Moon, mas esta não podia ficar contra a sua vontade, por isso, acedeu ao pedido de Moon com um sorriso, mas garantiu-lhe que ela iria mudar de opinião. Tocou no pequeno ceptro e a pedra negra pareceu escurecer ainda mais, desprovendo Moon da sua vontade e tornando os seus olhos brilhantes numa sombra baça daquilo que eram segundos atrás.

Desde esse dia até acordar no escritório de Papier, as memórias de Moon estão praticamente desfeitas. Como se uma enorme parede a tivesse rodeado e prendido, e por mais que ela se debatesse, o máximo que conseguia fazer era provocar pequenas rachaduras nos inúmeros tijolos que a constituem, conseguindo apenas observar fragmentos das suas acções, antes da parede se recompor deixando-a novamente na obscuridade, sem qualquer controlo ou noção do seu destino.
Graças a Zack, Moon está finalmente livre e possui um novo propósito, resgatar o pai e recuperar os anos que perdeu enquanto esteve prisioneira de Edward Craft. E para isso vai poder contar com a pronta ajuda de Papier e do relutante Shade. Os aprendizes tornaram-se finalmente Mestres e estão prontos para fechar o círculo.


Papier chegou ao edifício onde Kaiser vivia ao fim da tarde, e entrou casualmente à procura do apartamento, seguindo os inconfundíveis sons escandalosos do grupo, e que agora provinham do outro lado da porta à sua frente. Moon estava curiosa com os gritos desesperados que ouvia, mas Papier não estava propriamente surpreendido. Hesitantemente bateu à porta e os gritos cessaram pouco depois, quando um jovem dotado de um impressionante olho negro os atendeu.
Era Alex, o companheiro inseparável de Kaiser, que fora atormentado e possuído pelo demónio quando este chegou ao nosso mundo pela primeira vez. Alex provou o seu valor e ganhou o respeito do demónio que agora o trata como igual… na medida do possível… na verdade as coisas não mudaram muito…
Alex mostrou-se muito feliz em ver Papier, que se tornara num bom amigo e de quem falava constantemente. Apressou-se a convidar o par a entrar e chamou Kaiser com um grito, começando a guiá-los para a sala. Papier notou que Rafa, um dos companheiros de quarto de Alex, estava deitado no chão, aparentemente inconsciente, e concluiu que os gritos que ouvira eram dele.
Do sofá ergueu-se Lily, uma protegida de Kaiser que também morava lá em casa, o que explicava o rapaz estendido o chão. Lily era uma demónio de gelo e por isso gostava de usar pouca roupa, o que para Rafa, um verdadeiro engatatão, representava um perigo constante! Incapaz de se conter nos olhares e nos comentários a Lily, não eram raras as vezes em que tais abusos terminavam em danos à sua integridade física, o que certamente tinha acontecido momentos antes da chegada das visitas.
O grupo estaria completo com Miguel, o melhor amigo de Alex, e Marian, uma anjo que passara a viver na Terra para melhor compreender a humanidade, mas estes estavam ausentes.
A presença destes personagens, que não eram de todo o que esperara, estavam a deixar MoonShine cada vez mais curiosa para conhecer o tão falado Kaiser, e a sua surpresa foi enorme quando por fim o conheceu. Kaiser saltou da marquise para a sala, a sorrir alegremente, mas surpreendido com a primeira visita de Papier em três anos e cumprimentou-o ironicamente. Tinha o aspecto de uma bola flamejante, com um sinal em forma de espiral na testa, acima dos enormes olhos azuis, protegidos por óculos de sol. Estava claramente divertido.

Papier foi direito ao assunto, uma vez que não havia tempo a perder e explicou a Kaiser a razão da sua visita e o perigo que Edward Craft e o seu Artefacto Demoníaco representavam. Kaiser ficou rapidamente sério à medida que ouvia Papier e Moon foi surpreendida mais uma vez, quando viu o demónio completamente focado, com uma aparência completamente diferente, agora alto e magro, quase humanoide, não fosse o seu rosto flamejante e a cicatriz brilhante que pulsava no seu peito. Quando Papier acabou de falar, Kaiser fez uma pausa e perguntou por fim se os jovens já tinham ouvido falar em Cthulhu?...

Os Mitos de Cthulhu contam que a Terra primordial foi dominada pelos Grandes Antigos, criaturas terríveis que vieram dos recantos mais sombrios do Universo e que representam o próprio Caos, demonstrando que há algo tão terrível e cruel lá fora que nos obriga a ficar limitados à nossa realidade, sob pena de perder a sanidade, e Cthulhu é o maior representante desses seres.
O Culto de Cthulhu existe desde que a Humanidade foi criada pelos Grandes Antigos, e venerou-os enquanto estes se mantiveram na Terra, na mítica cidade de R’lyeh, mais conhecida por Atlântida. Quando a cidade foi submersa, Cthulhu ficou aprisionado e adormecido lá dentro, mas até hoje o Culto nunca desapareceu, com o objectivo de reerguer o seu senhor. Quando tal acontecer, Cthulhu chamará de volta os Grandes Antigos e estes dominarão a Terra.
O Ceptro que Craft descobriu é Despair, uma Arma que se diz controlar a gravidade, e é um dos símbolos do poder da Criatura que segundo a lenda, quando observada, exerce uma tremenda influência na mente humana, desde o simples provocar de pesadelos até à completa insanidade, ou neste caso, a perda de memória e obediência cega. É uma Arma Amaldiçoada que não deve ser manejada levianamente, por se alimentar da alma do seu portador e por isso o que também explica o aspecto debilitado do Líder da Ordem 13. Mas isso não o torna menos perigoso, provavelmente será o contrário.
Papier ouviu Kaiser com toda a atenção, mas não estava totalmente crédulo. Tal teoria parecia incrivelmente rebuscada. Craft até poderia fazer parte desse Culto e poderia ter esperado o momento certo para acordar Cthulhu do seu sono de milénios, mas para o jovem, Craft era simplesmente louco. Perigoso mas louco. Moon estava mais interessada em saber como reverter os efeitos da Despair, mas Kaiser não soube responder. A forma mais segura seria deixar o afectado inconsciente, mas não havia forma de confirmar se tal resultaria da mesma forma que resultou com Moon.
De qualquer forma, mesmo com as novas informações de Kaiser a missão do par não mudou, quanto muito ficou mais definida – Salvar Zack, derrotar Craft, destruir Despair e impedir o Chamado de Cthulhu.


Depois de se despedirem dos rapazes e dos demónios, Papier e Moon voltaram ao Mustang, sem a certeza de terem ouvido boas ou más notícias. Claramente enfrentavam um louco, mas isso podia não ser positivo para Zack. De qualquer forma o facto de o mundo ainda existir era sinal que o plano de Craft ainda não tinha sido posto em prática, o que era claramente uma boa notícia… Sem pensar mais no assunto saíram do edifício e encontraram Shade à sua espera, encostado ao Mustang.

Shade descobrira que Craft estava em Lisboa, mas preparava-se para partir para o seu navio aportado em Aveiro, para iniciar uma viagem marítima pelo Atlântico, o que batia certo com a história que tinham ouvido de Kaiser e que só queria dizer que ele estava mesmo à procura da localização de Atlântida para reviver Cthulhu.
Shade ficou então a par das revelações e concordou com o diagnóstico que Papier traçou de Craft. Moon retorquiu que não estava interessada no estado mental do inimigo, queria apenas resgatar o pai, o que fez com que os rivais se entreolhassem e sorrissem, como que ouvindo Zack dizer aquelas mesmas palavras. Não havia mais nada a dizer.

O Mustang rugiu satisfeito, enquanto os riffs de Highway to Hell guiavam os jovens que deixavam Adelaide, avançando rumo a um mesmo destino.


● Le Papier Shine On: Order XIII - 2.ª Parte

22 abril, 2016 2 Comentários
O silêncio imperava no escritório perante a declaração de Shade. Papier achava difícil de acreditar que Roland Black, o líder dos S.O.M.B.R.A. pudesse ser surpreendido por qualquer inimigo de forma tão definitiva. Apesar de estar esgotado, Shade explicou os contornos dos eventos que se sucederam na madrugada anterior e que o deixaram naquele estado.

Desde o seu início décadas atrás até à ascensão de Roland Black, os SOMBRA sempre se marcaram por uma procura incessante de poder. Mas a verdade é que desde o ultimo confronto com Papier que os métodos implacáveis da Organização mafiosa se tornaram muito menos malignos, inclusivamente auxiliando a Divisão ARM no evento X-Over, tendo mesmo sido decisivos na vitória dessa dura e inesperada batalha, fruto das influências de Black e Shade, o seu braço direito.
Os SOMBRA são divididos em múltiplas Ordens, sendo a principal a Ordem 0, designados por NeroSlayers, a guarda de elite de Black, e terminando na Ordem 13, o esquadrão de Operações Especiais, especializados em missões ocultas e espionagem. Esta Ordem é liderada por Edward Craft, um homem discreto que sempre se manteve afastado das políticas levadas a cabo pelos SOMBRA, embora tal atitude se tivesse alterado nos últimos meses.

Craft não era adepto desta nova filosofia de Black e depois do X-Over tornou-se cada vez mais alheio à Organização, algo que acabou por levar Black a tomar medidas e pediu a Shade que o investigasse e à sua Ordem profundamente. O que Shade descobriu preocupou-os bastante, pois Craft estava a brincar com fogo... Passara os últimos anos a estudar todos os mitos que descobriu relacionados com Relíquias Demoníacas, e procurou incessantemente por encontrar uma em particular que, tudo indicava, tinha o poder de permitir ao seu utilizador controlar a Gravidade, mas tanto quanto sabia, Craft ainda não a possuíra.

A surpresa maior veio quando Black, na posse destas informações, partiu para confrontar Craft, apenas para se ver frente a uma rebelião por boa parte dos seus homens, que se voltaram contra ele, influenciados pelo líder da Ordem 13.
Os NeroSlayers liderados por Shade mantinham-se fiéis e fizeram de tudo para combater os motinados, mas eventualmente tiveram de dar a batalha por perdida. Até Shade se viu em dificuldades, numa luta muito intensa com uma jovem rapariga de cabelos negro-azulados e olhos inexpressivos armada com uma foice dupla de lâminas azuis que se mostrou intransponível.
Papier estremeceu ao ouvir o relato, mas a história ainda não terminara... Forçados a retirar, os NeroSlayers levaram Roland para fora do edifício, mas não sem este ser baleado nas costas, deixando-o numa situação de gravidade extrema.

As últimas palavras de Roland para Shade antes de perder a consciência foram no sentido de procurar Papier. Os NeroSlayers ficaram encarregados de cuidar e proteger Roland e Shade voltou a Coimbra tão rápido quanto possível.


Zack parecia ter ganho alguma sobriedade e Papier não sabia o que pensar sobre as consequências de uma Guerra Civil no seio dos SOMBRA... Também ele contou imediatamente aos dois os acontecimentos por que passou em Aveiro, a arrepiante carga com que os soldados desapareceram e o seu combate com a misteriosa e bela rapariga, sem dúvida a mesma que enfrentara Shade.
A expressão de Shade continuava severa, mas foi a reacção de Zack que mais preocupou Papier. O mestre estava a suar frio, pelo que Papier pensou que a ressaca estivesse a atingi-lo, mas o seu olhar verdadeiramente assustador deitou esse pensamento por terra. O jovem tentou comunicar com ele, mas Zack não teve qualquer reacção... De seguida foi deitá-lo no sofá a descansar.
Papier não deixou de mostrar o seu pesar perante o destino incerto de Black e garantiu a Shade que iria partir imediatamente para Lyon, à sede da Interpol, para reunir com o General Ser, líder dos ARM, para traçarem um plano contra a Ordem 13, ao que Shade respondeu com silêncio, desaparecendo na noite.
Papier preparou-se rapidamente para a longa viagem que o esperava, pegou num novo casaco, e preparou-se para partir quando Zack se ergueu do sofá, declarando que iria acompanhá-lo a Lyon. Papier achou a atitude do Mestre altamente irregular, mas não insistiu nem fez perguntas. Ele explicaria tudo o que lhe passava nos pensamentos no momento certo, mas a sua preocupação com o estado de Zack era evidente. Por outro lado, a sua presença ao seu lado dava-lhe muita confiança no seu sucesso, pois os talentos do seu mestre eram inegáveis.
A viagem passou num ápice, pois após o amanhecer Zack voltará a ser ele próprio, animado e gozando constantemente com a condução segura de Papier, apelidando-o de velhinha e massacrando-o durante boa parte do caminho. Na manhã seguinte chegavam ao seu destino.

Papier saiu do carro e avançou para entrar no edifício e notou que Zack desaparecera. Encolheu os ombros e prosseguiu. Identificou-se na entrada e estranhamente o seu nome não constava no sistema. Obviamente teria ocorrido algum problema, mas como detective que era não podia acreditar em coincidências e por isso recuou, apenas para entrar sorrateiramente pouco depois.
Papier procurava os escritórios de AK-07 e Knox Park, velhos amigos e companheiros de muitas missões ao longo dos anos. Subiu até ao sexto piso, mantendo-se oculto das câmaras de vigilância e chegou por fim até à Sala 66. Mais descansado, entrou casualmente no escritório e cumprimentou o seu par de amigos que se encontravam a jogar PlayStation, sem uma única preocupação… até àquele momento.
Sobressaltados pela presença do intruso, os dois agentes levantaram-se com um salto e apontaram as suas armas a Papier que achou tal comportamento uma piada. Ainda esboçou um sorriso quando notou o olhar dos velhos amigos… vazio e desprovido de expressão, tal como a rapariga no porto. O sorriso morreu-lhe do rosto, enquanto tentava chamar à razão os velhos companheiros que agora o tomavam por desconhecido, situação que o estava a levar À beira do desespero. Sem compreender nada do que se passava, viu-se forçado a recuar e percebeu que já era procurado pela Interpol que selara o edifício para que ninguém saísse ou entrasse.

Confuso, dirigiu-se em velocidade não para a saída mas para os andares superiores. Tinha de confirmar se Zed também se encontrava naquela situação inesperada e para isso foi forçado a combater com os inocentes agentes que se aproximavam a cada corredor. Estava a subir a escada de acesso ao décimo andar quando AK e Knox o confrontam. Anos de aventuras e de amizade invencível não significavam nada neste momento em que Papier, ainda que contendo-se instintivamente, atacou os dois agentes que dispararam contra si com intenção de matar.
Esquivou-se dos tiros e golpeou os seus punhos, despindo-os aos dois simultaneamente dos revólveres que empunhavam. Estes retaliaram e a forma como lutavam em conjunto e a fantástica equipa que criavam era a mesma que recordara desde havia tanto tempo. Esse conhecimento ajudou muito Papier a evitar e devolver os golpes dos oponentes, que não possuíam qualquer memória das habilidades do jovem.
Conseguiu afastar Knox, o mais talentoso em combate corpo-a-corpo, com um pontapé contra a parede, agarrando AK em seguida, fazendo-lhe uma gravata que após alguns segundos o deixou inconsciente. Deitou-o cuidadosamente no chão e nesta altura Knox já estava recuperado e atacou rapidamente, não contendo a ira que o consumia. Papier evitou os ataques com todas as cautelas, consciente que Knox acabaria por ficar exausto com tamanho ímpeto, momento por que esperou e que aproveitou quando este surgiu. Knox fraquejou e o jovem, rapidíssimo, atingiu-o com um golpe na nuca que o deixou sem sentidos. Ao ver os amigos caídos no chão, Papier sentiu-se preso num pesadelo, ansioso por acordar.

Chegava por fim ao escritório do General Zed, este rodeado por agentes da Divisão ARM. Papier, ainda afectado pela luta contra os seus amigos estava sem paciência para ser atrapalhado, por isso e para terminar com este jogo assombroso sacou pela primeira vez das suas Desert Eagles gémeas e deu início a uma dança de balas que deflagrou por todo aquele espaço.
Com tanto cuidado quanto possível para não ferir mortalmente os agentes que se opunham a si, Papier usou as paredes para ziguezaguear e evitar os disparos, usando a sua velocidade para confundir os adversários que, não raras vezes, disparavam contra os próprios companheiros. Alguns segundos depois, o jovem era o único em pé.


Papier entrou no amplo espaço que era o escritório de Zed, com uma vista impressionante para a cidade, mas o seu olhar prendeu-se no trio que tinha à sua frente: a jovem rapariga que enfrentara no porto de Aveiro à esquerda; um homem de meia-idade, alto, de cabelo negro e extremamente pálido que concluiu tratar-se de Edward Craft ao centro; e o General Zed, sentado confortavelmente à sua secretária, fitando-o com o mesmo olhar inexpressivo que significava que estava sob a mesma espécie de efeito hipnótico que a jovem e os seus amigos. Papier exigia explicações e Craft, como o seu olhar arrepiantemente penetrante denunciava era o único que lhas podia conceder, no entanto o líder da Ordem 13 manteve-se em silêncio. Dirigiu um gesto simples à rapariga e esta avançou. Papier preparou-se para o combate, mas travou-se quando ouviu o som de passos vindos do corredor, no segundo seguinte Zack Thunder irrompe pelo escritório.
Zack estava sério como Papier há muito não o vira e o jovem compreendeu que havia ali alguma ligação que se mantinha oculta para ele, mas Zack rapidamente o elucidou. Dirigindo-se a Craft, o incrivelmente furioso Zack bramou num rugido querer saber o que ele tinha feito à sua filha MoonShine!
Papier estava em choque, Zack nunca falara do seu passado e tendo em conta a sua personalidade algo infantil, nunca o imaginou como pai de família, mas bem vistas as coisas era precisamente isso que o seu Mestre representava para ele e Shade. Igualmente inesperada foi a reacção de MoonShine ao ouvir o seu nome. Papier podia jurar que observara por um instante um brilho nos seus olhos, como se qualquer que fosse o feitiço sob o qual se encontrava, este tivesse sido quebrado, embora por pouco tempo, pois no instante seguinte esta investia sobre aquele que declarara ser seu pai.
Zack foi rápido como um relâmpago e num ápice evitou o ataque de Moon e abraçou-a delicadamente, gesto que a confundiu antes de desmaiar nos braços do seu pai.
O Mestre pegou na rapariga ao colo e confiou-a a Papier, para que este a levasse para casa até que ela recuperasse. Revelando que este era o efeito de uma Relíquia Demoníaca e que os seus efeitos não eram, em princípio, permanentes, manter-se afastada de Craft e dos poderes de tal Artefacto eram o remédio de que MoonShine precisava. Ordenou por fim a Papier que este partisse imediatamente.
Completamente dividido, Papier sabia que não podia desobedecer ao seu Mestre, mas deixá-lo sozinho contra um oponente tão misterioso e perigoso como Craft era um risco demasiado grande. Compreendendo o dilema do seu aprendiz, Zack garantiu encontra-lo em 24 horas, mas como tal promessa não foi suficiente fulminou Papier com o olhar, dissipando quaisquer dúvidas da sua mente e relutantemente virou-lhe as costas.

Papier chegara rapidamente ao átrio do edifício, pois todos os agentes haviam sido derrotados, cortesia de Zack, e ao dirigir-se para a saída, um vulto impediu-o de avançar. Dani Shade esperava a sua oportunidade para se vingar do ataque a Roland e MoonShine era o alvo da sua fúria silenciosa.
Compreendendo as intenções de Shade, mas duvidando seriamente que o rival conseguisse ser frio a tal ponto, Papier avançou enquanto o rival desembainhava a sua katana. Frente a frente, os aprendizes de Zack eram novamente adversários, uma sensação não de todo desconhecida. Papier pediu a Shade que fosse ajudar Zack na luta com Craft, uma vez que ele não podia sob pena de quebrar a sua promessa ao Mestre. Shade sorriu amargamente declarando que não podia fazer tal coisa. Papier contou a Shade da verdadeira identidade de MoonShine e da extensão conhecida dos poderes que enfrentavam, e foi difícil perceber qual das revelações surpreendeu mais o rival. Papier aproveitou o choque do Mercenário para sair do edifício e Shade, sem dizer uma palavra, manteve-se imóvel durante alguns segundos, até que decidiu por fim avançar.


MoonShine dormiu profundamente durante toda a viagem até Coimbra e depois disso continuava em repouso. Papier não conseguia estar tranquilo e sentia-se culpado pelo abandono do seu Mestre, mas que outra opção tinha? Não podia pisar no orgulho de alguém tão importante para si e que tanto lhe dera…
Algumas horas depois, Shade entrou no Grand Chaos, mas o alívio que Papier sentiu ao vê-lo depressa se dissipou quando este declarou que nunca chegara a encontrar Zack… Zed estava inconsciente no seu escritório e quando recuperou a consciência não só não tinha memória de nada do que se passara naquele dia, como simplesmente não o reconhecia.
Papier não estava surpreendido, mas não comentou mais nada com o rival. As 24 horas haviam passado e finalmente MoonShine acordou. Ao sair do quarto a rapariga observou os dois rivais, ainda confusa. Papier viu-a verdadeiramente pela primeira vez e não teve quaisquer dúvidas. Ela era simplesmente linda. E a chave de todo o mistério.


● Le Papier Shine On: Order XIII - 1.ª Parte

15 abril, 2016 2 Comentários
Em Coimbra a noite era fria como se a primavera teimasse em não surgir. A chuva caía abundantemente ou não fosse Abril o seu mês de eleição, mas como se tais condições meteorologicamente adversas não tivessem qualquer importância, um vulto emergia das trevas para a luz da cidade… O seu casaco negro comprido, óculos escuros, botas All-Star e mala de guitarra (que alberga a Gunblade Ultima) coincidiam com a descrição de Le Papier, o detective que desde há treze anos se tinha tornado numa lenda urbana na cidade. Coloca a guitarra na mala do seu clássico Ford Mustang de 65 e afasta-se em velocidade.

Papier fora o responsável por acabar com a guerra que envolveu a Máfia liderada pelos S.O.M.B.R.A., uma poderosa Aliança de Conglomerados Empresariais. Depois de várias batalhas ao longo dos anos, a influência desta Organização foi enormemente reduzida ma não obliterada, mesmo após vários anos adormecida.
Papier foi também uma das figuras que esteve presente no Evento X-Over, uma enorme batalha que revelou ao mundo a existência de seres sobrenaturais… Anjos, Demónios, Bestas e uma poderosa entidade Apocalíptica lutaram ferozmente pelo domínio das preciosas Almas humanas, mas felizmente, depois deste incidente, foi criada uma trégua entre estas Entidades, que se tem revelado duradoura…
Independentemente de tais acontecimentos, a vida continuou para o jovem, que não parou de combater os malfeitores que encontrou no seu caminho, e os níveis criminais nunca estiveram tão baixos.


Aveiro. A chuva deu tréguas por fim e Papier podia deambular pelas ruas à vontade… Era hora de trabalhar!
Nos últimos tempos, os únicos clientes que tem tido têm sido casais com níveis de desconfiança em relação ao seu cônjuge tão altos que a paranoia se instalou completamente, e foi mais uma senhora preocupada com hipotéticos apêndices que possam estar em crescimento na sua cabeça que levaram o jovem à Veneza portuguesa. Agora segue-se uma rusga intensiva pelos bares e discotecas da cidade, o que se podia revelar perturbador, dado o enorme aglomerar de ritmos kizombianos que se propagam na atmosfera, mas Papier veio prevenido com música de bom gosto e headphones com volume no máximo.
Infelizmente ou não, a demanda de Papier depressa chegou ao fim, pois mal chegou ao Autocarro Bar notou imediatamente a presença do marido infiel da sua cliente, agarrado a duas jovens que, tendo em conta os olhares de desdém que trocavam entre si, eram claramente profissionais em noite não. Papier sorriu para o indivíduo que retribuiu com um olhar confuso, seguindo o seu caminho. Fotos tiradas e enviadas estava assim mais uma missão cumprida com sucesso.

Papier estava a passear pela zona portuária de Aveiro, a aproveitar os intrincados riffs de Black Dog, quando algo chamou a sua atenção… Movimento muito acima do que seria natural e uma concentração fora do comum de personagens num cais próximo… Sem pensar duas vezes, Papier aproximou-se rápida e furtivamente, aproveitando as sombras da noite e movendo-se em silêncio.
Um cargueiro estava aportado e um grupo numeroso de indivíduos descarregava os seus contentores para um camião de forma eficiente e com muita organização, mas ao aproximar-se, Papier conseguiu vislumbrar que um par de soldados foi traído pelo terreno escorregadio e uma das caixas que transportavam caiu ao chão, revelando o seu conteúdo: Vinis que serviam de cobertura para um recheio constituído por armas e peluches que ocultavam munições em grande número…
Esta era apenas uma das muitas caixas do tamanho de um adulto que os soldados fortemente armados com equipamento de alto calibre estavam a mover aos milhares, mas houve algo que o intrigou ainda mais… um caixote enorme, que precisou de quatro homens para o transportar, desceu do cargueiro e uma figura encapuzada por um longo manto negro aproximou-se para conferir o conteúdo. Deu um golpe seco com o punho no cadeado e este desfez-se como se fosse feito de papel. Abriu a tampa e nesse momento todo o ambiente à volta desta operação se alterou, deixando Papier estupefacto. No caixote encontrava-se uma espécie de pilar, arrepiante como nunca o jovem havia visto, esculpido em pedra negra coberta de algas, decorada com inscrições aparentemente muito antigas que lhe conferiam uma aura extremamente misteriosa e com um baixo-relevo no seu centro, mas a forma como a escultura fora feita não permitia que Papier o conseguisse vislumbrar à distância, e era algo que deixou os soldados que ali se encontravam totalmente aterrorizados!
A figura encapuzada deixou cair a tampa com um estrondo e, como se um interruptor se tivesse activado, os soldados voltaram ao trabalho, ainda que com olhares desconcertantes, que mostravam que o que quer que estivesse naquele caixote era algo verdadeiramente maligno, pelo que algo tinha de ser feito… Papier recuou até à obscuridade, abriu o porta-bagagens do Mustang e passou as mãos pela mala da sua guitarra, pronto para voltar à acção e tornar aquele cais num autêntico Pandemónio!


Papier irrompeu rapidamente pelo cais e empurrou os dois guardas da entrada, abraçando-os pelas costas e deixando-os imediatamente inconscientes. Escondeu-os na obscuridade e subiu para um contentor, avançando rapidamente para onde os soldados se concentravam, eliminando mais três homens, indefesos perante o ataque silencioso e predatório de Papier.
Depois de se desembaraçar do terceiro, notou alguma comoção por parte dos soldados que restavam, quem sabe alertados da sua presença? Tal era improvável, dada a eficiência brutal com que Papier se desembaraçara dos homens que encontrara pela frente, mas esta era a hipótese mais provável. Correu ao seu encontro, e deu por si isolado, com o camião a desaparecer em velocidade, deixando atrás de si um rasto de poeira. Papier voltou-se e viu-se frente-a-frente com a figura encapuzada que vira antes e que liderava os soldados. A iluminação do porto falhou e apenumbra envolveu-os.
Imóveis durante os segundos que se seguiram, os dois quase conseguiam tocar a tensão que existia entre eles naquele momento, iluminados apenas pela lua quase cheia e pelo céu carregado de estrelas.
O Encapuzado ergueu lentamente a mão que escondia atrás das costas, revelando uma enorme foice dupla com lâminas azuis, que não deveriam ser muito diferentes em constituição da sua espada Ultima, o que por si só já era incomum, e Papier ergueu-a em resposta. A luta teve início.
Papier lançou-se em velocidade com golpes rápidos e precisos que o encapuzado desviou com enorme destreza e agilidade. De estatura mais pequena e aparentemente mais frágil que Papier, a figura de negro conseguia evitar a lâmina de Papier sem grandes problemas mas após tanto defender decidiu por fim passar ao ataque!
Empunhou a foice com as duas mãos e lançou-se em velocidade contra Papier com uma série de movimentos quase invisíveis ao olho humano, ao quais o jovem reagiu instintivamente, mas não foi rápido o suficiente para impedir um corte profundo no seu braço direito e um arranhão no rosto… bem vistas as coisas, teve bastante sorte. Ao observar o sangue a escorrer-lhe do rosto e sentir a dor que lhe percorria o braço, deixando-o algo dormente, Papier notou o quanto estava enferrujado em matéria de combate, mas também o quanto esta explosão de adrenalina o deixou empolgado, deixando-o mais focado e ao observar o sangue a escorrer-lhe do rosto e convencido de vez do adversário temível que tinha pela frente, estava pronto para o segundo assalto.

O choque das lâminas era tal que o porto iluminava-se por instantes com cada impacto. O som de aço contra aço compassado ao ritmo da respiração quase descontrolada dos dois oponentes contrastava com o rugido do mar revolto que rebentava com estrondo à medida que a chuva recomeçava a cair e com uma intensidade cada vez maior…
Completamente equilibrados, Papier ligeiramente mais forte, o Encapuzado um quanto mais rápido, mas de destreza impressionantemente semelhante, os dois gladiavam-se ininterruptamente à medida que a chuva os ensopava, tornando-os mais pesados e consequentemente mais lentos, algo a que Papier não se podia arriscar, uma vez que a ferida no seu braço já o limitava suficientemente. Era a primeira vez em muito tempo que se sentia desafiado desta forma e a sensação era mais agradável do que algum dia admitiria a si próprio, mas não podia continuar assim. Um mero deslize podia significar o fim da luta e a figura de negro também tinha plena consciência disso, por isso decidiu acabar com a luta antes que o seu arrastar pudesse tornar-se problemático.
Num movimento de impressionante agilidade deu um salto para trás ao mesmo tempo que rodopiava sobre si e soltava a foice num impulso que lhe transmitiu uma velocidade assombrosa, que a conseguiu evitar com uma combinação de reflexos rápidos e pura sorte, caindo no chão enquanto o seu longo casaco era cortado em dois. O ataque todavia não tinha terminado e a foice voltava em velocidade para o seu dono que se projectou no ar para a readquirir e num gesto rapidíssimo segurou-a com firmeza e golpeou Papier que a bloqueou com a Ultima, ficando com a lâmina adversária a centímetros do rosto.
Impressionado mas não derrotado, Papier soltou a lâmina mais curta de Ultima do corpo principal e lutou para se soltar do encapuzado que estava agora finalmente a mostrar cansaço. Num último esforço e com o adversário quase tão esgotado como ele, Papier atacou sem tréguas, fazendo a figura de negro recuar como nunca. Usando as lâminas duplas para ganhar vantagem no combate, o jovem conseguiu quebrar as defesas do encapuzado que, numa tentativa de esquivar o ataque de Papier, deixou que o seu capuz fosse rasgado, e ficou desmascarado… expondo um rosto que deixou Papier algo atordoado durante alguns segundos, tempo suficiente para a figura se recompor e recuperar o equilíbrio.
O capuz desfeito que foi em seguida atirado para o chão revelou a Papier uma jovem rapariga esbelta e extremamente atraente, com longos cabelos negros que ao luar transpareciam um tom azulado e uns olhos escuros que pareciam estranhamente vazios de expressão. Trocaram olhares durante um momento e a jovem acabou por desaparecer no instante seguinte na escuridão da noite chuvosa.


Papier voltou a Coimbra ainda confuso com o rumo que a noite tinha tomado. Tinha percorrido o porto à procura de pistas daquela estranha operação, mas após quase uma hora de investigação não encontrou nada que valesse a pena reter. Aqueles soldados eram claramente profissionais… e a sua jovem líder não lhe saía da cabeça, nem o seu olhar distante e vazio, que destoava completamente das suas restantes feições… a sua presença ali era um mistério para ele, tal como aquele estranho e assombroso pilar negro que ainda lhe transmitia arrepios só de pensar nele.
Entrou no Avalanche 21, o bar do seu grande amigo Diego e qual não foi o seu espanto ao dar de caras com Zack Thunder, o seu velho Mestre que segundo Diego tinha vindo fazer-lhe uma visita à cidade mas acabou por se empolgar um pouco e estava agora visivelmente embriagado e a meter conversa amigável com um grupo de universitários ali presentes, e claramente com enfâse nas raparigas do grupo. Papier foi calmamente buscar o seu Mestre que se mostrou muito feliz em vê-lo, embora também aborrecido pelo tempo que passou à sua espera. A sua bipolaridade na presença de álcool era algo que Papier conhecia bem e que até o divertia um pouco, mas era tempo de deixar o velhote descansar.

Papier levou Zack pelos ombros enquanto este se divertia a mandar piropos às jovens que passavam por eles saídos dos bares e discotecas, algo a que Papier não achava especial piada, sobretudo quando Zack fazia gestos extravagantes com os quais elas se divertiam bastante. Quando chegaram ao Mustang e por fim ao Grand Chaos, o escritório de Papier, este estava esgotado.
Arrastaram-se até à porta, que Papier notou ter um vidro partido. Poucos teriam a coragem de assaltar o jovem, pelo que sacou da sua Desert Eagle, não fosse o diabo tecê-las.
Ao entrar no escritório, esperava-o sentado no sofá e semi-ocultado pela obscuridade Dani Shade, o seu amigo de infância e grande rival, visivelmente com mau aspecto que Papier fez questão de notar, e que se agravou ao levantar-se pois foi possível notar múltiplas feridas no rosto e manchas de sangue na roupa outrora impecável. O seu rosto estava rígido como pedra. Até Zack ficou subitamente sério.

Shade falou por fim após alguns momentos – Roland Black fora atacado. Está desaparecido, provavelmente morto.


● The Grand Return

09 abril, 2016 1 Comentários
Boas pessoal!

Hoje é dia 9 de Abril, data que marca o sétimo ano desde a criação deste espaço de patetice, cuja programação habitual foi interrompida em 2014...

Pois bem, rejubilem! O blog está de regresso... bem, mais ou menos... com publicações que espero que gostem e que relembrem os dois ou três leitores assíduos do blog da espectacularidade que já viveram por aqui!

Esperem por novidades nos próximos dias... Beijos e/ou abraços!

It's CHAOS!

● The Grand Hiatus

28 abril, 2014 3 Comentários
Boas pessoal!

Hoje é um daqueles dias que marca o fim de um ciclo.
Como devem ter notado nos últimos tempos, a qualidade dos posts do The Grand Chaos diminuiu bastante (ou talvez nunca tenha sido assim tão alta... e só notei agora...), reflexo da falta de tempo e paciência que eu, infelizmente, tenho tido para com este espaço que não é só meu, também é vosso.
Por um lado é bom sinal, mostra que estou ocupado com coisas, quem sabe, com outro grau de importância, pois o blog, apesar de tudo, não é mais que um espaço de lazer e diversão, mas que eu gostava de manter actualizado e com conteúdo considerado minimamente relevante e isso não sido fácil.

Não foi uma decisão simples mas tenho a certeza que todos os leitores fiéis compreenderão.
Também não posso dizer que este seja um fim definitivo, pois talvez, quem sabe, num futuro próximo eu ganhe uma vontade renovada de escrever e partilhar novamente alguma maluquice com vocês, e por isso vou apenas considerar que o blog vai entrar em hiato.

Todo o conteúdo do The Grand Chaos vai continuar online, por isso podem sempre passar e ler alguma coisinha.
Aqui ficam as recomendações:
  • Não percam as fantásticas aventuras de Le Papier!
  • Para melhor compreenderem a complexidade que está por trás de algo tão colossal no universo musical como o Rock e o Heavy Metal, criei esta fantástica rubrica, intitulada The HM Chronicles. \m/
  • Podem ainda encontrar vários posts porreiros no meio do Grand Chaos do blogue, como: Os vários episódios da saga Dragon Ball Z Abridged;
  • Recordem alguns dos Grandes Clássicos de várias áreas artísticas (estes são apenas alguns que fazem parte da minha vida, mas de certeza que à medida que a rubrica for evoluindo encontrarão algo com que se identifiquem... ou então não... mas não deixem de verificar de qualquer das formas! ;)
  • Podem ler ainda algumas das minhas Teorias mais fabulosas, entre outros posts que podem encontrar através da barra lateral do lado direito, onde estão arrumadinhos e divididos por categorias! Também encontram outros links no caso de estarem interessados em acompanhar as minhas loucuras no separador das Categorias na sidebar!
Obrigado a todos os leitores por sempre terem apoiado o blogue e por sempre fazerem deste espaço um local de diversão.
Como disse antes, o blog vai entrar em hiato, sem data de regresso é certo, mas ainda assim este não é um adeus e sim um até já!

Fiquem todos muito bem. Beijos e/ou abraços!

It's CHAOS!

 
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